Notícias

VEJA VÍDEO: Polícia da Paraíba prende chefe de milícia citado mandante da morte da vereadora Marielle no RJ

Share on facebook
Share on twitter
Share on whatsapp

A Polícia Civil da Paraíba prendeu, nesta quarta-feira (28), um homem apontado pelo Ministério Público do Rio de Janeiro como sendo chefe de uma milícia suspeita de matar a vereadora do Rio de Janeiro, Marielle Franco (PSOL/RJ). A informação é da Polícia Civil da Paraíba.
Conforme apuração, o nome do homem detido é Almir Rogério Gomes da Silva. A milícia chefiada por ele foi mencionada em uma reportagem da revista Veja, em 17 de julho deste ano, pela viúva do capitão Adriano Magalhães da Nóbrega (morto na Bahia e investigado por chefiar milícias no Rio).
A prisão
A prisão foi realizada por policiais da Delegacia de Repressão ao Crime Organizado (DRACO), no município de Queimadas/PB. O alvo estava na companhia de outro homem, que também foi preso. A ação contou com o apoio da 2ª Superintendência de Polícia Civil.
O nome do alvo principal está no site www.disquedenuncia.org.br, do Rio de Janeiro. Ele já foi denunciado pelo Ministério Público do RJ, que pediu a condenação do investigado com base no assassinato de Eliezio Victor do Santos Lima, em outubro de 2018.
De acordo com o delegado Diego Beltrão, da Draco, as investigações descobriram que esse homem cometeu outro assassinado naquele estado, no dia 03 de junho deste ano, o que pode ter sido o motivo para ele fugir para a Paraíba.
Autoridades policiais do RJ já tomaram conhecimento da prisão desse homem na Paraíba e confirmaram a periculosidade do criminoso. “É um dos chefes de milícia mais procurados aqui no Rio de Janeiro”, declarou o delegado Henrique Damaceno.
Veja
Em entrevista à revista Veja, a viúva do capitão Adriano disse à reportagem que seu então marido foi procurado por milicianos da Gardênia Azul para “traçarem um plano de matar Marielle”, porém o ex-oficial da PM teria se recusado a participar. A vereadora estaria causando prejuízos tanto à milícia da Gardência Azul – que tem como um dos chefes o homem preso pela Polícia Civil da Paraíba – quanto ao grupo miliciano de Adriano.
Denúncia do MP
No crime narrado pelo Ministério Público, o investigado mandou matar Eliezio depois que este teve um desentendimento com a esposa. Os milicianos da Gardência Azul não toleraram a briga da vítima com a companheira e estabeleceram o que chamam de “tribunal de rua”, executando a vítima com vários tiros.
O homem capturado em Queimadas será levado sob escolta policial até o Rio de Janeiro, onde deverá responder pelos seus crimes, informou a Polícia Civil da Paraíba.

Vídeo: