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Resiliência eleitoral e de popularidade marcam o 2021 da governadora

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A governadora Fátima Bezerra (PT) é uma sobrevivente política de 2021. Ela não teve sossego diante de uma oposição articulada, qualificada e em alguns momentos sem escrúpulos.

Sua maior derrota política no ano foi a instalação da CPI da covid. Numa falha ela ficou minoritária na comissão mesmo tendo maioria no plenário.

Aí foi uma questão técnica que permitiu a oposição tirar proveito político: Fátima fez maioria no varejo, mas as decisões são tomadas pelos partidos, em sua maioria controlados por adversários.

Fátima foi alvo dia sim dia também da CPI que se não trouxe nada de novo permitiu a produção de manchetes negativas e vazamentos seletivos do presidente Kelps Lima (SD).

A investigação terminou limitada aos respiradores e na falta do que incriminar a governadora restou a pantomima de pedir o indiciamento dela por “não ter como não saber que os equipamentos não chegariam”.

Mas o ano da governadora não se resume a CPI.

Os índices de violência diminuíram, ela investiu em novos cursos de formação de policiais, converteu os leitos/covid para a rede pública e finalmente pode anunciar alguns investimentos em infraestrutura como o plano de recuperação de estradas que está saindo do papel.

Fátima ainda resistiu a uma enxurrada de fake news como a de que ela estava estocando vacinas ou usando dinheiro da covid para pagar salários. Esta última de tão absurda gerou uma histórica nota do Tribunal de Contas do Estado fazendo o desmentido.

Durante boa parte do primeiro semestre cada boa notícia era precedida de uma enxurrada de informações falsas para confundir a opinião pública local.

Mas a popularidade e as intenções de voto de Fátima permaneceram estáveis ao longo do ano. Ela consegue um feito inédito de uma governadora do RN em fim de terceiro ano de mandato neste século: lidera as pesquisas para a reeleição e mantém uma aprovação maior que a desaprovação na maioria das pesquisas.

Já assinalamos nesta página que nem a única governadora reeleita neste século, Wilma de Faria, conseguiu este feito.

Apesar do eleitorado não deixar claro se a eleição deste ano será de mudança ou continuidade, os adversários de Fátima que estão fora do espectro bolsonarista apostam na segunda possibilidade e tentam se aproximar dela.

Fátima encerrou 2021 com os adversários diminuindo o tom e celebrando a terceira das quatro folhas em atraso que recebeu de Robinson Faria (PSD) sendo paga e cumprindo a promessa de fazer a autonomia financeira da UERN.

O Governo de Fátima tem muitos defeitos, mas é inegável que faz uma gestão acima da média de seus últimos antecessores.