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Cineasta cajazeirense Eliézer Rolim morre por sequelas da Covid-19 em hospital de João Pessoa

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O diretor e roteirista Eliézer Rolim, 60 anos, faleceu na tarde desta quarta-feira (2) num hospital particular, em João Pessoa, após ter sido internado em estado grave na segunda-feira (1º).

Há alguns dias, o teatrólogo e cineasta testou positivo para Covid-19 e, apesar de estar com sintomas leves, no 10º dia sofreu uma embolia pulmonar e uma parada cardiorrespiratória, que ocasionaram uma lesão no cérebro, sendo internado em em estado grave, na terça-feira (1º).

Eliézer Leite Rolim Filho nasceu em Cajazeiras (PB), em 23 de novembro de 1961, na Rua Souza Assis, filho de Eliézer Leite Rolim e Raumita Coelho Rolim. Aos nove anos, deixou a residência paterna para estudar em um colégio dirigido por padres, em Itaporanga (PB), passando a ser educado pelo seu tio, o Padre José Sinfrônio de Assis Filho.

Foi no internato que travou conhecimento com o teatro e, ao voltar para Cajazeiras, em 1975, fundou o Grupo Teatral Mickey que, mais tarde, passaria a se chamar Grupo de Teatro Terra, um dos grupos mais importantes do movimento cultural do Estado da Paraíba, após haver ganhado destaque e prêmio nacional, com o espetáculo Beiço de Estrada, outorgado pelo Projeto Mambembão (1979). O Grupo Terra foi o referencial artístico de uma geração e um dos responsáveis pela luta, objetivando a construção do Teatro Ica.

Graduado em Arquitetura e Urbanismo pela Universidade Federal da Paraíba (UFPB, 1986), tem mestrado (2001) e doutorado em Artes Cênicas pela universidade Federal da Bahia e pela École Nationale de Architeture de Grenoble, na França (2013).

Recebeu vários prêmios nacionais com a sua produção teatral: Seca, Beiço de Estrada, O Barraco, Até Amanhã, Drops do Halley, Homens de Lua, Trinca Mas Não Quebra, Anjos de Augusto, Sinhá Flor, Como Nasce um Cabra da Peste, Adeus Mamanita, Estrelas ao Relento e Efemérico.

Sua produção artística é interdisciplinar, e suas obras teatrais destacam-se não somente pela sua dramaturgia, mas por sua cenografia, direção e iluminação. Atua na área de cinema, como produtor, roteirista e diretor, e foi o realizador dos filmes Eu Sou o Servo, O Sonho de Inacim e Beiço de Estrada.
Eliézer Rolim é membro da Academia Paraibana de Cinema, foi coordenador do Teatro Minerva, em Areia (PB), e, atualmente, leciona na UFPB. É membro fundador efetivo e fundador da Academia Cajazeirense de Artes e Letras (Acal), ocupando a cadeira nº 21 cujo patrono é Hildebrando Leal.