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General Girão confirma que bebeu vinho antes de dirigir e diz que policial não pediu para soprar bafômetro em blitz

General Girão confirma que bebeu vinho antes de dirigir e diz que policial não pediu para soprar bafômetro em blitz

O deputado federal General Girão (PSL-RN) confirmou nesta quinta-feira (3) que ingeriu bebida alcoólica antes de dirigir e que, por isso, foi autuado na última terça (1º) durante uma blitz da Operação Lei Seca na Praia de Cotovelo, no litoral sul do Estado. Em nota, o parlamentar reconheceu que cometeu uma infração de trânsito grave.

A nota do deputado com a confirmação foi divulgada após o Blog do Dina noticiar mais cedo que General Girão havia sido autuado por se recusar a fazer o teste do bafômetro. O suposto auto da infração também foi divulgado pelo blog, com a informação de que o deputado havia se recusado a soprar o equipamento.

Na nota, General Girão confirmou que não soprou o bafômetro, mas que foi submetido ao teste que mede a possível presença de álcool dentro do carro. “Na ocasião, foi realizado o teste do etilômetro, mais conhecido como teste do bafômetro, com um equipamento que não tinha a necessidade de assoprar”, explicou o parlamentar.

General Girão disse que, em nenhum momento, os agentes pediram para que ele soprasse o bafômetro, para confirmar que ele estava embriagado.

“Reitero que assumi a responsabilidade da infração de trânsito e, mesmo tendo avistado a barreira policial com certa distância, não me desviei da direção nem me neguei a realizar qualquer tipo de exame sugerido pelas autoridades policiais no local”, acrescentou o parlamentar.

O deputado federal disse que, por causa disso, vai recorrer do que está posto no auto de infração. “Com base no princípio do contraditório e da ampla-defesa, usarei dos meios administrativos a fim de contestar o alegado no auto de infração e, como qualquer cidadão brasileiro, estarei sujeito aos trâmites legais para fazer valer os meus direitos e deveres”, enfatizou.

Mais cedo, em entrevista ao Blog do FM, o deputado declarou que foi flagrado na Lei Seca por ter ingerido uma taça de vinho.

“Assim como outras pessoas, cometi uma infração de trânsito. Tinha tomado uma taça de vinho e depois disso peguei um corredor (barreira policial). Não saí da direção e assumi minha responsabilidade. Fiz, sim, o teste do etilômetro e o equipamento acusou que eu tinha ingerido álcool de algum jeito. Não sei de certo a medição. Em nenhum momento me identifiquei como deputado ou general. Recebi a notificação como qualquer motorista em trânsito”, disse ao blog.

Exposição dos dados
General Girão reclamou, também, da divulgação do auto de sua infração de trânsito. Segundo ele, a Lei Geral de Proteção de Dados foi infringida.

“O que me causa surpresa e certa indignação é a divulgação do auto de infração com os meus dados para fins meramente eleitoreiros e políticos, infringindo a Lei Geral de Proteção de Dados e regras administrativas, onde, também utilizarei dos meios direitos a fim de buscar os responsáveis pela divulgação”, finalizou.

Leia a nota na íntegra:
“Na noite da última terça-feira (1), no Litoral Sul, após jantar com minha família, fui abordado pela Blitz da Lei Seca e, diferente do que consta no auto de infração, na ocasião, foi realizado o teste do etilômetro, mais conhecido como teste do bafômetro, com um equipamento que não tinha a necessidade de assoprar. Por orientação do agente de trânsito, dei lugar à outra pessoa habilitada para conduzir o veículo.

Com base no princípio do contraditório e da ampla-defesa, usarei dos meios administrativos a fim de contestar o alegado no auto de infração e, como qualquer cidadão brasileiro, estarei sujeito aos trâmites legais para fazer valer os meus direitos e deveres.

O que me causa surpresa e certa indignação é a divulgação do auto de infração com os meus dados para fins meramente eleitoreiros e políticos, infringindo a Lei Geral de Proteção de Dados e regras administrativas, onde, também utilizarei dos meios direitos a fim de buscar os responsáveis pela divulgação.

Por fim, parabenizo a Polícia Militar por ter exército seu papel, uma vez que a Lei deve ser igual para todos.

General Girão (PSL-RN), deputado federal