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Em 2 anos, supermercado subiu 31%, energia e gasolina também seguiu a dinâmica dos aumentos

Desde março de 2020, primeiro mês completo da pandemia de coronavírus no país, até fevereiro deste ano, o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) acumula alta de 16,3%, de acordo com levantamento feito pelo CNN Brasil Business. Dados de março foram
divulgados nesta sexta-feira (8) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).
Dos 375 produtos e serviços que o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) acompanha mensalmente para chegar à variação média do IPCA, só 22 não foram reajustados ou tiveram queda de preço desde que a pandemia chegou. É menos de 6% do total.


Na outra ponta, 242 tiveram aumentos superiores a 10%, ou 64% de tudo o que os consumidores brasileiros possam ter interesse ou necessidade de comprar.


Comida


Os alimentos foram, de longe, os produtos que mais pesaram no bolso do brasileiro. Fazer as compras do supermercado ficou em média 31,5% mais caro desde o começo de 2020, de acordo com os dados de alimentação em domicílio do IPCA.


Das 50 maiores altas do período, 42 são alimentos. As frutas, em média, estão 36,7% mais caras, as carnes subiram 40,7%, o frango 41,8%, as folhas e verduras 53% e, os legumes, 60,7%.


No topo da lista da pandemia estão a cenoura, o mamão, o óleo de soja e a abobrinha, todos com aumentos superiores a 100% no acumulado dos últimos dois anos.


Energia, combustíveis


Retirados os alimentos da lista, as maiores altas da pandemia revelam também alguns grupos que foram especialmente atingidos pelas particularidades desses dois anos de crise sanitária e lockdowns.


Também se destacam os produtos ligados a energia: todos eles aparecem no topo do ranking das maiores altas.


De um lado, está a energia elétrica, que sofreu em 2021 com o choque adicional da crise hídrica que secou as hidrelétricas. A conta de luz está hoje 33% mais cara que dois anos atrás.


De outro lado, estão todos os combustíveis, que sofrem influência direta da disparada que a cotação do petróleo vem, desde o ano passado, sofrendo continuamente no mercado internacional.


É neste grupo, aqui no Brasil, que estão o gás encanado (30,3%), o gás veicular (41,7%), a gasolina (44,6%), o botijão de gás (46%) e o diesel (47%), além do etanol (47,1%), que acabou sob uma pressão tripla de custos vinda da concorrência do petróleo, do açúcar e
ainda do impacto das secas no ano passado.