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Ex-governador e ex-auxiliares viram réus por esquema de propina na Paraíba

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O juiz Eslu Eloy Filho, da 7ª Vara Criminal de João Pessoa, recebeu no início da tarde de hoje uma nova denúncia apresentada em setembro do ano passado pelo Ministério Público contra o ex-governador da Paraíba, Ricardo Coutinho (PT) e os ex-secretários Livânia Farias, Cláudia Veras e Waldson Sousa, além de outros investigados, no âmbito da Operação Calvário. Antes de Eslu, os juízes José Márcio Rocha Galdino e Geraldo Emílio Porto, sorteados para julgar o caso, tinham se averbados suspeitos e pediram a redistribuição do processo.


A denúncia recebida nesta segunda envolve ainda Karla Michele Vitorino Maia – ex-auxiliar do governo, Leandro Azevedo – ex-auxiliar do governo, Saulo de Avelar Esteves – ex-auxiliar do governo, Ricardo Elias Restum Antonio, Milton Pacífico José de Araújo, Saulo Pereira Fernandes, Keydison Samuel de Sousa Santiago e Michelle Louzada Cardoso.


Ricardo e os demais denunciados são acusados pelo MP por terem cometido supostos crimes de corrupção ativa e passiva, fraudes em licitação e peculato. De acordo com o Gaeco, teria havido pagamento de propinas por parte da organização socia lCruz Vermelha a agentes públicos. O processo ainda afirma que entre os meses de julho 2012 a junho de 2017 foram desviados cerca de 49 milhões de recursos públicos.


Os autos do processo apontam a existência de uma fraude envolvendo a licitação que resultou na renovação do contrato da Cruz Vermelha Brasileira para a administração do Hospital de Emergência e Trauma, em 2012. A Organização Social geriu a unidade hospitalar entre 2011 e 2019.


O juiz Eslu Eloy Filho arquivou o trecho que tratava-se sobre a ex-secretária de Saúde da Paraíba, Roberta Abath. “Roberta Abath era uma peça que não se encaixava no quebra-cabeça da ORCRIM que, desde 2011, implementava uma mecânica criminosa concatenada para desviar recursos públicos da saúde, posta em execução nos contratos de terceirização do Hospital de Trauma, mantido entre o Estado da Paraíba e a CVB/RS”, diz o órgão. Igualmente, o Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco) entendeu que todos os dados colhidos durante a investigação mostram que Abath não aceitava o que era ofertado pelos outros acusados.