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Apenas 10% dos casos de câncer de mama acontecem em mulheres jovens; conheça a história de quem luta contra a doença e as estatísticas

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Mais de 90% dos casos de câncer de mama encontram-se em mulheres acima de 50 anos, atingindo o seu pico aos 65, segundo dados do Instituto Nacional do Câncer (Inca). Casos da doença em mulheres mais jovens chegam a 10%. A atendente de telemarketing Uilma Batista Alves faz parte desta última estatística. Ela descobriu o câncer de mama aos 37 anos e, aos 38, neste Outubro Rosa (mês de conscientização sobre o câncer de mama), finalizou as quimioterapias. 

 A alta teve uma ação para lá de especial dentro do Hospital Geral da Hapvida na Paraíba, em João Pessoa, com direito a festa com bolo, brigadeiros, salgados, balões e lembrancinhas. Uilma também tocou o “Sino da Superação”, anunciando para todos que estava finalizando o seu tratamento, e recebeu o certificado de conclusão. 

Ela conta que descobriu o câncer de mama após sentir dor no seio durante uma caminhada e, ao fazer o autoexame, encontrou o nódulo. Procurou o médico, fez todos os exames e recebeu o diagnóstico. “Meu mundo caiu naquele momento. Eu só pensava na minha filha que tinha apenas 7 anos e não poderia ficar sem a mãe”, relatou. 

 Além de enfrentar o diagnóstico, a atendente de telemarketing vinha de um processo de luto: ela havia perdido a mãe um ano antes para o câncer. O pai tinha morrido em anos anteriores, também em decorrência da doença. “Fiquei com medo de morrer, mas me apeguei com Deus e com os médicos e hoje comemoro mais uma etapa da minha cura”, disse. 

O ato do sino foi marcado por muita emoção. Uilma abriu a porta para Deus entrar e participar da sua festa. De joelhos, vestindo uma camisa escrita “gratidão” e chorando muito, agradeceu pela conclusão do tratamento e falou da importância da sua fé para superar aquele momento. “Me despi de toda vaidade e estou aqui de joelhos agradecendo a oportunidade de viver, de criar minha filha”, falou. 

 A paciente agradeceu todo o suporte que recebeu dos profissionais do Hospital Geral da Hapvida na Paraíba. Destacou a humanização, o carinho e o cuidado. “Sem vocês eu não estaria conquistando essa vitória”, disse, arrancando lágrimas de toda a equipe. 

 Projeto – O “Sino da Superação”, segundo destacou a diretora médica do hospital, Geórgia Campos, faz parte do projeto “Apaixonados pela Vida”, que promove ações de acolhimento e cuidado de excelência aos clientes durante toda a experiência hospitalar.

 Mais dados – O câncer de mama é o tipo que mais acomete mulheres em todo o mundo, com 2,3 milhões de casos novos estimados por ano. Para o Brasil, foram estimados 73.610 casos novos de câncer de mama em 2023, com um risco estimado de 66,54 casos a cada 100 mil mulheres.

 O Inca aponta que os principais fatores de risco para desenvolver câncer de mama são:

 Comportamentais/Ambientais

 * Obesidade e sobrepeso após a menopausa;

* Atividade física insuficiente (menos de 150 minutos de atividade física moderada por semana);

* Consumo de bebida alcoólica;

* Exposição frequente a radiações ionizantes (raios X, tomografia computadorizada, mamografia etc);

* História de tratamento prévio com radioterapia no tórax.

 Aspectos da vida reprodutiva/hormonais

 * Primeira menstruação (menarca) antes de 12 anos;

* Não ter filhos;

* Primeira gravidez após os 30 anos;

* Parar de menstruar (menopausa) após os 55 anos;

* Uso de contraceptivos hormonais (estrogênio-progesterona);

* Ter feito terapia de reposição hormonal (estrogênio-progesterona), principalmente por mais de cinco anos.

 Hereditários/Genéticos

 * Histórico familiar de câncer: de ovário e de mama em mulheres, principalmente antes dos 50 anos, ou em homens;

* Alteração genética.

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