Cajazeiras liderou número de prisões por crimes eleitorais na Paraíba durante o segundo turno
Cajazeiras foi o município paraibano com o maior número de prisões por crimes eleitorais durante o segundo turno das eleições presidenciais, realizado no domingo (25). De acordo com o balanço divulgado pela Polícia Militar, quatro pessoas foram conduzidas à delegacia na cidade sertaneja por ocorrências relacionadas ao processo eleitoral.
Em toda a Paraíba, a Polícia Militar contabilizou 67 ocorrências policiais e 18 pessoas encaminhadas às delegacias por suspeita de crimes eleitorais. Já o Tribunal Regional Eleitoral da Paraíba (TRE-PB) registrou 49 ocorrências eleitorais até as 19h, das quais 15 resultaram em prisões.
A principal infração identificada pela Polícia Militar foi a violação do sigilo do voto, caracterizada, entre outras situações, pelo uso de celulares para fotografar ou filmar a própria votação, prática proibida pela legislação eleitoral.
Cajazeiras aparece à frente de outros municípios
Além de Cajazeiras, outras dez cidades paraibanas tiveram registros de pessoas conduzidas às delegacias por crimes eleitorais. Alagoa Grande, Riachão de Bacamarte, São Bento e Areia contabilizaram duas ocorrências cada. Patos, Monteiro, Areia de Baraúnas, Sapé, João Pessoa e Araruna registraram uma ocorrência cada.
No primeiro turno das eleições, a Polícia Militar havia contabilizado 179 ocorrências. Segundo a corporação, as comemorações realizadas após o encerramento da votação no segundo turno transcorreram sem registros de ocorrências policiais. Para garantir a segurança, foram estabelecidos locais específicos para as celebrações e montado um esquema de policiamento.
TRE-PB detalha ocorrências eleitorais
O Centro de Comando e Controle (CCC) do TRE-PB registrou 49 ocorrências eleitorais até o encerramento da votação, às 19h, com 15 prisões.
O porte de celular ou de outros equipamentos de comunicação liderou os registros, com 35 casos. A utilização desses aparelhos na cabine de votação é proibida para assegurar o sigilo do voto.
Também foram contabilizados três casos de boca de urna, dois de uso de alto-falantes, dois de desobediência, dois classificados como outros motivos e um de desordem. A relação inclui ainda um registro de dano à urna eletrônica, um de corrupção eleitoral, um de concentração ilegal e um de publicação de novos conteúdos.
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