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Veja um vídeo assustador: Matadouro Público de São José de Piranhas: o retrato cruel de um abandono que ninguém vê, e de uma Justiça que só parece ser dura com os pobres

Veja um vídeo assustador: Matadouro Público de São José de Piranhas: o retrato cruel de um abandono que ninguém vê, e de uma Justiça que só parece ser dura com os pobres

O que existe hoje no matadouro público de São José de Piranhas não é apenas um problema sanitário. É uma ferida aberta. Um retrato doloroso de como o poder público escolheu virar as costas para o próprio povo e como o silêncio das instituições machuca tanto quanto o mau cheiro da decomposição.

O cenário encontrado é devastador: ossadas espalhadas pelo chão, vísceras expostas ao sol escaldante do Sertão, restos de animais abandonados como se fossem lixo sem valor. Mas o mais chocante não está apenas na sujeira, está na solidão de uma comunidade inteira deixada à própria sorte.

Enquanto o matadouro apodrece, as famílias que vivem no entorno respiram o cheiro da negligência. Crianças, idosos e trabalhadores convivem diariamente com um ambiente que deveria representar segurança alimentar, mas que se tornou um foco de contaminação, risco e vergonha.

A gestão do prefeito Bal Lins tem permitido que o espaço público se transforme em um território de doença e descaso. Não há manutenção, não há fiscalização eficaz, não há respostas. O que deveria ser um equipamento essencial à saúde coletiva virou um símbolo do abandono institucional.

Mais grave ainda é a sensação generalizada entre os moradores de que o Ministério Público, mesmo provocado por denúncias, permanece inerte. Não há operações visíveis. Não há interdições. Não há ações concretas que ponham fim ao problema.

E é aí que nasce a revolta mais profunda.

Porque quando o pequeno comerciante falha, a punição chega rápido. Quando o agricultor humilde erra um documento, as sanções aparecem. Quando o pobre tropeça, a Justiça é veloz, dura, implacável.

Mas quando o poder público erra, o que se vê é o silêncio.

Em São José de Piranhas, o sentimento da população é claro e doloroso: a lei tem endereço. Ela pesa sempre do lado mais fraco. O abandono do matadouro não é apenas falta de higiene, é crime ambiental à luz do dia, é ameaça real à saúde pública, é desrespeito com quem trabalha honestamente.

O acúmulo de ossos, a proliferação de insetos, o cheiro constante de decomposição e o risco de contaminação não são invisíveis. São ignorados.

Ignorados por quem deveria agir.

Um povo que não merece ser tratado assim. O povo de São José de Piranhas não merece respirar descaso. Não merece viver cercado por focos de doença enquanto autoridades se escondem atrás de cargos, discursos e promessas vazias.

O matadouro público, hoje, não é apenas um escândalo sanitário.

É o símbolo cruel de um sistema que falha justamente com quem mais precisa de proteção.

É o retrato de uma Justiça que parece ter força apenas contra os pobres.

E de um poder público que escolheu o silêncio como resposta.

São José de Piranhas merece respeito.
Seu povo, mais ainda.

Blog do Espião/Janemarcio da Silva

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