Prefeituras nadam em dinheiro: FPM coloca quase R$ 2 bilhões a mais nos cofres municipais e novo repasse cai amanhã
As prefeituras brasileiras entram na sexta-feira (28) com mais dinheiro chegando aos cofres públicos. O terceiro decêndio de agosto do Fundo de Participação dos Municípios (FPM) será repassado amanhã, com mais de R$ 4,6 bilhões previstos para os municípios de todo o país.
O dinheiro chega depois de um mês que já apresenta uma diferença expressiva em relação a agosto de 2025. Somente nos dois primeiros decêndios, as prefeituras receberam aproximadamente R$ 10,85 bilhões, enquanto no mesmo período do ano passado foram cerca de R$ 8,79 bilhões.
Na conta, são aproximadamente R$ 2,06 bilhões a mais entrando nos cofres municipais antes mesmo do depósito desta sexta-feira.
O crescimento acumulado chega a aproximadamente 23,4% na comparação entre os dois primeiros repasses de agosto de 2026 e o mesmo período de 2025.
No primeiro decêndio, foram aproximadamente R$ 8,95 bilhões distribuídos em 2026, contra cerca de R$ 7,39 bilhões em 2025. Já no segundo, os municípios receberam aproximadamente R$ 1,90 bilhão neste ano, contra cerca de R$ 1,40 bilhão no ano passado.
E amanhã tem mais dinheiro
O terceiro decêndio será creditado nesta sexta-feira (28) e deverá colocar mais de R$ 4,6 bilhões nos municípios brasileiros.
Embora esse terceiro repasse apresente uma redução de aproximadamente 3% em relação ao mesmo decêndio de agosto de 2025, o volume continua bilionário.
Com os três decêndios, agosto de 2026 deverá movimentar aproximadamente R$ 15,4 bilhões em FPM, contra cerca de R$ 13,5 bilhões registrados em agosto de 2025.
A diferença estimada entre os dois meses chega a aproximadamente R$ 1,9 bilhão a mais para os municípios em agosto deste ano.
Dinheiro também chega ao Sertão
As prefeituras do Sertão da Paraíba também entram nessa divisão dos recursos federais. O valor recebido por cada município varia de acordo com o coeficiente do FPM, definido conforme critérios legais e dados populacionais.
Para cidades de pequeno porte, o dinheiro do Fundo possui peso ainda maior nas receitas municipais. É justamente por isso que cada decêndio representa uma importante entrada de recursos para os cofres públicos.
Patos, Cajazeiras, Sousa, São Bento, Pombal, Itaporanga, São José de Piranhas e dezenas de outros municípios sertanejos recebem parcelas do Fundo.
Nos municípios menores, como Monte Horebe, Triunfo, Santa Helena, Marizópolis, Poço Dantas, Bernardino Batista, Joca Claudino, Vieirópolis e Bom Jesus, o FPM também representa uma fonte essencial para o financiamento das atividades municipais.
Agora vem a cobrança
Com tanto dinheiro entrando, aumenta também a responsabilidade dos prefeitos na aplicação dos recursos públicos.
O FPM pode financiar despesas previstas no orçamento municipal e contribuir para áreas como saúde, educação, infraestrutura, folha de pessoal e manutenção dos serviços públicos, respeitadas as regras legais.
O dinheiro é público e, portanto, a população tem o direito de acompanhar onde e como cada prefeitura está aplicando os recursos recebidos.
O cenário de agosto chama atenção justamente pelo volume: mais de R$ 2 bilhões adicionais já foram distribuídos nos dois primeiros decêndios de 2026 em comparação com o mesmo período de 2025, e amanhã chega uma nova parcela superior a R$ 4,6 bilhões.
Para os prefeitos, é dinheiro entrando. Para os municípios, é capacidade financeira. Para o cidadão, fica a pergunta que nunca pode desaparecer: quanto desse dinheiro vai chegar, de fato, na melhoria dos serviços públicos?
Espião do Sertão: os valores apresentados são aproximados e podem sofrer ajustes conforme os créditos efetivamente realizados, retenções constitucionais e demais regras aplicáveis ao FPM.
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