Laboratório da UFRN registra 19 tremores de terra no Nordeste durante o mês de maio

O Laboratório Sismológico da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (LabSis/UFRN) registrou 19 eventos sísmicos classificados para divulgação no Nordeste durante o mês de maio de 2026. Os dados constam no boletim mensal divulgado pelo laboratório, que monitora a atividade sísmica na região por meio da rede RSISNE, operada pela UFRN. De acordo com o levantamento, os tremores foram registrados em sete estados nordestinos: Bahia, Sergipe, Rio Grande do Norte, Pernambuco, Ceará, Alagoas e Paraíba. A Bahia concentrou o maior número de ocorrências, com seis registros, seguida por Sergipe, com cinco. O Rio Grande do Norte teve três eventos sísmicos no período. No RN, os tremores foram registrados em Currais Novos, Jardim de Piranhas e Lajes. O primeiro ocorreu no dia 1º de maio, em Currais Novos, com magnitude preliminar de 1.7 mR. Em Jardim de Piranhas, o evento foi registrado no dia 24 de maio, com magnitude de 1.9 mR. Já em Lajes, o tremor ocorreu no dia 27 de maio, também com magnitude de 1.9 mR. O maior evento sísmico do mês ocorreu em Casa Nova, na Bahia, no dia 17 de maio, com magnitude preliminar de 2.7 mR. Também houve registros em municípios como Lagoa do Ouro e São Caitano, em Pernambuco; Icapuí, no Ceará; Mutuípe e Jacobina, na Bahia; Itabi e Canhoba, em Sergipe; Traipú, em Alagoas; e Brejo dos Santos, na Paraíba. Segundo o LabSis/UFRN, a lista reúne os principais sismos registrados pela rede no Nordeste. As incertezas epicentrais podem chegar a 10 quilômetros. Os dados do período ainda serão revisados após três meses, com base em informações de estações que não enviam dados em tempo real e dependem de coletas periódicas em campo. O boletim também traz orientações sobre como agir durante um tremor. Entre as recomendações estão proteger a cabeça, buscar abrigo sob uma mesa, manter distância de objetos que possam cair, desligar fontes de fogo quando a agitação parar e acompanhar informações oficiais. Tribuna do Norte

Leia Mais »

Justiça do RN condena banco após fraude em empréstimo via Pix contra cliente

O Tribunal de Justiça do Rio Grande do Norte (TJRN) condenou uma instituição financeira a anular cobranças de um empréstimo realizado sem autorização, devolver em dobro os valores descontados e indenizar uma cliente por danos morais após a identificação de fraude envolvendo a modalidade de Pix parcelado. A vítima foi uma mulher de Santo Antônio, que teve a contratação de dois empréstimos no valor de R$ 3.410. Segundo o processo, a mulher foi surpreendida com as contratações em sua conta, sem autorização. Mesmo após tentar contestar as transações junto ao banco, não conseguiu resolver o problema e passou a ter parcelas descontadas automaticamente, acumulando prejuízo de R$ 1.837. Após a negativa da instituição, a cliente recorreu à Justiça pedindo a anulação dos contratos, a devolução em dobro dos valores e indenização por danos morais. Em sua defesa, o banco alegou que os empréstimos foram contratados de forma regular, por meio eletrônico. Ao analisar o caso, a Justiça destacou que, em relações de consumo, cabe à instituição financeira comprovar a regularidade da contratação. A decisão aponta que, embora as transações digitais sejam comuns, é necessária a comprovação da manifestação de vontade do cliente, o que não ocorreu. Ainda conforme a sentença, os documentos apresentados pelo banco, como registros internos, não foram suficientes para comprovar a legalidade das operações. Diante disso, foi reconhecida a fraude e a falha na prestação do serviço. A decisão determinou a anulação das cobranças e a devolução em dobro dos valores descontados, conforme o Código de Defesa do Consumidor. A cliente também deverá ser indenizada em R$ 3 mil por danos morais. A sentença é da Vara Única da Comarca de Santo Antônio, assinada pela juíza Ana Maria Marinho de Brito, que apontou que os descontos afetaram diretamente a renda da autora, justificando a compensação pelos danos sofridos. Tribuna do Norte

Leia Mais »

RN registra mais de 81 mil crianças com excesso de peso

O Rio Grande do Norte registrou 81 mil casos de excesso de peso entre crianças de 0 a 9 anos em 2025, de acordo com os dados do Sistema de Vigilância Alimentar e Nutricional (SISVAN), do Ministério da Saúde. O relatório mostra que 39% das crianças avaliadas nessa faixa etária apresentam excesso de peso, ou seja, 39 em cada 100 crianças potiguares convivem cmo algum grau de excesso de peso No Brasil, o Panorama de Obesidade Infantil e Adolescente, elaborado com base em informações do SISVAN, registrou 1,1 milhão de crianças com obesidade e outras 783 mil com obesidade grave. Os dados apontam que 8,94% das crianças de 0 a 9 anos apresentam obesidade, enquanto 5,97% convivem com obesidade grave. Apesar de a maioria das crianças brasileiras avaliadas estar dentro da faixa considerada adequada para a idade, os indicadores também acendem um sinal de alerta. Segundo o SISVAN, 8.230.705 crianças apresentavam peso adequado (eutrofia), o equivalente a 62,8% do total acompanhado. Isso significa que aproximadamente 37% das crianças avaliadas apresentam algum tipo de alteração nutricional relacionada ao excesso de peso. No dia da Conscientização contra a Obesidade Infantil, celebrado nesta quarta-feira (3), a Organização Nacional de Acreditação busca ampliar o debate sobre a prevenção da doença e estimular hábitos mais saudáveis desde os primeiros anos de vida. De acordo com o Atlas Global da Obesidade e dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), o Brasil poderá ocupar, até 2030, a quinta posição entre os países com maior número de crianças e adolescentes obesos. O levantamento aponta ainda que, sem a adoção de medidas efetivas de enfrentamento, as chances de reverter esse cenário são de apenas 2%. Para a pediatra e membro da Organização Nacional de Acreditação (ONA), Mariana Grigoletto, os números demonstram que a obesidade infantil deixou de ser um problema pontual e passou a representar um desafio coletivo. “Os dados revelam que a obesidade infantil deixou de ser uma situação isolada e se tornou um importante desafio para a saúde pública. Além de ter consequências nos primeiros anos de vida, o excesso de peso na infância pode aumentar significativamente o risco de doenças crônicas na adolescência e na vida adulta, o que reforça a importância da prevenção e do acompanhamento precoce”, destaca. Entre as principais consequências do excesso de peso na infância estão o aumento do risco de diabetes tipo 2, hipertensão arterial e doenças cardiovasculares, além de impactos emocionais e psicológicos, como baixa autoestima e maior exposição a situações de bullying. Segundo a especialista, o acompanhamento pediátrico é fundamental para identificar precocemente alterações no crescimento e no peso da criança. “É fundamental que as crianças sejam acompanhadas por um pediatra. Quando identificamos alterações no peso e nos hábitos da criança logo no início, podemos intervir antes que a situação piore. Com as orientações certas, é possível evitar que a obesidade aconteça na vida adulta e diminuir os riscos de doenças relacionadas, tornando uma vida mais saudável ao longo do tempo”, afirma. Além do acompanhamento médico, a prevenção passa pela adoção de hábitos saudáveis no cotidiano. A recomendação inclui priorizar alimentos in natura ou minimamente processados, como frutas, legumes e verduras, reduzir o consumo de ultraprocessados e bebidas açucaradas, estimular a prática regular de atividades físicas e limitar o tempo de exposição às telas. Mudanças no padrão alimentar das crianças ajudam a explicar o avanço do problema. Dados do SISVAN mostram que o consumo de alimentos ultraprocessados e bebidas açucaradas aumenta à medida que as crianças crescem, indicando uma deterioração gradual da qualidade da alimentação durante a infância. “Formar hábitos saudáveis desde cedo é um fator decisivo para evitar o desenvolvimento da obesidade e de outras doenças associadas. Embora a predisposição genética também possa influenciar no desenvolvimento da condição, os hábitos de vida e o ambiente em que a criança está inserida têm papel fundamental na prevenção e no controle da obesidade infantil”, conclui Mariana Grigoletto. Tribuna do Norte

Leia Mais »

PF faz operação contra grupo investigado por tráfico internacional no RN; bloqueios e sequestros somam R$ 65 milhões

A Polícia Federal, com apoio da Receita Federal, deflagrou nesta terça-feira (2) uma operação para desarticular uma organização criminosa transnacional investigada por tráfico internacional de drogas e lavagem de dinheiro. A ação teve como foco um grupo que, segundo as investigações, utilizava a estrutura portuária do Rio Grande do Norte para enviar cargas de entorpecentes à Europa. Foram cumpridos 28 mandados de busca e apreensão e 14 mandados de prisão preventiva nos estados do Rio Grande do Norte, Pernambuco, Pará, São Paulo e Rio de Janeiro. Até o momento, a PF confirmou quatro prisões no Rio Grande do Norte, uma no Rio de Janeiro e duas em São Paulo. Além de combater o tráfico internacional por via marítima, a operação busca enfraquecer financeiramente a organização criminosa. De acordo com a Polícia Federal, o esquema investigado envolvia fraudes documentais em operações de comércio exterior, uso de empresas de fachada e a utilização de terceiros para ocultar a origem ilícita dos recursos. Como parte das medidas determinadas pela Justiça, foram bloqueados aproximadamente R$ 30 milhões em contas bancárias e sequestrados cerca de R$ 35 milhões em bens vinculados aos investigados, totalizando R$ 65 milhões em patrimônio alvo da operação. Dentre as apreensões estão inclusos veículos, joias, dinheiro em espécie, imóveis e outros bens de alto padrão, apontados como possíveis produtos do enriquecimento ilícito obtido com a atividade criminosa. A ação foi denominada Operação Pele de Sapo e integra os esforços de combate ao tráfico internacional de drogas e à lavagem de dinheiro praticados por organizações criminosas com atuação transnacional. Tribuna do Norte

Leia Mais »

Bombeiros capturam jibóia de dois metros após ataque a galinha no interior do RN

O Corpo de Bombeiros Militar do Rio Grande do Norte (CBMRN) realizou, na manhã desta quinta-feira (28), a captura de uma jibóia de aproximadamente dois metros no município de Bento Fernandes, no interior do estado. De acordo com a corporação, o animal foi encontrado dentro de uma residência após atacar e se alimentar de uma galinha no local. A ocorrência foi registrada por volta das 10h15. Ao chegarem à residência, os bombeiros fizeram a avaliação da situação e iniciaram o manejo seguro da serpente utilizando equipamentos adequados, como pinça e gancho, além de técnicas específicas para captura de fauna silvestre. A ação garantiu a segurança dos moradores e também do animal. Após a captura, a jibóia foi transportada e devolvida ao habitat natural, sendo solta em uma área de vegetação afastada da zona urbana e considerada apropriada para a espécie. O CBMRN orienta que, ao encontrar animais silvestres em residências ou áreas urbanas, a população não tente capturá-los ou se aproximar. A recomendação é acionar imediatamente o Corpo de Bombeiros para evitar acidentes e assegurar o manejo correto do animal. 96 FM

Leia Mais »

RN tem 3º pior resultado do país na geração de empregos em abril, aponta Caged

O Rio Grande do Norte foi o terceiro estado com maior perda de postos de trabalho formais em abril de 2026, com saldo de -156 empregos, segundo dados do Novo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Novo Caged) divulgados nesta quinta-feira (28). O resultado ocorre após um mês positivo na geração de empregos – em março o RN criou 1.127 novas vagas com carteira assinada. No acumulado do ano, o saldo do RN é de 242, resultado de 83.142 admissões e 82.900 desligamentos. Em abril, o RN registrou 20.089 admissões e 20.245 desligamentos. Três dos cinco grupos de atividades econômicas tiveram resultado negativo no estado: agropecuária (-1.050), indústria (-152) e comércio (-354). Por outro lado, construção criou 185 novas vagas, e serviços teve saldo positivo de 1.218 postos de trabalho. Apenas três estados tiveram saldo negativo na geração de emprego em abril: RN, Alagoas (-1.505) e Rio Grande do Sul (-1.396). Em abril de 2025, o saldo do RN foi positivo, com geração de 2.686 vagas (22.687 admissões e 20.001 desligamentos) e desempenho positivo em quatro setores, com destaque para o de serviços, que terminou o mês com um saldo de 2.432 vagas. Na sequência, vêm construção (440), comércio (217) e indústria (206). O setor agropecuário apresentou saldo negativo, com -608 vagas. O Brasil gerou 85.888 postos de trabalho com carteira assinada em abril de 2026: 2.268.655 admissões e 2.182.767 desligamentos. No acumulado do ano, foram gerados 699.762 postos de trabalho, representando um crescimento de 1,5% em relação ao estoque de dezembro de 2025. Por outro lado, a criação de empregos caiu 63,9% em comparação a abril do ano passado, pressionada pelos juros altos e pela desaceleração da economia. Em abril de 2025, o País havia registrado a criação de 238.216 postos de trabalho, nos dados com ajuste, que consideram declarações entregues em atraso pelos empregadores. Já em relação aos meses de abril desde 2020, esse é o segundo resultado mais baixo da série. O pior resultado foi registrado no mesmo mês de 2020, que registrou o fechamento de 981.342 postos, no início da pandemia de covid-19. O Ministério do Trabalho e Emprego afirma que, nos últimos 12 meses (maio/2025 a abril/2026), o saldo de empregos gerados chegou a 1.059.860 postos de trabalho, um crescimento de 2,3% no período. O maior crescimento do emprego formal ocorreu no setor de serviços, que gerou 69.601 postos de trabalho (+0,3%). Em seguida, vêm construção, com saldo positivo de 23.525 empregos (+0,8%), e indústria, com saldo de 9.256 novas vagas de trabalho (+0,1%). No mês, foram registrados saldos positivos em 24 estados. Os maiores saldos foram verificados em São Paulo (+20.202), Rio de Janeiro (+11.741) e Minas Gerais (+8.991). Na comparação regional, o Sudeste liderou a criação de vagas, com 44.545 postos. Em sequência, vêm os resultados de Nordeste (18.714), Centro-Oeste (10.890), Norte (6.651) e Sul (4.449). Tribuna do Norte

Leia Mais »

Atlas da Violência mostra RN com menor taxa de homicídios em 10 anos; internações ainda preocupam

O Rio Grande do Norte registrou 809 homicídios em 2024, com taxa de 23,5 mortes por 100 mil habitantes, o que representa a mais baixa da série histórica analisada no Atlas da Violência 2026, produzido pelo Ipea e pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública. A queda acumulada entre 2014 e 2024 chegou a 51,6% na taxa estadual e a 49,5% no número absoluto de vítimas, colocando o RN entre os cinco estados com maior redução proporcional no país no período. Nos últimos cinco anos (2019–2024), a taxa recuou 40,8%, terceira maior queda entre as unidades da federação, atrás apenas do Distrito Federal e de Goiás, segundo os registros oficiais do Sistema de Informações sobre Mortalidade. Natal segue como a capital com maior redução histórica entre as 27 capitais brasileiras: a taxa por 100 mil habitantes caiu 64,2% entre 2014 e 2024, e 37,6% apenas nos últimos cinco anos. Apesar da trajetória de queda, o estado ainda apresenta indicadores preocupantes em outras dimensões. O RN possui a segunda maior taxa de internações por tentativa de homicídio entre homens (44,6 por 100 mil) e a segunda maior entre mulheres (48,7 por 100 mil), ficando atrás apenas do Pará. O número de homicídios de mulheres no estado foi de 40 casos em 2024, com queda de 7% em relação a 2023. O RN registra taxa de feminicídio abaixo da média nacional, mas o Atlas alerta que subnotificação compromete a leitura real dos dados. A proporção de homicídios cometidos com arma de fogo no estado é de 78,6% do total, percentual que se mantém entre os mais altos do país e praticamente estável há pelo menos quatro anos. O estado também apresenta alta taxa de encarceramento: 476 presos por 100 mil habitantes em 2024, número 15,5% acima do registrado em 2023 e superior à média nacional, sinalizando pressão crescente sobre o sistema prisional potiguar. As estatísticas oficiais mostram que o Brasil registrou 42.590 homicídios em 2024, com 20,1 casos por 100 mil habitantes, uma redução de 7,4% na comparação com 2023. É o menor patamar da série histórica iniciada em 2014. Os dados estão no Atlas da Violência 2026, divulgado pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), em parceria com o Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP), nesta terça-feira (26/05). Atlas detalha outras tipificações de mortes De acordo com material publicado pelo Ministério do Planejamento e Orçamento, apesar dos números oficiais, em muitas outras ocorrências o Estado não consegue identificar a causa básica do óbito: se decorrente de acidentes, suicídios ou homicídios. Esses casos são classificados como Mortes Violentas por Causa Indeterminada (MVCI). A partir desses casos excluídos das estatísticas oficiais, os pesquisadores desenvolveram uma metodologia capaz de identificar, dentre as MVCI, quais têm maior probabilidade de corresponder a homicídios. Com isso, os autores passaram a somar aos números oficiais os chamados homicídios ocultos. A juventude permanece no centro da violência letal brasileira: crianças e adolescentes sofrem um ciclo crescente de violências não letais que antecedem, em muitos casos, desfechos mais graves. O crescimento das notificações de violência sexual é um dos dados mais críticos. Na primeira infância (0 a 4 anos), os registros de violência sexual cresceram mais de quatro vezes em uma década, saltando de 1.671 casos em 2014 para 7.845 em 2024. Na faixa de 5 a 14 anos, o aumento foi de 6.594 para 29.135 notificações no mesmo período. Os dados apresentados evidenciam uma redução geral nos homicídios de mulheres no Brasil ao longo da última década, com uma queda de 27,7% entre 2014 e 2024, atingindo o menor índice da série histórica em 2024. É importante destacar que esta redução nos homicídios de mulheres foi puxada pela diminuição no número de homicídios cometidos fora do ambiente doméstico, cuja taxa foi de 3,47 por 100 mil em 2014 para 2,17 em 2024. Porém, o índice de mulheres assassinadas dentro de casa manteve-se praticamente estável no período, variando de 1,25 para 1,18, o que é um forte indicativo de que não houve redução na quantidade de feminicídios. Outro dado significativo é que a violência letal persiste de maneira mais intensa entre mulheres negras, que apresentam uma taxa 66,7% superior à das mulheres não negras, refletindo a interseccionalidade entre gênero e raça. 98 FM Natal

Leia Mais »

Vice-prefeita e demais liderança declaram apoio à Dr. Bernardo para Federal em Tenente Ananias, RN

Mais apoio e união em Tenente Ananias 🌵🤝 Neste sábado, estive em Tenente Ananias, onde recebi o apoio de importantes lideranças políticas, entre elas a vice-prefeita @gracavieiraabrante. Ao lado da população, visitei a tradicional feira livre da cidade e também a comunidade de Vila Mata, fortalecendo o diálogo e reafirmando meu compromisso com o povo do Alto Oeste. Gratidão pelo acolhimento e pela parceria de sempre: @_flavioalexandre @alex_ribeiro_rn @nagiapsi @agdakatjane @mariadanielesilvestre @adalbertomonte Dr. Bernardo celebrou a chegada de novos apoios. Blog do João Marcolino

Leia Mais »

Justiça suspende licitação para serviços médicos do SAMU no RN

A Justiça do Rio Grande do Norte suspendeu, de forma liminar, a licitação realizada pelo Governo do Estado para contratação de serviços médicos destinados ao Serviço de Atendimento Móvel de Urgência, o SAMU 192 RN. A decisão foi proferida pela 6ª Vara da Fazenda Pública de Natal e tem validade inicial de 30 dias. O certame, promovido pela Secretaria de Estado da Saúde Pública do Rio Grande do Norte, a Sesap/RN, tinha como objetivo contratar serviços médicos em escalas de plantões presenciais e ininterruptos para atuação no SAMU 192 RN, incluindo 29 bases descentralizadas responsáveis pelo atendimento em 91 municípios potiguares. Apesar da suspensão, a Justiça determinou que o Estado adote, no prazo de 30 dias, uma medida capaz de assegurar a continuidade dos serviços de urgência e emergência prestados à população. Entre as alternativas apontadas na decisão estão a prorrogação do contrato anterior, caso haja amparo legal, a abertura de um novo procedimento licitatório, a contratação direta com base nas hipóteses de dispensa previstas na Lei nº 14.133/2021, especialmente em situação emergencial, ou outra providência juridicamente adequada até o julgamento definitivo do mandado de segurança. Cooperativa questionou habilitação de empresa vencedora A decisão atende a um pedido feito por uma cooperativa da área da saúde, participante do Pregão Eletrônico nº 90.191/2025, vinculado ao Processo Administrativo nº 00610033.000708/2025-71. No mandado de segurança, a cooperativa alegou que a empresa declarada vencedora pelo pregoeiro da Sesap/RN não teria comprovado qualificação técnica compatível com o objeto da licitação, conforme exigido no edital. Segundo a autora da ação, os documentos apresentados pela empresa vencedora não demonstrariam experiência específica em atendimento pré-hospitalar móvel, requisito considerado essencial para a operação do SAMU 192 RN e de suas bases descentralizadas. A cooperativa também apontou suposta inconsistência em documentos econômico-financeiros. De acordo com a ação, o balanço patrimonial referente ao exercício de 2024 apresentaria capital social diferente daquele constante em documento arquivado na Junta Comercial do Rio Grande do Norte, a Jucern, o que, na avaliação da autora, comprometeria a fidedignidade da habilitação. Ainda conforme o processo, os recursos administrativos apresentados pela cooperativa foram negados, e o certame foi adjudicado e homologado em 25 de fevereiro de 2026. Sesap defendeu regularidade da licitação A Sesap/RN sustentou a regularidade da habilitação da empresa vencedora. O órgão argumentou que a Lei nº 14.133/2021 exige similaridade, e não identidade absoluta, entre os serviços comprovados nos atestados de capacidade técnica e o objeto licitado. Para a secretaria, a interpretação defendida pela cooperativa poderia representar restrição indevida à competitividade do certame. Sobre a divergência no capital social, a Sesap informou que a diferença decorreria de aporte realizado por meio de Sociedade em Conta de Participação, estrutura contábil considerada lícita. A secretaria também afirmou que a empresa vencedora apresentou índices de liquidez corrente e solvência geral superiores aos previstos no edital. A empresa vencedora, por sua vez, alegou que o Contrato Administrativo nº 76/2026 já estava em execução desde 13 de maio de 2026, com serviços de urgência e emergência prestados de forma contínua em todo o Estado. A defesa também apontou risco de dano reverso ao interesse público e mencionou decisões anteriores que teriam negado liminares semelhantes relativas ao mesmo pregão. Juiz vê indícios de vício na habilitação técnica Ao analisar o caso, o juiz Francisco Seráphico da Nóbrega Coutinho entendeu que a exigência de atestados de capacidade técnica prevista no edital não poderia ser interpretada de forma genérica ou ampliativa. Segundo o magistrado, a natureza do serviço licitado — operação do SAMU 192 RN e de suas bases descentralizadas — exige experiência específica em atendimento pré-hospitalar móvel, considerando a complexidade logística e assistencial do serviço. Na decisão, o juiz destacou que a prova documental apresentada no processo indica que os 17 atestados fornecidos pela empresa vencedora não demonstrariam experiência em APH Móvel. Segundo ele, os documentos se referem, em sua maioria, a especialidades restritas, consultas ambulatoriais e atendimentos em unidades hospitalares fixas. O magistrado observou ainda que apenas um documento, emitido por um município da Paraíba, menciona o SAMU. Mesmo assim, o atestado seria limitado à declaração de plantão médico de 24 horas em um único município, sem especificar cobertura multibase, quantitativos de atendimento, disponibilização de ambulâncias, certificações dos profissionais ou período de duração dos serviços. Para o juiz, esses elementos são relevantes para aferir a compatibilidade da experiência técnica exigida no edital. Continuidade do contrato poderia dificultar correção, diz decisãoAo deferir a liminar, o magistrado afirmou que a continuidade da execução do Contrato Administrativo nº 076/2026 poderia tornar mais difícil a correção de eventual irregularidade ao fim do processo. Na avaliação do juiz, a manutenção do contrato, diante de indícios de vícios relevantes na habilitação da empresa contratada, poderia comprometer a integridade do sistema licitatório e o dever constitucional de licitar. A decisão menciona que o avanço da execução contratual, com empenhos, pagamentos e organização de escalas médicas, poderia aprofundar os efeitos concretos da contratação e reduzir a utilidade de uma decisão definitiva futura. Com a liminar, o Estado deverá adotar uma solução temporária para garantir que o serviço do SAMU 192 RN não seja interrompido enquanto o mérito do mandado de segurança ainda aguarda julgamento. Tribuna do Norte

Leia Mais »

Reservatórios potiguares superam 53% da capacidade

Após semanas de chuvas intensas no Rio Grande do Norte, três açudes atingiram a capacidade máxima e começaram a sangrar, enquanto outros reservatórios registraram recargas expressivas em diferentes regiões do estado. O último relatório divulgado pelo Instituto de Gestão das Águas do Rio Grande do Norte (Igarn) aponta que 30 mananciais tiveram aumento no volume acumulado. Entre os reservatórios que chegaram a 100% da capacidade está o açude Flechas, em José da Penha, que recebeu recarga de 33,98%, alcançou 8,9 milhões de metros cúbicos (m³) e sangrou no domingo (17). Situação semelhante ocorreu no açude Rodeador, entre Umarizal e Rafael Godeiro, que atingiu a capacidade total de 21,4 milhões de metros cúbicos após aumento de 20,92% no volume armazenado. O açude Gangorra, em Rafael Fernandes, com 10 milhões m³ também encheu por completo. Além dos açudes que atingiram a capacidade total, outros reservatórios apresentaram crescimento expressivo. O açude Brejo, em Olho d’Água do Borges, saiu de 12,61% para 82,57% da capacidade após recarga de quase 70%. Já o açude Tourão, em Patu, passou de 15,83% para 62,32% da capacidade total em poucos dias. Atualmente, 22 reservatórios monitorados pelo Igarn estão com 100% da capacidade. Entre eles estão açudes localizados em Campo Grande, Marcelino Vieira, Riacho da Cruz, Encanto e Passagem, além das lagoas do Jiqui, Pium, Extremoz e Boqueirão. O açude Morcego, em Campo Grande, estava com 72,91% e agora acumula 90,55%. Entre os maiores reservatórios do estado, a barragem Armando Ribeiro Gonçalves está, atualmente, com 44,79% da capacidade total, com mais de 1 bilhão de metros cúbicos armazenados. Já a barragem Oiticica atingiu 73,92% da capacidade, enquanto a barragem Santa Cruz do Apodi registra 73,76%. A barragem Umari, em Upanema, chegou a 66,75% da capacidade. De acordo com o Igarn, as reservas hídricas superficiais do Rio Grande do Norte somam atualmente 2,85 bilhões de metros cúbicos, o equivalente a 53,87% da capacidade total dos reservatórios monitorados. Apesar do cenário positivo provocado pelas chuvas, dez reservatórios seguem em situação crítica, com menos de 10% do volume máximo. Entre eles estão o açude Itans, em Caicó, com apenas 0,74%, e Passagem das Traíras, em São José do Seridó, que acumula somente 0,14% da capacidade total. Tribuna do Norte

Leia Mais »

© 2026 Todos os Direitos Reservados | TV Interativa