Justiça mantém prisão de ex-prefeito acusado de liderar esquema de tráfico no Sertão da Paraíba

A Justiça da Paraíba manteve, neste sábado (19), a prisão preventiva do ex-prefeito de Vista Serrana, Sérgio Garcia da Nóbrega, durante audiência de custódia realizada em João Pessoa. Ele foi preso na última sexta-feira (18), acusado de chefiar uma organização criminosa especializada no cultivo e tráfico de drogas no Sertão paraibano. O juiz plantonista analisou apenas possíveis abusos durante a operação policial, sem entrar no mérito da prisão, que será avaliado pela 5ª Vara Regional das Garantias, com sede em Patos. Sérgio já havia sido detido em março deste ano, junto a outros suspeitos, mas foi solto após decisões judiciais que relaxaram as prisões. Agora, com o avanço das investigações, ele voltou a ser preso. Resenha Politika

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Juiz que atuou em Cajazeiras é afastado do cargo pelo Tribunal de Justiça da Paraíba

O Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB) decidiu afastar do cargo, de forma cautelar, o juiz Macário de Oliveira Júnior. A medida foi publicada nesta quinta-feira (22) no Diário da Justiça. O afastamento foi aprovado em sessão do Tribunal Pleno realizada no dia 21 de maio, após a abertura de um processo disciplinar para investigar a conduta do magistrado. A decisão tem efeito imediato e vale até a conclusão da apuração. Enquanto estiver afastado, o juiz não poderá trabalhar, nem acessar os sistemas da Justiça, como o PJe (processo eletrônico), e terá seu certificado digital recolhido. Mesmo afastado, ele continuará recebendo o salário, como prevê a lei. A decisão foi assinada pelo presidente do TJPB, desembargador Frederico Coutinho. Resenha Politika

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Alexandre de Moraes manda prender o ex-presidente Fernando Collor, condenado a mais de 8 anos de prisão

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), rejeitou segundo recurso da defesa e determinou a prisão imediata do ex-presidente da República e ex-senador Fernando Collor de Mello, condenado a oito anos e dez meses, em regime inicial fechado, por participação em esquema de corrupção na BR Distribuidora. O ministro requereu ao presidente do STF a convocação de sessão virtual extraordinária do Plenário para referendo da decisão, sem prejuízo do início imediato do cumprimento da pena. A sessão virtual foi marcada pelo ministro Luís Roberto Barroso para esta sexta-feira (25), de 11h às 23h59. Conforme a decisão, ficou provado na Ação Penal (AP) 1025 que Collor, com a ajuda dos empresários Luis Pereira Duarte de Amorim e Pedro Paulo Bergamaschi de Leoni Ramos, recebeu R$ 20 milhões para viabilizar irregularmente contratos da BR Distribuidora com a UTC Engenharia para a construção de bases de distribuição de combustíveis. O STF já havia rejeitado recursos do ex-presidente (embargos de declaração) em que ele afirmava que a pena não seria correspondente ao voto médio apurado no Plenário. No novo recurso (embargos infringentes), a alegação é de que deveria prevalecer, em relação ao tamanho da pena (dosimetria), os votos vencidos dos ministros André Mendonça, Nunes Marques, Dias Toffoli e Gilmar Mendes. Na decisão, o ministro Alexandre de Moraes observou que este tipo de recurso só é cabível quando há, pelo menos, quatro votos absolutórios próprios, o que não ocorreu no caso, mesmo se forem considerados os delitos de maneira isolada. O ministro explicou que, em relação à dosimetria, o STF tem entendimento consolidado de que esse tipo de divergência não viabiliza a apresentação de embargos infringentes. O ministro destacou que o STF tem autorizado o início imediato da execução da pena, independentemente de publicação da decisão, quando fica claro o caráter protelatório de recursos que visem apenas impedir o trânsito em julgado da condenação. GRUPO CIDADÃO 🚸1⃣9⃣0⃣

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STF mantém prisão de Roberto Jefferson

A ministra do Supremo Tribunal Federal (STF) Cármen Lúcia rejeitou um novo pedido de habeas corpus apresentado pela defesa do ex-deputado federal Roberto Jefferson. A solicitação, que incluía requerimento de medida liminar, buscava reverter decisão anterior do Superior Tribunal de Justiça (STJ). O órgão, do mesmo modo, negou o pedido no início do mês. Jefferson está detido preventivamente desde outubro de 2022, depois de descumprir uma ordem de prisão expedida pelo ministro do STF Alexandre de Moraes. O magistrado emitiu a mandado depois de o ex-parlamentar publicar um vídeo ofensivo à ministra Cármen Lúcia. STF: confronto armado e acusações graves Quando os agentes da Polícia Federal (PF) chegaram à residência do ex-deputado para cumprir a ordem judicial, receberam tiros. Conforme a denúncia, Jefferson efetuou pelo menos 60 disparos com uma carabina. Além disso, ele lançou granadas contra os policiais, ferindo alguns deles. O político recebeu denúncia por quatro tentativas de homicídio qualificado, resistência com agravantes, posse irregular de arma de fogo e posse de explosivos modificados. As acusações são de alta gravidade, conforme o Ministério Público Federal. Defesa contesta acusações A defesa argumenta que não houve dolo eventual nas ações do ex-deputado e solicita que as acusações de tentativa de homicídio sejam reclassificadas como lesão corporal leve e dano ao patrimônio público. A mudança afastaria a competência do Tribunal do Júri para julgar o caso. Tanto o STJ quanto o STF indeferiram os pedidos, mantendo a acusação nos moldes atuais. Com a decisão mais recente da ministra Cármen Lúcia, Jefferson continua preso preventivamente. Condenações anulam prisão domiciliar Embora a Justiça Federal tenha autorizado, no início do mês, a conversão da prisão em regime domiciliar por razões de saúde, a medida não foi aplicada em razão de outros processos em curso contra o ex-parlamentar. Em dezembro de 2023, Roberto Jefferson foi condenado a nove anos, um mês e cinco dias de prisão. A sentença inclui os crimes de atentado ao exercício dos Poderes, calúnia, homofobia e incitação ao crime. A Procuradoria-Geral da República destacou, na denúncia, declarações em que ele teria incitado atos antidemocráticos, como a invasão ao Senado. Blog do BGRevista Oeste

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Análise das novas denúncias da PGR sobre o golpe começam com tensão no STF

A sessão da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) começa a analisar, hoje, sob tensão, a segunda rodada de denúncias da Procuradoria-Geral da República contra os integrantes do chamado “núcleo gerencial” de tentativa de golpe de Estado, depois da eleição presidencial de 2022. Nesse grupo, constam os cinco integrantes apontados pela PGR como responsáveis pela estratégia de criar as condições para que a ruptura democrática fosse levada adiante — inclusive, negando informações ao governo federal sobre parte dos preparativos para as invasões às sedes dos Três Poderes, em 8 de janeiro de 2023. A tensão para o começo da sessão — que hoje ouve os argumentos das defesas de cada um dos acusados — é por conta de dois episódios: o primeiro, a rejeição pelo ministro Alexandre de Moraes dos argumentos dos advogados de Filipe Martins (ex-assessor para Assuntos Internacionais do ex-presidente Jair Bolsonaro e apontado como o responsável por apresentar a minuta golpista) para que pudesse circular por Brasília; o segundo, o ataque que Silvinei Vasques (ex-diretor da Polícia Rodoviária Federal que orientou as blitzes no Nordeste, base eleitoral do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, fossem votar) fez ao processo que pode torná-lo réu. No caso de Filipe Martins, o advogado Sebastião Coelho alegou junto a Moraes que o impedimento do seu cliente de se locomover livremente por Brasília impõe “uma restrição mais severa do que aquela já observada pelo requerente (Filipe Martins) em sua comarca de origem”. Desembargador aposentado, o defensor, porém, tem um histórico de desavenças com os integrantes do STF: numa das sessões em que argumentou pela defesa de um acusado pelo 8 de Janeiro, disse que os ministros eram as pessoas “mais odiadas” do país. A mais recente polêmica em que se envolveu foi quando não conseguiu acompanhar as sessões do STF que analisaram as denúncias do primeiro grupo de acusados — que tornaram réus, entre outros, o ex-presidente Jair Bolsonaro. Sebastião foi removido à força da Corte, não sem antes, mais uma vez, atacar os ministros. A justificativa de Moraes para negar que Filipe Martins pudesse transitar por Brasília foi que “a autorização para acompanhar o julgamento corresponde a excepcional alteração da situação do denunciado, em respeito ao princípio da ampla defesa, mas não significa uma verdadeira licença para fazer turismo ou atividades políticas em Brasília”. “Relatório fraudulento” Em relação a Silvinei, a defesa afirmou que ele é alvo de “relatório fraudulento para sustentar narrativa de interferência nas eleições presidenciais de 2022”. O ex-diretor da PRF desistiu de acompanhar, presencialmente, o julgamento que ode torná-lo réu. Segundo seus advogados, a vinda a Brasília colocaria em risco o cumprimento de medidas cautelares impostas por Moraes. Para os advogados de Silvinei, a 31ª Zona Eleitoral do Tribunal Regional Eleitoral do Rio Grande do Norte (TRE-RN), em Campo Bom, produziu “um relatório fraudulento e enviesado”, utilizado para atribuir à PRF um esquema que teria interferido no segundo turno das eleições presidenciais — as barreiras que impediram os eleitores de comparecer aos locais de votação com intenção de prejudicar o então candidato Luiz Inácio Lula da Silva. As blitzes só foram suspensas quando Silvinei foi ameaçado de ser preso por Moraes, à época presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Além de Filipe Martins e Silvinei, a Primeira Turma analisará as denúncias da PGR contra o general da reserva Mário Fernandes — que teria sido incumbido da articulação do plano Punhal Verde e Amarelo, que planejava matar Lula, Moraes e o vice-presidente Geraldo Alckmin — e os delegados federais Fernando de Sousa Oliveira e Marília Alencar — que estavam na Secretaria de Segurança Pública do Distrito Federal (SSP-DF) e teriam sonegado informações sobre os movimentos que desencadearam o 8 de Janeiro. A tendência é de que o colegiado mantenha, mais uma vez, a unanimidade de 5 x 0, e torne os cinco acusados em réus. Correio BraziliensePor Fabio Grecchi, Luana Patriolino e Maiara Marinho

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Fernando Cunha Lima será transferido para o Presídio Especial Valentina de Figueiredo, em João Pessoa

O médico Fernando Cunha Lima será transferido para o Presídio Especial Valentina de Figueiredo, localizado na capital paraibana. O pediatra, preso em 7 de março em Pernambuco após ficar foragido por cerca de quatro meses, é acusado de crimes de pedofilia durante consultas médicas. A transferência ocorre após decisão da 4ª Vara Criminal de João Pessoa. De acordo com a decisão do juiz Rodrigo Lima, o recambiamento do réu para a Paraíba deve ocorrer com a máxima urgência, para que ele seja apresentado à Vara de Execuções Penais (VEP), onde serão definidos os procedimentos subsequentes. A Gerência Executiva do Sistema Penitenciário (GESIPE) foi acionada para providenciar o traslado imediato do acusado. Fernando Cunha Lima será encaminhado ao Presídio Especial Valentina de Figueiredo, unidade próxima ao 5º Batalhão de Polícia Militar (BPM), no bairro do Valentina, em João Pessoa. Esta unidade abriga, entre outros, policiais militares detidos e indivíduos presos por débitos de pensão alimentícia, sendo considerada adequada para o tipo de detenção de Cunha Lima. Fonte: Resenha Politika/Fonte 83

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Tribunal da Catalunha absolve Daniel Alves de acusação de agressão sexual

Daniel Alves foi absolvido da acusação de agressão sexual que enfrentava na Espanha. O Tribunal de Justiça da Catalunha concluiu por unanimidade que o depoimento da jovem que acusava o ex-jogador é insuficiente para sustentar a condenação do réu. Daniel Alves havia sido condenado a quatro anos e meio de prisão por estupro, em Barcelona. Ele deixou o Centro Penitenciário Brians 2 no dia 25 de março de 2024, com o pagamento de uma fiança de 1 milhão de euros (R$ 5,4 milhões). Ele passou 14 meses em prisão preventiva e nega as acusações. A Justiça catalã aceitou um recurso da defesa do ex-jogador, que respondia em liberdade provisória desde 2024. Um recurso apresentado pela Promotoria de Barcelona pedia aumento de pena para Daniel Alves, mas o Tribunal da Catalunha absolveu o ex-jogador em decisão unânime.

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Anistia seria preocupante e mau exemplo, dizem juristas

Convocada pelo ex-presidente Jair Bolsonaro e seus apoiadores, uma manifestação marcada para este domingo (16), no Rio de Janeiro, defenderá a anistia aos réus processados por atos antidemocráticos em Brasília, em 8 de janeiro de 2023. O protesto busca impulsionar a tramitação de projetos de lei no Congresso Nacional que propõem a extinção da punição aos envolvidos nas invasões e depredações às sedes dos três poderes há dois anos. Juristas ouvidos pela Agência Brasil consideram que anistiar crimes contra a democracia é preocupante. Para Gustavo Sampaio, professor de Direito Constitucional da Universidade Federal Fluminense (UFF), a anistia seria um mau exemplo para o país. “Com democracia não se brinca. Se houve crimes contra a democracia, e todas as provas demonstram cabalmente que esses crimes aconteceram, não é razoável a esses criminosos que lhes seja dado o perdão da anistia. Isso será o mesmo que conceder um mau exemplo ao Brasil, um mau exemplo a essas pessoas de que poderão se articular novamente contra o Estado Democrático de Direito, acreditando que receberão o perdão”. Além disso, de acordo com o professor a proposta de anistia não vem em um bom momento. “Essas pessoas, que são autoras de crimes contra o Estado Democrático de Direito, precisam receber severas sanções para que assim fique o bom exemplo e que ninguém se articule novamente para obrar contra a democracia brasileira”, explica o professor. Segundo ele, a democracia “é valor maior, é cláusula pétrea do sistema constitucional, é princípio da ordem institucional do Estado brasileiro e com isso não se pode, evidentemente, transigir. É um valor que devemos defender, de maneira que o projeto de lei de anistia não vem num bom momento e não dá um bom sinal político para a democracia brasileira”. A professora de Direito Penal da Fundação Getulio Vargas em São Paulo (FGV) Raquel Scalcon afirma que é difícil sustentar a legitimidade de uma anistia a pessoas que atentaram contra o Estado Democrático de Direito. “No fundo, estamos falando de crimes que querem, pelo menos em tese, implodir o próprio sistema democrático, o sistema constitucional. Eu não acho que nunca nada possa ser anistiado, só me preocupa o fato de que nós estamos tratando de discussões que envolvem crimes contra o Estado Democrático de Direito”. Resenha Politika

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PGR é contra pedido de Bolsonaro para tirar Dino e Zanin de julgamento

A Procuradoria-Geral da República (PGR) enviou nesta sexta-feira (14) ao Supremo Tribunal Federal (STF) parecer contra o recurso da defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro que pedia para derrubar a decisão que negou o afastamento dos ministros Flávio Dino e Cristiano Zanin do julgamento da denúncia sobre a trama golpista. O julgamento de Bolsonaro e mais sete investigados pela trama golpista será no dia 25 de março. Na última segunda-feira (10), os advogados recorreram da decisão do presidente do STF, ministro Luís Roberto Barroso, que negou o impedimento dos dois ministros. No recurso, os advogados de Bolsonaro pedem que o caso seja julgado pelo plenário da Corte, colegiado formados pelos 11 ministros, entre os quais, André Mendonça e Nunes Marques, nomeados para a Corte durante o governo Bolsonaro. No mês passado, Barroso entendeu que as situações citadas pela defesa de Bolsonaro não são impedimentos legais contra a atuação dos ministros. No parecer, o procurador-Geral da República, Paulo Gonet, disse que os impedimentos de Dino e Zanin não se encaixam na legislação. “Os acontecimentos apontados pelo agravante como comprometedores da imparcialidade são incompatíveis com as hipóteses previstas no artigo 144 do CPC [Código de Processo Civil] e no artigo 252 do CPP [Código de Processo Penal]. Além disso, conforme sintetizado na decisão agravada, a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal não admite interpretação extensiva ou ampliativa do rol taxativo de impedimento previsto na legislação processual penal”, afirmou Gonet. Primeira Turma As ações de impedimento foram direcionadas aos ministros porque eles fazem parte da Primeira Turma do Supremo, colegiado que vai julgar a denúncia contra Bolsonaro. Para pedir o afastamento, a defesa do ex-presidente alegou que Flávio Dino entrou com uma queixa-crime contra Bolsonaro quando ocupou o cargo de ministro da Justiça e Segurança Pública nos primeiros meses do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. No caso de Zanin, a defesa de Bolsonaro diz que, antes de chegar à Corte, o ministro foi advogado da campanha de Lula e entrou com ações contra a chapa de Bolsonaro nas eleições de 2022. Resenha Politika

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