Plataforma da ApexBrasil identifica oportunidades para frutas, pescado, minérios e produtos industrializados no mercado europeu, que reúne cerca de 720 milhões de consumidores e pode ampliar as vendas externas do RN.
O Rio Grande do Norte possui 97 produtos com oportunidades de exportação para os países da União Europeia (UE), de acordo com a plataforma “Painel Acordo Mercosul-União Europeia: Oportunidades por estado”, lançada recentemente pela ApexBrasil. A ferramenta mapeou 543 oportunidades em todo o país, de olho no acordo Mercosul-União Europeia, que cria um mercado de cerca de 720 milhões de consumidores com potencial de gerar US$ 1 bilhão de vendas adicionais para a Europa nos próximos anos
Dentre os setores potiguares em destaque na plataforma estão a fruticultura, o pescado e a mineração. Itens como melancia, mamão, goiabas e mangas têm como oportunidade 23 países da UE, em mercados como Alemanha, Espanha, França, Itália, Países Baixos, Polônia e Portugal. Para o melão, um dos principais produtos da pauta de exportação do RN, foram mapeadas oportunidades em 20 países – dentre eles estão a Áustria, Bulgária, Croácia e Irlanda.Fábio Queiroga, presidente do Comitê Executivo de Fruticultura do RN (Coex/RN), avalia que as oportunidades vão além daquelas mapeadas pela plataforma. “As frutas representam um volume expressivo na Balança Comercial do RN, com produtos como melão, melancia, mamão e manga, mas há outros que podem se beneficiar com o acordo, como pitaya, limão, abacaxi e maracujá. A Agrícola Famosa começa a despontar como um grande potencial produtor de uva do estado para fins de exportação para a UE”, frisa Queiroga.Luiz Roberto Barcelos, sócio-fundador da Agrícola, aponta que um dos setores mais beneficiados pelo acordo deve ser a fruticultura. “Na União Europeia, o imposto cobrado para frutas frescas fica na média de 10%, índice calculado sobre o valor do produto quando chega ao continente, além do frete. É o que se chama C&F (Cost and Freight ou Custo e Frete), que tem um custo altíssimo. A fruticultura brasileira tem a Europa como principal destino – representa quase 70% das vendas do setor no país que vão para o exterior. O imposto tirava nossa competitividade, porque outros países não tinham essa tributação”, explica Luiz Roberto Barcelos.