A Hipertensão arterial segue como um dos principais problemas de saúde pública no Brasil, afetando mais de 32% da população adulta, segundo a Organização Mundial da Saúde.
Diante desse cenário, o Hospital Universitário Alcides Carneiro, vinculado à Universidade Federal de Campina Grande e à rede HU Brasil, reforça a importância da prevenção, do diagnóstico precoce e do controle da doença. A unidade oferece atendimento ambulatorial pelo Sistema Único de Saúde, mediante regulação estadual.
Caracterizada pela elevação persistente da pressão arterial acima de 14 por 9, a hipertensão pode causar complicações graves, como AVC, infarto, insuficiência cardíaca e renal. De acordo com o cardiologista Clevanildo Brito Júnior, a doença costuma evoluir de forma silenciosa, o que dificulta o diagnóstico precoce.
“O problema é que muitos pacientes só descobrem a hipertensão quando já apresentam complicações. Medir a pressão regularmente é fundamental para prevenir casos mais graves”, alertou.
Apesar de não ter cura na maioria dos casos, a hipertensão pode ser controlada com acompanhamento médico e mudanças no estilo de vida, como alimentação equilibrada, prática de atividade física e redução do consumo de sal e álcool.
Entre os principais fatores de risco estão o tabagismo, obesidade, estresse, sedentarismo e níveis elevados de colesterol. Já a prevenção passa por hábitos saudáveis, controle do peso e acompanhamento contínuo da saúde.
Novas diretrizes brasileiras, alinhadas a padrões internacionais, estabelecem que a pressão ideal deve ser inferior a 12 por 8. Para hipertensos, a meta de controle agora é ainda mais rigorosa: manter os níveis abaixo de 13 por 8, reduzindo o risco de complicações cardiovasculares.
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