Plantação de 18 mil pés de maconha é identificada pela Polícia Federal

Uma operação da Polícia Federal em combate ao cultivo ilícito de cannabis, deflagrada nessa quarta-feira (13), identificou uma plantação com cerca de 18 mil pés da planta, no município de Monteiro, no Cariri paraibano. De acordo com a PF, a operação foi iniciada após o recebimento de informações sobre a existência de uma plantação voltada para a produção de entorpecentes. As investigações confirmaram o cultivo ilegal na região. Além da plantação, os policiais encontraram uma estrutura considerada organizada, com acampamento e instalações destinadas ao cultivo da droga. Durante a ação, um suspeito foi preso em flagrante. As investigações seguem em andamento para identificar outros envolvidos no esquema, além de apurar a cadeia de financiamento da plantação e responsabilizar criminalmente os autores. Portal Correio

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Grupo ligado ao filme sobre Bolsonaro recebeu ao menos R$ 614 mi do Master

O Banco Master teria investido cerca de 614 milhões de reais em empresas que compunham o grupo Entre, que, segundo o site The Intercept Brasil, financiou a produção “Dark Horse, filme sobre a biografia do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Segundo a apuração do site, o Grupo Entre teria sido usado para transferir 10 milhões de dólares de Vorcaro para um fundo supostamente ligado à família Bolsonaro e à produção do filme do ex-presidente. O conglomerado empresarial recebeu, de acordo com levantamento do UOL baseado em documentos da investigação, cerca de R$ 614 milhões em operações financeiras envolvendo o Master. As empresas integravam um grupo fundado e controlado por Antonio Carlos Freixo Júnior, conhecido como Mineiro. As investigações da Polícia Federal apontam suspeitas de que Freixo Júnior atuava como operador financeiro da estrutura montada por Vorcaro. Ainda segundo relatos do UOL, a PF cita operações consideradas atípicas envolvendo empresas do Grupo Entre, emissões de títulos, aportes financeiros e circulação de recursos entre fundos associados ao Banco Master. Uma das operações identificadas envolve a emissão de R$ 71 milhões em títulos pela Entre Investimentos, posteriormente pagos pelo Master com vencimento previsto para 2025. Outra frente da investigação envolve a Entre Payments, que recebeu R$ 213 milhões do Fundo Máxima, estrutura ligada ao banco, além de R$ 330 milhões em pagamentos de debêntures feitos pelo próprio Master. Repasses para o filme O Intercept Brasil afirmou que cerca de US$ 10 milhões teriam sido transferidos por estruturas ligadas a Vorcaro para um fundo supostamente associado à produção do filme e à família Bolsonaro. Segundo a reportagem, os repasses foram negociados diretamente com o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que confirmou as tratativas financeiras, mas negou qualquer irregularidade ou recebimento de vantagens pessoais. A produção cinematográfica se tornou um novo eixo das investigações depois que vieram à tona áudios e mensagens em que Flávio cobrava pagamentos atrasados de Daniel Vorcaro. A relação financeira entre o Grupo Entre e o Banco Master, porém, antecede o episódio do filme. O conglomerado empresarial também participou da estratégia de expansão midiática atribuída a Vorcaro, incluindo a aquisição do site da revista IstoÉ. Além da PF, a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) também investiga operações envolvendo empresas do grupo. A Entre Investimentos foi identificada como intermediária em movimentações relacionadas ao fundo imobiliário Brazil Realty FII, caso que gerou prejuízos a fundos de previdência de servidores públicos. Segundo as investigações, empresas da família Vorcaro teriam adquirido cotas do fundo usando ativos considerados superavaliados em vez de aportes financeiros tradicionais. Relatórios recentes enviados ao Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras) também apontaram inconsistências patrimoniais envolvendo a Entre Investimentos. A empresa declarou possuir R$ 316 milhões aplicados em fundos administrados pela Reag Trust. A posição real, porém, superaria R$ 2,3 bilhões distribuídos em seis fundos diferentes. Na avaliação dos órgãos de controle, esse tipo de divergência pode dificultar rastreamento patrimonial e favorecer práticas de ocultação de recursos e lavagem de dinheiro. Em nota enviada anteriormente ao UOL, o Grupo Entre afirmou que suas operações foram conduzidas “dentro dos parâmetros legais e regulatórios” e declarou colaborar com as autoridades. InfoMoney/Marina Verenicz

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Daniel Vorcaro também financiou filmes de Lula e Temer

Nesta quarta-feira (13), supostos áudios do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) conversando com o banqueiro Daniel Vorcaro e pedindo financiamento para a produção de um filme sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro foram divulgados pelo site The Intercept Brasil. No entanto, o dono do Banco Master não teria financiado apenas um filme sobre o líder da direita brasileira. De acordo com a colune de Lauro Jardim, do jornal O Globo, Vorcaro também teria destinado recursos a um filme sobre o ex-presidente Michel Temer (MDB) e outro sobre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). De acordo com o portal, uma das produções é o documento Lula, dirigido por Oliver Stone. O filme foi lançado em 2024 e conta a história do petista desde a sua infância. Já o outro filme é 963 dias — A história de um presidente que recolocou o Brasil nos trilhos, dirigido por Bruno Barreto. O filme conta a história da gestão de Temer após o impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff (PT). Após a divulgação da reportagem, a Secretaria de Comunicação Social (Secom) da Presidência da República disse em nota que nem o governo, nem o presidente Lula pediram recursos a Vorcaro para a produção do filme. Já o produtor do documentário sobre Temer, Elsinho Mouco, negou que tenha pedido dinheiro ao banqueiro. Pleno News

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“Hipócrita”, diz Bilynskyj ao cobrar explicações de Romeu Zema

O deputado federal Paulo Bilynskyj (PL-SP) partiu para o ataque nesta quinta-feira (14/5) contra o ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema após as críticas feitas pelo pré-candidato ao Palácio do Planalto ao áudio envolvendo o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e o banqueiro Daniel Vorcaro. Em vídeo publicado nas redes sociais, Bilynskyj chamou Zema de “hipócrita” e questionou a relação do empresário com o partido Novo em Minas Gerais. O parlamentar demonstrou indignação ao rebater as declarações do ex-governador sobre a captação de recursos privados para a produção de um filme sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). “Hipócrita, você é um hipócrita Zema. Você recebeu R$ 1 milhão no seu partido Novo em Minas Gerais e está reclamando que o Flávio captou dinheiro particular para financiar um filme particular? O que é isso, meu, essa indignação? Essa batidinha de pé que você está dando. Explica aí qual que é a sua relação com o Vorcaro. Por que ele deu ao seu partido R$ 1 milhão?”, afirmou o deputado. Zema disse que áudio é “imperdoável” A reação ocorre após Zema classificar como “imperdoável” o conteúdo do áudio atribuído a Flávio Bolsonaro, divulgado ontem (13) em meio às investigações sobre o Banco Master. A fala do ex-governador foi interpretada por aliados do PL como um movimento de distanciamento do bolsonarismo e acirrou a disputa por espaço no campo da direita para as eleições de 2026. Nos bastidores, integrantes do partido avaliam que a ofensiva de Bilynskyj reflete o desconforto de aliados de Flávio Bolsonaro com críticas vindas de nomes que até recentemente mantinham proximidade política com o seu pai, Jair Bolsonaro. Correio Braziliense/Danandra Rocha

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Produtora do filme sobre Bolsonaro recebeu R$ 100 mi com gestão Nunes, diz site

Após a revelação de um áudio enviado pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro, uma nova reportagem publicada pelo site Intercept Brasil revelou que a produtora da cinebiografia de Jair Bolsonaro (Dark Horse), Karina Ferreira da Gama, recebeu mais de R$ 100 milhões da Prefeitura de São Paulo por meio de uma ONG contratada para instalar Wi-Fi gratuito em comunidades da capital. Segundo a reportagem, o contrato foi firmado em 2024 entre a gestão do prefeito Ricardo Nunes e o Instituto Conhecer Brasil, presidido por Karina, que também aparece como produtora executiva do longa. A contratação foi feita por meio de uma licitação que só recebeu uma proposta, feita pela ONG no nome de Karina. Dos 5 mil pontos de internet previstos, cerca de 3,2 mil teriam sido instalados. A maior parte das instalações ocorreu durante o período eleitoral de 2024, quando Nunes disputava a reeleição. O edital chegou a ser alvo de questionamentos do Tribunal de Contas do Município, que apontou possíveis irregularidades e recomendou a suspensão do processo. Além do contrato de internet, Karina também comanda a Go Up Entertainment, empresa responsável pela produção milionária do filme sobre Bolsonaro, dirigido por Cyrus Nowrasteh e estrelado por Jim Caviezel. Ainda segundo o Intercept, a Academia Nacional de Cultura, outra ONG ligada a Karina, recebeu em 2024 cerca de R$ 2,6 milhões em emendas parlamentares enviadas por deputados do PL, entre eles Alexandre Ramagem, Carla Zambelli, Bia Kicis e Marcos Pollon. Os recursos seriam destinados à produção de uma série documental que ainda não foi lançada. A deputada federal Tabata Amaral (PSB – SP) também chegou a questionar emendas parlamentares que teriam sido destinadas pelo deputado Mário Frias (PL-SP) para a produção de “Dark Horse”. Em abril, após o ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), definir um prazo para a Câmara dos Deputados se justificar, a casa legislativa se posicionou a favor das emendas alegando que não foram encontradas irregularidades nas emendas destinadas pelo deputado. Até o momento de publicação desta reportagem a Prefeitura de São Paulo e o prefeito Ricardo Nunes não responderam às tentativas de contato do Correio. Correio Braziliense/Mannu Leones

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Bernardino Batista participa de seminário estadual sobre políticas públicas para a primeira infância em João Pessoa

As secretarias de Educação e de Assistência Social de Bernardino Batista enviaram representantes para participar do Seminário Estadual de Políticas Públicas para a Primeira Infância, realizado na capital do estado, João Pessoa. O evento reúne gestores, técnicos e especialistas para discutir estratégias, programas e ações voltadas ao desenvolvimento integral de crianças de 0 a 6 anos. O objetivo é fortalecer as políticas públicas municipais alinhadas às diretrizes estaduais e nacionais para a primeira infância. A participação das equipes de Bernardino Batista reforça o compromisso da gestão municipal em ampliar o cuidado, a proteção e as oportunidades para as crianças do município, garantindo mais qualidade no atendimento e na execução de políticas públicas na área. A troca de experiências e o acesso a novos conteúdos apresentados no seminário devem subsidiar ações futuras nas áreas de educação, saúde e assistência social no município.

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A cinco meses das eleições, Lula anuncia fim da ‘taxa das blusinhas’, cobrança de 20% sobre compras internacionais

A cinco meses das eleições, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou nesta terça-feira o fim da chamada “taxa das blusinhas”, a cobrança de 20% para produtos importados de até US$ 50. Como informou O GLOBO no mês passado, a ala política do governo defendia a revogação total da tarifa, apontando nos bastidores como um foco de desgastes da atual gestão. O termo “taxa das blusinhas” é utilizado para se referir ao programa Remessa Conforme, criado para viabilizar a cobrança do Imposto de Importação de 20% sobre compras internacionais de até US$ 50. Antes, na prática, a taxa estava zerada. Para compras acima de US$ 50, segue valendo o imposto de 60%. A partir de quarta-feira, as compras até este valor não pagarão imposto, de acordo com o governo. Porém, ainda haverá a cobrança de ICMS. A mudança será viabilizada por uma medida provisória assinada pelo presidente Lula. – O presidente está assinando a Medida Provisória, que vai sair no Diário Oficial. Em paralelo, sairá uma portaria do Ministério da Fazendo estabelecendo a zeragem da alíquota da tributação – disse o secretário executivo do Ministério da Fazenda, Rogério Ceron. De acordo com dados da Receita Federal, nos quatro primeiros meses de 2026, o governo arrecadou R$ 1,78 bilhão em imposto de importação com as encomendas. Foi uma alta de 25% na comparação com o mesmo período do ano passado. O ministro do Planejamento, Bruno Moretti, fez um discurso em caráter eleitoral e mostrou como a medida beneficia classes populares. – O que importa é que são produtos de consumo popular. Os números mostram que a maior parte das compras é de pequeno valor. O que o senhor está fazendo é retirar impostos federais do consumo popular, do consumo das pessoas mais pobres. O senhor está melhorando o perfil da nossa tributação. Por sua vez, a ministra da Casa Civil, Miriam Belchior, aproveitou o anúncio para fazer uma declaração a pedido da primeira-dama Janja da Silva. Ele reclamou da forma como a taxa é conhecida e disse que isso estigmatiza as mulheres. – Muito se fala em taxa das blusinhas, que embute informações incorretas. A primeira é que parece só mulher que compra nesses sites. Não é verdade, tem muita criança, que pega pequenos selinhos, canetinhas, etc, mas também homem que compra um monte de gadgets, capa de celular, etc. Essa é uma questão que a Janja está pedindo para reforçar, que não é só roupa, tem um conjunto de outros bens que são comprados, todos de um valor muito pequeno – disse a ministra. O anúncio também contou com a presença de Lula, Janja, do vice-presidente Geraldo Alckmin e dos ministros da Secretaria-Geral, Guilherme Boulos; das Relações Institucionais, José Guimarães; da Indústria, Márcio Elias Rosa; da Secretaria de Comunicação, Sidônio Palmeira, do líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA); e da deputada Gleisi Hoffmann (PT-PR). Debate político O debate sobre o assunto voltou diante do anseio do Palácio do Planalto de ampliar a popularidade do presidente Luiz Inácio Lula da Silva frente à maior competitividade da candidatura de Flavio Bolsonaro (PL) nas pesquisas. O cenário de zerar totalmente a taxa era defendido por uma ala do governo com assento no Palácio do Planalto que argumenta que a mudança precisa ter impacto efetivo nas compras de valores mais baixos e com isso impactar a população de renda mais baixa. Nos levantamentos internos do Palácio do Planalto, a “taxa da blusinhas” é apontada como um dos principais pontos negativos do governo, junto com segurança pública e temas como combate à corrupção. Essas aferições têm motivado a ala política do governo a rever a medida. A retomada do debate ocorre em um contexto de pressão sobre o custo de vida e de tentativa do Planalto de melhorar a percepção de renda da população. O debate ganha tração em um contexto no qual o governo também trabalha em medidas para reduzir o custo de crédito e o comprometimento de renda da população com dívidas. O principal receio para redução da taxa das blusinhas era a reação do varejo doméstico, que passou a defender a tributação como forma de equilibrar a concorrência com plataformas estrangeiras. Foi esse discurso que levou o Congresso a aprovar a cobrança com votos da direita à esquerda. Há também preocupação com o sinal de política econômica, especialmente no campo fiscal, ainda que o impacto direto sobre a arrecadação seja bem limitado, dado que o tributo arrecada menos de R$ 2 bilhões. Criado em 2024 A “taxa das blusinhas” foi criada em 2024. Naquele momento, havia reclamações do varejo nacional porque compras abaixo de US$ 50 vinham ao Brasil sem cobrança de imposto, disfarçadas de encomendas pessoais. Por conta disso, foi criado o chamado “Remessa Conforme”. Esse programa reduz de 60% para 20% o Imposto de Importação nas compras internacionais de até US$ 50, em sites cadastrados. Também é necessário pagar o ICMS, que é 17%. O Globo/Lauriberto Pompeu — Brasília

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Flávio Bolsonaro resgata aliados deixados no governo do pai em equipe de pré-campanha

A montagem da equipe que fará parte da pré-campanha do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à Presidência inclui nomes que perderam espaço ao longo do governo de Jair Bolsonaro, pai do parlamentar. A leitura no PL é que Flávio tenta reorganizar o bolsonarismo para 2026 com uma estrutura menos concentrada no núcleo familiar do ex-presidente. A coordenação executiva, por exemplo, ficou com Vicente Santini, ex-secretário nacional de Justiça e ex-assessor da Presidência. Santini foi demitido do governo Bolsonaro em 2020 após usar um avião da FAB para uma viagem oficial à Índia. O voo, porém, incluiu escalas na Suíça e na Espanha, fora da agenda principal. O episódio gerou desgaste público do governo. O movimento mais simbólico, porém, foi o resgate do publicitário Marcos Aurélio Carvalho, que participou da campanha presidencial de Bolsonaro em 2018 e ajudou a construir a estratégia digital do então PSL, partido pelo qual o ex-presidente se elegeu. Após a eleição, Carvalho perdeu espaço com a ascensão do grupo ligado a Carlos Bolsonaro, que passou a centralizar a comunicação digital e a estratégia política do entorno presidencial. Nos bastidores do PL, aliados afirmam que a volta de Carvalho é vista como uma tentativa de Flávio de tirar parte do controle da comunicação das mãos do núcleo familiar e reconstruir uma estrutura mais profissionalizada para 2026. Outro nome citado por aliados como atuante na pré-campanha é o do economista Marcos Cintra, ex-integrante da equipe econômica de Paulo Guedes. Cintra deixou o governo em 2019 após desgaste provocado pela defesa de um imposto sobre transações digitais semelhante à CPMF — tema rejeitado publicamente por Bolsonaro durante a campanha eleitoral. InfoMoney/Agência O Globo

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Estratégia de Lula para “mostrar entregas” começa a surtir efeito, aponta Quaest

A estratégia do Palácio do Planalto de ampliar a exposição pública dos ministros e intensificar a divulgação de programas federais começou a produzir sinais de melhora na percepção do eleitorado sobre o governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Dados da pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta quarta-feira (13) mostram redução da percepção negativa sobre o noticiário envolvendo o governo e avanço das avaliações positivas. Segundo o levantamento, caiu de 48% para 43% o percentual de brasileiros que afirmam ter visto mais notícias negativas sobre o governo Lula. Ao mesmo tempo, subiu de 23% para 32% a fatia dos que dizem ter acompanhado notícias mais positivas sobre a gestão petista. O movimento ocorre após semanas de mobilização da estrutura ministerial para divulgar programas econômicos e sociais do governo em entrevistas, agendas regionais e campanhas publicitárias. Nos bastidores, integrantes do Planalto vinham avaliando que o governo enfrentava um problema de comunicação e que medidas econômicas recentes não estavam chegando ao eleitorado de forma clara. A ofensiva incluiu maior exposição de ministros em temas ligados a crédito, renegociação de dívidas, habitação, educação e emprego, além da tentativa de associar diretamente Lula às entregas do governo. Aprovação melhora Os números da Quaest sugerem que a mudança de estratégia coincidiu com uma melhora parcial da imagem do presidente e da gestão federal. A aprovação do governo Lula subiu de 43% para 46%, enquanto a desaprovação caiu de 52% para 49%. Na avaliação do governo, os dados também apontam recuperação. O percentual dos que classificam a gestão como negativa recuou de 42% para 39%. Já as avaliações positivas passaram de 31% para 34%. Apesar da melhora, o cenário segue longe de confortável para o Planalto. A desaprovação ainda supera numericamente a aprovação, principalmente entre eleitores de renda mais alta, homens, evangélicos e moradores do Sul e Sudeste. Entre os eleitores com renda acima de cinco salários mínimos, a desaprovação do governo permanece em 58%, contra 39% de aprovação. No eleitorado evangélico, Lula continua enfrentando forte resistência: 65% desaprovam o governo e 30% aprovam. Por outro lado, o governo mantém vantagem relevante entre beneficiários do Bolsa Família, eleitores do Nordeste e brasileiros de menor renda. Entre quem recebe o benefício social, a aprovação chega a 57%, contra 38% de desaprovação. A melhora mais relevante para o Planalto, porém, apareceu entre eleitores independentes, grupo considerado estratégico para 2026. A aprovação do governo nesse segmento passou de 32% para 37%, enquanto a desaprovação caiu de 58% para 52%. Mudança de estratégia Integrantes do governo vinham defendendo internamente que a recuperação da popularidade dependeria menos de grandes anúncios e mais da capacidade de transformar políticas públicas em percepção concreta no cotidiano do eleitor. O avanço do programa Desenrola 2.0, a ampliação de linhas de crédito popular e a agenda econômica voltada à redução do endividamento passaram a ser tratados pelo governo como instrumentos não apenas econômicos, mas também políticos. A pesquisa também foi realizada após a reunião de Lula com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, episódio que ajudou o governo a produzir uma agenda menos defensiva no noticiário político. Auxiliares do presidente avaliam que o encontro reforçou a imagem institucional de Lula em um momento de forte polarização interna. Mesmo com os sinais de recuperação, o levantamento mostra que a disputa presidencial segue aberta. No principal cenário de segundo turno, Lula aparece com 42% das intenções de voto, contra 41% de Flávio Bolsonaro (PL-RJ), dentro da margem de erro. O levantamento da Genial/Quaest foi realizado entre os dias 8 e 11 de maio com 2.004 entrevistas presenciais em 120 municípios. A margem de erro é de dois pontos percentuais, com nível de confiança de 95%. A pesquisa está registrada no TSE sob o número BR-03598/2026. InfoMoney/Marina Verenicz

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Quaest: Em 1º turno, Lula vai a 39% e Flávio marca 33% após semana de crise política

A nova rodada da pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta quarta-feira (13) indica que os principais movimentos políticos das últimas semanas ainda produziram impacto limitado na corrida presidencial de 2026. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) oscilou de 37% para 39% nas intenções de voto no primeiro turno, enquanto o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) passou de 32% para 33%. O levantamento foi realizado após dois episódios que mobilizaram o noticiário político nacional: a reunião de Lula com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e a operação da Polícia Federal que atingiu o senador Ciro Nogueira (PP-PI), um dos principais aliados do bolsonarismo no Congresso e interlocutor frequente de Flávio Bolsonaro. Apesar da intensidade política dos episódios, os números da Quaest sugerem que a disputa permanece ancorada em bases eleitorais relativamente consolidadas. Lula segue liderando com vantagem mais ampla no Nordeste e entre eleitores de menor renda, enquanto Flávio mantém força entre evangélicos, eleitores de renda mais alta e no eleitorado masculino. O presidente aparece com 58% no Nordeste, contra 26% de Flávio. Já no Sul, o cenário se inverte, onde o senador tem 40%, contra 28% do petista. No Sudeste, principal colégio eleitoral do país, há empate técnico, com 35% para Flávio e 34% para Lula. A leitura entre analistas políticos é que a viagem de Lula aos Estados Unidos ajudou mais na redução de ruídos institucionais do que propriamente em uma inflexão eleitoral imediata. No Mapa de Risco, programa de política do InfoMoney, especialistas vinham apontando que a aproximação diplomática com Trump tinha potencial de reduzir tensões econômicas e melhorar a percepção de estabilidade política, especialmente junto ao empresariado e setores moderados. Os números da Quaest mostram algum avanço do presidente justamente entre eleitores independentes e segmentos menos ideológicos. Entre os eleitores que se definem como independentes, Lula passou de 21% para 26% no primeiro turno desde março. No segundo turno contra Flávio Bolsonaro, o petista também reduziu parcialmente a distância nesse grupo. Centro da disputa segue nos moderados Os dados da pesquisa indicam que a eleição segue sendo decidida fora dos polos tradicionais. Entre independentes, Flávio Bolsonaro tem 29% no segundo turno, contra 35% dos que afirmam não votar em nenhum dos dois candidatos. O volume elevado de rejeição cruzada continua funcionando como um limitador para ambos os lados. A estabilidade da disputa também aparece nos cenários de segundo turno. Lula tem 42% contra 41% de Flávio Bolsonaro, dentro da margem de erro de dois pontos percentuais. Em abril, o cenário era de empate em 42% a 42%. O levantamento mostra ainda que Romeu Zema (Novo) continua sendo o nome competitivo mais forte fora da polarização direta entre PT e bolsonarismo. Contra Lula, o governador mineiro aparece com 37%, sete pontos atrás do presidente. O desempenho é mais forte entre eleitores de renda alta e ensino superior, grupos nos quais chega a ultrapassar o petista. Entre os eleitores com renda acima de cinco salários mínimos, Zema marca 47% no segundo turno, contra 36% de Lula. No eleitorado com ensino superior, o governador também lidera numericamente por 46% a 33%. Ronaldo Caiado (PSD), por sua vez, permanece em um patamar intermediário. Embora ainda distante de Lula em um eventual segundo turno, o governador de Goiás mantém desempenho relevante no Centro-Oeste/Norte e entre setores mais conservadores. Operação não muda cenário A operação envolvendo Ciro Nogueira ocorreu em meio à consolidação da pré-candidatura de Flávio Bolsonaro como principal representante do campo bolsonarista. Apesar do desgaste político potencial para o entorno do senador, os números da Quaest não captaram perda relevante de apoio do eleitorado mais fiel. Flávio segue com índices muito elevados entre bolsonaristas, alcançando 90% nesse segmento no primeiro turno e 97% no segundo turno contra Lula. Ao mesmo tempo, Lula preserva ampla hegemonia entre lulistas e eleitores de esquerda não lulistas. O presidente alcança 94% entre lulistas no primeiro turno e mantém índices acima de 95% no segundo turno. A pesquisa Genial/Quaest ouviu 2.004 pessoas presencialmente entre os dias 7 e 11 de maio. A margem de erro é de dois pontos percentuais, com nível de confiança de 95%. InfoMoney/Marina Verenicz

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