TRE reúne forças de segurança para planejamento integrado das Eleições 2026 na Paraíba

O Tribunal Regional Eleitoral da Paraíba (TRE-PB) promove hoje (8), às 9h, a primeira reunião de planejamento integrado da segurança para as Eleições 2026. O encontro será realizado na Sala de Treinamento, no 4º andar da sede do Tribunal, em João Pessoa, e reunirá representantes das forças de segurança e da Justiça Eleitoral para discutir estratégias de atuação conjunta durante o processo eleitoral. Foram convidados representantes do Ministério Público Eleitoral, da Polícia Federal, Polícia Militar, Polícia Civil, Polícia Rodoviária Federal (PRF), Corpo de Bombeiros Militar, Exército Brasileiro, além de outros órgãos que integram a rede de segurança pública do estado. A reunião também contará com a participação de magistrados da Justiça Eleitoral paraibana. O encontro tem como objetivo dar início à construção do Plano de Segurança Integrado das Eleições 2026, fortalecendo a cooperação entre as instituições envolvidas na garantia da normalidade, da tranquilidade e da segurança do pleito. O encontro será aberto e conduzido pelo presidente do TRE-PB, desembargador Márcio Murilo da Cunha Ramos. A segurança integrada é um dos projetos contidos no Programa Eleições 2026 que reúne uma série de iniciativas com o objetivo de organizar e executar o pleito desse ano. A reunião desta segunda-feira (8) representa mais uma etapa preparatória para as Eleições 2026, reforçando a atuação coordenada entre a Justiça Eleitoral e os órgãos de segurança pública na preservação da ordem e da confiança da sociedade no processo democrático. TRE Conhecidos também pela sigla TRE, os Tribunais Regionais Eleitorais estão presentes em todas as capitais do Brasil e no Distrito Federal (DF). Ao todo, a Justiça Eleitoral conta com 27 tribunais regionais, que estão encarregados, entre outras ações, pela organização das eleições na esfera estadual ou distrital (no caso do DF). Entre as competências dos Tribunais, estão: cumprir e fazer cumprir as decisões e instruções do TSE; responder sobre matéria eleitoral; apurar os resultados finais das eleições para governador, vice-governador e membros do Congresso Nacional; e expedir os diplomas dos eleitos. Eles são responsáveis também por solicitar ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) a requisição da Força Federal nas eleições; e, a nível estadual, pelo cadastro dos eleitores, pela apuração dos resultados e pela distribuição de urnas e mesários. ClickPB/Mônica Melo

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Justiça Federal do RN reconhece direito a saque do FGTS quando dependente tem TEA ou doença grave

A Justiça Federal do Rio Grande do Norte (JFRN) reconheceu o direito de trabalhadores movimentarem valores depositados em contas vinculadas do FGTS quando filho ou dependente for diagnosticado com Transtorno do Espectro Autista (TEA) ou doença grave que exija tratamento contínuo, especializado e de alto custo. A decisão foi proferida pelo juiz federal Janilson Bezerra de Siqueira, da 4ª Vara Federal, em ação civil coletiva movida pelo Sindicato dos Empregados em Estabelecimentos Bancários do Rio Grande do Norte. Na decisão, o magistrado citou a Lei nº 8.036/90, que regulamenta o FGTS e prevê hipóteses em que a conta vinculada pode ser movimentada. Entre elas estão os casos em que o trabalhador ou dependente é acometido por neoplasia maligna, é portador do vírus HIV, está em estágio terminal em razão de doença grave, necessita adquirir órtese ou prótese para acessibilidade ou possui doença rara reconhecida pelo Ministério da Saúde. Ao analisar o caso, o juiz entendeu que o direito ao saque também deve alcançar situações de excepcional vulnerabilidade social e econômica, desde que devidamente comprovadas. A medida vale para casos em que o trabalhador, filho ou dependente seja portador de TEA ou enfermidade grave que demande tratamento contínuo, especializado e de elevado custo. O magistrado determinou que a autorização deve ficar restrita às hipóteses em que houver comprovação por meio de documentação médica idônea. Com isso, será necessário a apresentação de laudos ou documentos que demonstrem a necessidade do tratamento. Na prática, a decisão impede que a Caixa Econômica Federal negue automaticamente o pedido de movimentação do FGTS nesses casos. Tribuna do Norte

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Governo Lula aplica sigilo de 100 anos a processos de bets autorizadas no Brasil

O governo Lula classificou como sigilosos os processos administrativos que documentam a autorização de funcionamento de casas de apostas no Brasil. Em casos específicos, o Ministério da Fazenda aplicou restrição de acesso por até 100 anos. A informação é do Estadão A medida bloqueia o acesso público a pareceres e notas técnicas da Secretaria de Prêmios e Apostas (SPA), responsável pela análise dos pedidos de licença. Com isso, a tramitação dos processos, as pendências das empresas e as formas de pagamento das outorgas de R$ 30 milhões ficam fora do alcance dos cidadãos. O Estadão solicitou, via Lei de Acesso à Informação (LAI), o processo que autorizou a 1xBet a operar no Brasil. A empresa, de origem russa e vetada em diversos países, recebeu o aval da Fazenda em julho do ano passado — o pedido foi negado. A pasta justificou a negativa com base na proteção de dados pessoais de sócios, administradores e beneficiários finais das empresas, categoria enquadrada pela LAI como passível de sigilo por até um século. O governo também recusou liberar versões com os dados pessoais suprimidos, alegando “esforço administrativo desproporcional”. Em outro pedido da reportagem, a SPA argumentou que seus sistemas não possuem mecanismos de anonimização de documentos, o que inviabilizaria o acesso parcial sem risco de exposição dos dados protegidos. A LAI prevê o direito ao acesso à parte não sigilosa de documentos quando o envio integral é vetado. A 1xBet operava de forma irregular no país enquanto aguardava a autorização da Fazenda, conforme apuração anterior do Estadão. A empresa também não funciona mais no endereço cadastrado junto à Receita Federal e ao governo, segundo registros judiciais. O presidente Lula tem declarado publicamente ser contrário às casas de apostas e afirmou, em entrevista à TV Brasil no dia 22, que pretende defender o fim das bets em sua campanha à reeleição. Ele atribuiu a não proibição imediata à necessidade de respeitar o funcionamento das outras instituições do país. As entidades que representam o setor de apostas rejeitam o discurso presidencial e argumentam que uma eventual proibição transferiria os apostadores para o mercado ilegal, sem qualquer regulação ou controle do Estado. 98 FM Natal

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Quase metade dos brasileiros vê aumento da corrupção no governo Lula, diz PoderData

A percepção de aumento da corrupção continua predominante entre os brasileiros no terceiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), segundo pesquisa PoderData divulgada nesta segunda-feira (8). O levantamento indica que 47% dos entrevistados avaliam que a corrupção aumentou desde a posse do petista, em janeiro de 2023. Apesar de seguir como a opinião majoritária, o percentual apresentou leve recuo em relação à pesquisa realizada em janeiro deste ano, quando 49% afirmavam que os casos de corrupção haviam crescido durante a atual gestão. Por outro lado, aumentou a parcela dos brasileiros que enxergam redução das irregularidades. Atualmente, 21% afirmam que a corrupção diminuiu, ante 18% registrados no início do ano. Outros 28% consideram que a situação permaneceu igual, enquanto 5% não souberam responder. Os números foram coletados em um momento em que o governo acompanha os desdobramentos do caso Banco Master, que passou a ocupar espaço relevante no debate político e econômico após a liquidação extrajudicial da instituição financeira pelo Banco Central, em novembro de 2025. Mudança de foco nas crises A comparação com o levantamento anterior mostra uma alteração no contexto político que cerca a percepção dos entrevistados. Em janeiro, a pesquisa foi realizada durante a repercussão das investigações relacionadas aos descontos indevidos em benefícios do INSS. Naquele período, o governo enfrentava questionamentos após revelações envolvendo Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho mais velho do presidente. Na rodada mais recente, o ambiente político passou a ser influenciado pelas investigações ligadas ao Banco Master. O fundador da instituição, Daniel Vorcaro, foi preso após a operação que apura irregularidades no sistema financeiro. O Banco Central decretou a liquidação extrajudicial da instituição depois de apontar problemas de liquidez, falhas nos controles internos e descumprimento de normas do Sistema Financeiro Nacional. Vorcaro também ganhou visibilidade por reuniões realizadas com o presidente Lula e por visitas registradas ao Palácio do Planalto em 2023 e 2024. O levantamento foi realizado pelo PoderData entre os dias 30 de maio e 1º de junho de 2026. Foram entrevistadas 2.500 pessoas em 166 municípios distribuídos pelas 27 unidades da Federação. As entrevistas foram feitas por telefone, utilizando ligações para celulares e linhas fixas. A margem de erro é de dois pontos percentuais, com intervalo de confiança de 95%. InfoMoney/Marina Verenicz

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Governo pensa estratégia para recolocar Messias na indicação da vaga ao STF

A derrota de Jorge Messias na disputa por uma vaga no Supremo Tribunal Federal continua produzindo efeitos políticos em Brasília. Mais de um mês após o Senado rejeitar a indicação feita pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, integrantes do governo e lideranças do PT trabalham nos bastidores para construir uma estratégia que permita recolocar o nome do advogado-geral da União na corrida pela Corte. A avaliação entre aliados de Lula é de que uma nova indicação somente terá chances de prosperar se vier acompanhada de uma ofensiva política junto aos senadores. O entendimento é que a rejeição sofrida por Messias não ocorreu apenas por questões relacionadas ao currículo ou ao perfil jurídico do indicado, mas também por insatisfações acumuladas entre parlamentares e o Planalto. Nos bastidores, auxiliares defendem que o presidente promova uma reaproximação com lideranças do Senado antes de formalizar qualquer nova indicação. A estratégia incluiria reuniões reservadas, ampliação do diálogo institucional e demonstrações de prestígio aos parlamentares. A intenção seria neutralizar resistências e reconstruir uma maioria favorável ao nome do atual chefe da Advocacia-Geral da União. A rejeição produziu um desgaste significativo na relação entre o Executivo e o Senado. O episódio foi interpretado dentro do governo como uma demonstração de força da Casa e também como um recado político ao Planalto. Parlamentares reclamaram, reservadamente, da falta de diálogo durante o processo e do que consideram uma interlocução insuficiente por parte do governo na articulação da indicação. Entretanto, o presidente Lula tem demonstrado disposição para insistir no nome do advogado-geral. Pessoas próximas ao chefe do Executivo afirmam que ele considera a rejeição um episódio circunstancial e acredita que, com uma articulação mais eficiente, seria possível reverter o resultado em uma nova votação. A avaliação é compartilhada por setores do PT, que enxergam em Messias um dos principais quadros jurídicos da atual gestão. Entre senadores, contudo, ainda há dúvidas sobre a viabilidade política da operação. Por isso, aliados de Lula defendem cautela. A recomendação é que qualquer decisão seja precedida por uma ampla consulta às lideranças partidárias e por um mapeamento detalhado dos votos. O objetivo é evitar uma nova derrota e transformar uma eventual reapresentação do nome de Messias em um movimento de afirmação política do governo. Correio Braziliense/Alícia Bernardes

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Total de empresas inadimplentes cresce 1,5 milhão em um ano no Brasil, aponta Serasa

A inadimplência empresarial voltou a crescer em abril e atingiu o maior nível da série histórica da Serasa Experian. Pela primeira vez, o país chegou a 9 milhões de CNPJs negativados, segundo o indicador. Em 12 meses, o contingente nessa situação avançou em 1,5 milhão, ao passar de 7,5 milhões em abril de 2025 para o patamar atual. No mesmo período, o total de dívidas negativadas também bateu recorde: foram 63,7 milhões de débitos em atraso, que somam R$ 220,9 bilhões. Em média, cada empresa inadimplente tinha 7,1 contas negativadas. A dívida média por CNPJ ficou em R$ 24.665,91, com tíquete médio de R$ 3.468,99 por dívida. Segundo a economista-chefe da Serasa Experian, Camila Abdelmalack, o resultado mostra que o ambiente de crédito segue restritivo para as empresas brasileiras. “O dado de inadimplência vem sinalizando uma tendência de manutenção em um patamar bastante elevado e com potencial de quebrar novos recordes ao longo de 2026. O ambiente de juros ainda muito altos, aliado à desaceleração da atividade econômica, pressiona o faturamento das empresas e reduz a capacidade de recomposição de caixa”, afirma. Camila avalia que, mesmo com o início do ciclo de cortes da taxa de juros, o custo do crédito ainda não caiu o suficiente para aliviar de forma mais consistente a situação das companhias. “Existe hoje um quadro bastante apertado para as companhias. Mesmo com o início do ciclo de cortes da taxa de juros, o nível ainda segue elevado e insuficiente para promover uma reversão mais consistente das condições de crédito”, diz. O Indicador Serasa Experian de Inadimplência das Empresas mede o número de empresas brasileiras em situação de inadimplência. Uma empresa é considerada inadimplente quando tem ao menos um compromisso financeiro vencido e cujo não pagamento foi formalmente comunicado pelo credor. A apuração considera as notificações registradas até o último dia do mês de referência. Serviços é o principal setor O setor de serviços concentrou a maior parte das empresas inadimplentes em abril, com 55,6% do total. Em seguida aparecem comércio, com 32,4%; indústria, com 8,1%; e o setor primário, com 0,9%. Na origem das dívidas, o maior peso também ficou com o segmento de serviços, responsável por 31,7% dos débitos negativados. Depois aparecem bancos e cartões (19,4%), cooperativas (8,6%), utilities — como contas de serviços essenciais — (7%) e telefonia (5,7%). Para a economista da Serasa Experian, a composição das dívidas indica que parte relevante da inadimplência está ligada à necessidade de manter o capital de giro e as operações das empresas. — Em um ambiente de crédito restritivo e juros elevados, as companhias acabam recorrendo mais ao crédito comercial e a diferentes instrumentos de financiamento, mas enfrentam maior dificuldade para administrar esse passivo diante do acúmulo de pendências — explica Camila. Sudeste lidera Na análise regional, o Sudeste concentrou o maior volume de empresas inadimplentes em abril. O destaque foi São Paulo, com 3.076.064 CNPJs negativados. Em seguida aparecem Minas Gerais, com 881.652, e Rio de Janeiro, com 864.722. Também figuram entre os estados com maior número de empresas inadimplentes o Paraná, com 588.935, e o Rio Grande do Sul, com 518.195. Segundo a Serasa Experian, a concentração acompanha o peso econômico e a maior densidade empresarial dessas regiões. Micro e pequenas empresas são as mais afetadas As micro e pequenas empresas seguem como a maioria entre os negócios inadimplentes. Em abril, esse grupo somava 8,5 milhões de CNPJs negativados, também o maior número da série histórica do indicador. Ao todo, as micro e pequenas empresas concentravam 57,6 milhões de dívidas, que somavam R$ 191,8 bilhões. Em média, cada uma acumulava 6,8 contas negativadas, com dívida média de R$ 22.503,39 e tíquete médio de R$ 3.328,73. — As micro e pequenas empresas continuam sendo as mais vulneráveis a um ambiente de crédito restritivo, porque dependem mais de linhas de curto prazo e possuem menor capacidade de negociação — afirma Camila. Segundo ela, juros elevados e maior seletividade na concessão de crédito dificultam a recomposição do capital de giro e a administração do fluxo de caixa, o que ajuda a manter a inadimplência em patamar elevado. InfoMoney/Agência O Globo

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Reunião de líderes prevista para terça pode definir relator da PEC 6×1

O Senado Federal deverá concentrar as principais disputas políticas das próximas semanas. Sob o comando de Davi Alcolumbre (União-AP), a Casa se tornou o principal foco de atenção do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva diante de duas pendências estratégicas: a tramitação da proposta de emenda à Constituição que extingue a escala de trabalho 6×1 e os desdobramentos da derrota da indicação de Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federal. A avaliação entre aliados do governo é de que os dois episódios estão conectados por um mesmo fator político: a necessidade de Alcolumbre demonstrar independência em relação ao Palácio do Planalto. Embora interlocutores do senador neguem qualquer relação entre os assuntos, o ambiente de tensão entre os dois Poderes é reconhecido por parlamentares de diferentes correntes políticas. A PEC da jornada de trabalho, aprovada pela Câmara dos Deputados no último dia 27 com ampla maioria, permanece há 11 dias sem despacho formal no Senado. A expectativa é que as coisas comecem a andar com a pauta do fim da 6×1 nesta semana, com o início das discussões sobre a proposta. Da reunião de líderes prevista para amanhã deverão sair a definição sobre o relator da proposta e o caminho que será adotado para sua tramitação. Caberá ao presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), senador Otto Alencar (PSD-BA), indicar o relator responsável pela matéria. A escolha será observada atentamente tanto pelo governo quanto pela oposição, já que poderá indicar o ritmo e a direção do debate. Nos bastidores do Planalto, a preocupação não está apenas no tempo de tramitação, mas também na possibilidade de mudanças no texto aprovado pelos deputados. Embora o regimento do Senado determine que propostas de emenda à Constituição sejam analisadas pela CCJ antes de seguirem ao plenário, declarações recentes de Alcolumbre sobre a possibilidade de ampliar o debate geraram apreensão na base governista. O parlamentar indicou que pretende consultar os líderes partidários antes de definir o rito de tramitação e chegou a mencionar a possibilidade de criação de uma comissão especial ou do envio do texto para mais de uma comissão temática. A hipótese provocou reação imediata entre governistas. Técnicos legislativos e senadores lembram que o regimento interno estabelece que propostas de emenda à Constituição devem ser analisadas exclusivamente pela CCJ antes de seguirem ao plenário. Segundo informações do próprio Senado, desde a promulgação da Constituição de 1988 nenhuma PEC aprovada pela Casa passou por outra comissão além da CCJ. A possibilidade de um caminho alternativo é vista por parlamentares da base como uma inovação que poderia retardar a votação de uma das principais bandeiras defendidas pelo governo para o período eleitoral. Marca própria Nos corredores do Congresso, a leitura predominante é que Alcolumbre pretende deixar uma marca própria na discussão. Em discurso recente, o presidente do Senado afirmou que a Casa não será mera “carimbadora” de decisões tomadas pela Câmara. A declaração foi interpretada como um recado direto ao governo e aos movimentos sociais que pressionam pela aprovação rápida da proposta. O texto aprovado pelos deputados prevê a redução gradual da jornada semanal de trabalho de 44 para 40 horas, além da garantia de duas folgas semanais sem redução salarial. O Planalto gostaria de concluir a tramitação até agosto, permitindo que parte dos efeitos da medida fosse percebida ainda durante o período eleitoral. Empresários, por outro lado, pressionam por mais tempo para discussão e defendem mecanismos de compensação para reduzir impactos sobre os custos das empresas. A demora na definição do rito contrasta com a rapidez dada a uma proposta alternativa apresentada pela oposição. No mesmo dia em que foi protocolada, uma PEC patrocinada por senadores oposicionistas foi encaminhada à CCJ. O texto propõe maior flexibilidade nas relações de trabalho e prevê remuneração baseada nas horas efetivamente trabalhadas, em vez da contratação tradicional regida pela Consolidação das Leis do Trabalho (CLT). O gesto foi interpretado por integrantes da base governista como um sinal político de aproximação de Alcolumbre com setores conservadores do Senado. Alcolumbre também faz cálculos de longo prazo. Embora não dispute uma vaga no Senado nas eleições deste ano, o senador do Amapá já trabalha para a sucessão da Mesa Diretora em 2027 e busca construir uma maioria capaz de garantir sua recondução ao comando da Casa. Para isso, interlocutores apontam que ele precisará manter canais abertos com a oposição, que deverá ampliar sua influência após as eleições. Sob pressão Enquanto isso, a pressão popular em torno da PEC da Escala 6×1 cresce. Mobilizações nas redes sociais já levaram senadores que haviam apoiado propostas alternativas a mudar de posição e declarar apoio ao texto aprovado pela Câmara. Governistas apostam que esse movimento poderá aumentar o custo político de qualquer tentativa de retardar a votação. Pesquisas de opinião realizadas por diferentes instituições apontam que a proposta encontra forte respaldo popular, especialmente entre trabalhadores dos setores de comércio, serviços e atendimento ao público, onde a escala 6×1 é mais comum. Para o governo, a PEC também possui um importante valor simbólico. Integrantes do Planalto enxergam a proposta como uma atualização da legislação trabalhista brasileira e uma forma de aproximar o país de experiências internacionais voltadas para a redução da jornada de trabalho. A discussão, porém, está longe de ser consensual. Entidades empresariais alertam para os possíveis impactos econômicos da mudança. Setores como comércio, logística, saúde, indústria e serviços afirmam que a redução da jornada exigirá reestruturações significativas nas operações e poderá elevar custos de produção. O diretor-executivo da Confirp Contabilidade, Richard Domingos, avalia que a proposta representa uma transformação profunda na organização do trabalho. Segundo ele, o debate é legítimo, mas precisa ser acompanhado por análises técnicas detalhadas sobre seus efeitos econômicos. “Estamos diante de uma mudança que pode alterar significativamente a estrutura de custos e a organização operacional de diversos setores. O debate é importante, mas exige estudos aprofundados sobre produtividade, competitividade e capacidade de adaptação das empresas”, afirma. Na avaliação do especialista, a redução da jornada sem diminuição proporcional dos salários eleva automaticamente o custo da hora trabalhada. Isso significa

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Pegamos o Amazan para uma entrevista antes da palestra “Tocando Negócios” no 22º Triunfest e ele abriu o coração pra nossa reportagem

Falou sobre reencontros*l, raízes e a emoção de ver a história de vida dele sendo contada como um filme hoje, 05/06, aqui em Triunfo. “Voltar pra cá é reviver cada capítulo. E hoje essa história ganha tela”. No palco do Teatro Municipal, Amazan misturou poesia, música e empreendedorismo, mostrando que arte transforma e gera renda. O prefeito Espedito Filho prestigiou o evento que uniu cultura, educação e futuro.

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Triunfest prossegue com inauguração Expotriunfest, apresentações culturais e Farra dos poetas

A programação do 22º Triunfest seguiu intensa na noite desta sexta-feira, (05), consolidando Triunfo como polo de cultura, lazer e empreendedorismo no Sertão Paraibano. O prefeito Espedito Filho inaugurou o Centro Recreativo, obra que recebeu investimentos da gestão municipal. O novo espaço vai garantir mais opções de lazer, esporte e convivência para a população. A entrega foi prestigiada por diversas autoridades, vereadores, secretários e lideranças políticas da região. Em seguida, foi aberta a Expo Triunfest na Praça Central da Cidade. A feira reuniu empreendedores e expositores de Triunfo e de toda a região, transformando a praça em um grande momento de confraternização, reencontro de amigos e bons negócios. O evento reforça o compromisso da gestão em fomentar a economia local e valorizar quem produz na terra. A Praça do Memorial foi palco de diversas apresentações culturais de Triunfo e cidades vizinhas, com destaque para o tradicional Coco Pisada, que celebrou as raízes nordestinas. Fechando a noite com chave de ouro, o show da Farra dos Poetas fez a alegria do público presente, lotando a praça e mostrando a força da cultura popular no Triunfest 2026. O evento contou com a presença do prefeito Espedito Filho, vereadores, secretários e lideranças políticas. Também prestigiaram a noite a prefeita de Poço de Moura, Laís Raquel, o prefeito de São João do Rio do Peixe, Luiz Claudino, acompanhado da primeira-dama e pré-candidata a deputada estadual, Larúcia Sá. O 22º Triunfest segue até domingo, 07/06, com programação gratuita. A festa é uma realização da Prefeitura de Triunfo, gestão Espedito Filho, com foco em cultura, educação e desenvolvimento.

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Operação que prendeu delegado na Paraíba deve ganhar destaque no Fantástico neste domingo

A Operação Perfidus, deflagrada pela Polícia Civil da Paraíba e pelo Ministério Público da Paraíba (MPPB), deve ser tema de uma reportagem do Fantástico, da TV Globo, neste fim de semana. A investigação, que ganhou repercussão nacional, apura a atuação de uma organização criminosa suspeita de envolvimento com tráfico de drogas, corrupção e vazamento de informações sigilosas. A operação resultou no cumprimento de nove mandados de prisão e 24 mandados de busca e apreensão, além do bloqueio judicial de cerca de R$ 10 milhões. Entre os investigados está um delegado de Polícia Civil, fato que ampliou a repercussão do caso dentro e fora da Paraíba. De acordo com as investigações conduzidas pela Delegacia de Repressão ao Crime Organizado (Draco), pela Unidade de Inteligência Policial (Unintelpol) e pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), integrantes do esquema teriam utilizado informações privilegiadas para localizar drogas e bens ligados ao tráfico. Parte dos entorpecentes apreendidos teria sido desviada e revendida ilegalmente, inclusive dentro do sistema prisional. Os investigadores também apontam indícios de manipulação de procedimentos policiais para conferir aparência de legalidade às ações criminosas, além do repasse de informações sigilosas que permitiam a traficantes escapar de operações policiais.] O nome da operação faz referência ao termo latino “Perfidus”, que significa “traidor” ou “desleal”, em alusão à suspeita de que agentes públicos teriam utilizado suas funções para beneficiar atividades criminosas. As investigações continuam e novos desdobramentos não estão descartados pelas autoridades responsáveis pelo caso. Caso a reportagem seja exibida, esta será a terceira vez em poucas semanas que assuntos envolvendo a Paraíba ganham espaço no principal programa jornalístico dominical da TV Globo. Recentemente, o Fantástico repercutiu o caso envolvendo o município de Cabedelo e, na semana passada, trouxe detalhes da operação “Limpa Nome”, investigação que alcançou magistrados paraibanos. PB Agora

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