A Genial/Quaest inicia nesta sexta-feira (8) uma nova rodada de sua pesquisa nacional sobre a eleição presidencial de 2026, em um momento de crescente tensão política para o governo Lula e de fortalecimento do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) nas simulações eleitorais recentes.
O levantamento, registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), terá divulgação prevista para a próxima quarta-feira (13) e será acompanhado de perto por partidos, investidores e integrantes do governo. A expectativa gira em torno da confirmação se o avanço recente de Flávio representa uma tendência consolidada ou apenas uma oscilação momentânea.
Nas últimas semanas, institutos como AtlasIntel, Datafolha e Real Time Big Data passaram a mostrar cenários mais apertados entre Lula e o senador do PL em eventuais segundos turnos. Em algumas simulações, Flávio apareceu numericamente à frente do presidente, ainda dentro da margem de erro.
A nova Quaest será uma das primeiras pesquisas nacionais a captar o impacto combinado de uma sequência de fatos políticos recentes: o desgaste do governo no Congresso, a rejeição do nome de Jorge Messias ao STF, o avanço das investigações envolvendo o caso Banco Master, o lançamento do Desenrola 2.0 e a repercussão da viagem de Lula aos Estados Unidos para encontro com Donald Trump.
O instituto fará 2.004 entrevistas presenciais em todo o país com eleitores a partir de 16 anos. Segundo o registro no TSE, a coleta será realizada por meio de visitas domiciliares e utilizará um modelo de amostragem dividido em três etapas, incluindo sorteio de municípios, setores censitários e definição de perfis por renda, sexo, idade e escolaridade.
Pesquisas recentes indicaram que Lula mantém vantagem mais robusta no Nordeste, mas enfrenta dificuldades crescentes no Sudeste e entre setores mais sensíveis ao custo de vida e ao endividamento.
Já no campo bolsonarista, a expectativa é usar um eventual novo crescimento de Flávio para consolidar a narrativa de transferência definitiva do capital político do ex-presidente Jair Bolsonaro ao filho mais velho.
A pesquisa também deve ajudar a medir o espaço real para candidaturas alternativas no centro e na direita. Nomes como Romeu Zema (Novo), Ronaldo Caiado (PSD) e Aldo Rebelo (DC) continuam aparecendo nas simulações, mas ainda com dificuldade para romper a polarização entre PT e PL.
InfoMoney/Marina Verenicz