Paraíba amplia vacinação contra a dengue para todos os municípios a partir de segunda-feira

A Paraíba passa a integrar a nova estratégia nacional de vacinação contra a dengue, coordenada pelo Ministério da Saúde (MS), com o objetivo de reduzir hospitalizações e óbitos provocados pela doença. A vacinação que inicia nesta segunda-feira (9) segue as diretrizes do MS, e a Secretaria de Estado da Saúde (SES) amplia para todos os municípios a vacina da dengue (Qdenga/Takeda) destinada para crianças e adolescentes de 10 a 14 anos, faixa etária definida com base no maior risco de internações registrado nos últimos anos, especialmente no Brasil e na Região Nordeste. Para essa etapa da estratégia, a Paraíba recebeu 69.973 doses da vacina contra a dengue do fabricante Takeda, destinadas exclusivamente à administração da primeira dose (D1) na população de 10 a 14 anos. Para garantir o início imediato da vacinação em todo o estado, a SES-PB realizou, nesta quinta-feira (5), o alinhamento técnico com os municípios para, em seguida, começar a distribuição das doses, concluindo nesta sexta-feira (6), assegurando que todos os municípios estejam abastecidos. A medida representa uma ampliação significativa da oferta do imunizante no estado, que passa a contemplar todos os 223 municípios paraibanos. Será realizada, no período de 9 a 27 de fevereiro, uma estratégia estadual de mobilização e intensificação da vacinação contra a dengue, abrangendo todo o território estadual. A ação tem como objetivo ampliar a cobertura vacinal e reduzir o risco de adoecimento, priorizando a vacinação de crianças e adolescentes de 10 a 14 anos. A estratégia será encerrada com a realização do Dia D Estadual de Vacinação, no dia 28 de fevereiro, reforçando as ações de mobilização e garantindo maior acesso da população-alvo à vacinação. Anteriormente, apenas 24 municípios ofertavam a vacina contra a dengue, selecionados a partir de critérios epidemiológicos, como municípios de grande porte, com alta transmissão da doença e maior número de casos. Com a nova estratégia, além dos municípios que já realizavam a vacinação, os 199 municípios remanescentes passam a receber o imunizante neste primeiro momento para a administração da primeira dose, garantindo maior equidade no acesso à vacinação em todo o território estadual. Esse cenário reforça a importância de estratégias integradas de prevenção e controle da doença, nas quais a vacinação se soma às ações de vigilância epidemiológica, assistência à saúde e combate ao mosquito Aedes aegypti. De acordo com a Chefe do Núcleo Estadual de Imunizações (NEI) da Secretaria de Estado da Saúde (SES), Márcia Fernandes, o Ministério da Saúde oficializou a ampliação da vacinação contra a dengue para os demais municípios do País. “Na Paraíba, serão incluídos os 199 municípios remanescentes para iniciar a administração da primeira dose da vacina contra a dengue na população de 10 a 14 anos, exclusivamente. Com isso, a vacinação passa a contemplar os 223 municípios paraibanos”, destacou. Meta de vacinação A chefe do NEI reforçou ainda que a meta é alcançar 90% de cobertura vacinal com o esquema completo, que consiste em duas doses do imunizante. “Essa medida visa a proteção da faixa etária mais vulnerável e reduzir o risco de casos graves de dengue no estado da Paraíba. A imunização é uma das principais estratégias de prevenção, e é fundamental que pais e responsáveis levem crianças e adolescentes para se vacinar e mantenham a caderneta de vacinação atualizada”, alertou. A vacina Takeda contra a dengue ofertada pelo SUS é indicada para crianças e adolescentes de 10 a 14 anos, 11 meses e 29 dias, independentemente de infecção prévia pela doença. O esquema vacinal é composto por duas doses, com intervalo de três meses entre elas. Nos casos em que o público-alvo tenha apresentado dengue recentemente, é recomendado aguardar seis meses após a infecção para iniciar a vacinação. A SES reforça que a vacinação não substitui as medidas individuais e coletivas de prevenção da dengue, como a eliminação de focos de água parada e o cuidado com os ambientes domiciliares e comunitários. A nova estratégia representa um avanço importante na proteção da população paraibana e integra um conjunto de ações voltadas ao fortalecimento do enfrentamento às arboviroses no estado. ClickPB/Mônica Melo

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SES-PB amplia vacinação contra a Mpox para novos públicos prioritários

A Secretaria de Estado da Saúde da Paraíba (SES-PB), em consonância com as orientações do Programa Nacional de Imunizações (PNI), do Ministério da Saúde, ampliou a vacinação contra a Mpox para pessoas vivendo com HIV/Aids, independentemente da contagem de linfócitos CD4, e para usuários da Profilaxia Pré-Exposição ao HIV (PrEP). A ampliação segue as diretrizes nacionais e está condicionada à disponibilidade do estoque de vacinas. De acordo com a chefe do Núcleo de Imunização da SES-PB, Márcia Fernandes, a medida tem como objetivo reforçar a proteção de pessoas com maior risco de evolução para formas graves da doença. “Os serviços de referência já dispõem do cadastro desses usuários, o que facilita o agendamento e a organização da vacinação. O esquema vacinal é composto por duas doses de 0,5 ml, com intervalo de 28 dias entre elas”, destacou. Na Paraíba, a vacina está disponível nos Serviços de Assistência Especializada (SAE) dos municípios de João Pessoa, Campina Grande e Patos, além do Centro de Referência para Imunobiológicos Especiais (CRIE), em João Pessoa. Confira os locais de vacinação: 1ª Macrorregião – João PessoaCentro de Referência para Imunobiológicos Especiais (CRIE)Rua Carlos Gomes, nº 35, Torre – João Pessoa/PBTelefone: (83) 3255-8364Funcionamento: segunda a sexta-feira, das 8h às 12h e das 13h às 16h Serviço de Assistência Especializada em HIV/aids (SAE)Rua Alberto de Brito, nº 411, Jaguaribe – João Pessoa/PBTelefone: (83) 3213-7795Funcionamento: segunda a sexta-feira, das 7h às 16h30 2ª Macrorregião – Campina GrandeServiço de Assistência Especializada em HIV/aids (SAE)Avenida Floriano Peixoto, nº 1.877, Jardim Tavares – Campina Grande/PBTelefone: (83) 3077-0113Funcionamento: segunda a sexta-feira, das 8h30 às 16h 3ª Macrorregião – PatosServiço de Assistência Especializada em HIV/aids (SAE)Rua Alto Casteliano, nº 1.352, bairro Maternidade – Patos/PBTelefone: (83) 99875-6127Funcionamento: segunda, quarta, quinta e sexta-feira, das 7h às 13h; terça-feira, das 7h às 13h Sobre a Mpox – A Mpox é uma doença viral transmitida de pessoa para pessoa, com sintomas como febre, cansaço, calafrios, dor de cabeça, dores no corpo, ínguas e lesões na pele. A transmissão ocorre principalmente por contato direto, como beijos, abraços e relações sexuais, além do contato com secreções respiratórias, feridas, bolhas ou objetos recentemente contaminados. Em caso de suspeita, a orientação é procurar imediatamente uma unidade de saúde e evitar contato próximo com outras pessoas. Resenha Politika

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Anvisa proíbe produtos à base de alulose, um tipo de adoçante

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) proibiu a comercialização, a distribuição, a importação, a propaganda e o uso de produtos à base de alulose, uma espécie de adoçante, da empresa Sainte Marie Importação e Exportação. A medida foi publicada no Diário Oficial da União da última segunda-feira (22). A proibição ocorreu porque a alulose não consta da lista de substâncias autorizadas pela Anvisa para o uso como adoçante ou ingrediente alimentar no Brasil. De acordo com a agência, todos os alimentos ou ingredientes novos, ou seja, sem histórico de consumo no Brasil, devem ser submetidos à aprovação da Anvisa. Na análise técnica, a Anvisa avalia se o processo de fabricação do novo ingrediente ou alimento não induz ou concentra substâncias que façam mal à saúde ou não extrapolam os níveis considerados seguros para a população. Mais PB/Agência Brasil

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Prefeito desmaia em avião e atribui à caneta emagrecedora

O prefeito de Massapê (CE), Ozires Pontes (PSDB), teve uma convulsão seguida de desmaio dentro de um avião, em São Paulo, quando estava preste a viajar aos Estados Unidos. O gestor foi socorrido pela equipe de emergência do aeroporto e depois levado ao Hospital Israelita Albert Einstein. Ozires estava em viagem de férias com a família quando planejavam visitar os parques da Disney, na Flórida. Por causa do problema de saúde, a viagem foi cancelada. O prefeito contou que está utilizando canetas emagrecedoras para a perda de peso e contou que a suspeita é que o mal súbito tenha ocorrido em decorrência do longo período sem comer combinado à exaustão da viagem. “Já perdi 33 quilos, o açúcar no sangue baixa muito, você fica longos períodos sem se alimentar. Já tava há quase 24 horas sem dormir, quase não me alimentando, aí depois levando mala, peguei muito calor em São Paulo, aí junta tudo”, afirmou. Depois do susto, Ozires afirmou que, agora, pretende reduzir o uso da caneta emagrecedora e fazer mudanças na dieta. “Diminuir a potência da injeção, comer mais um pouquinho, só tendo o cuidado de não engordar o que eu emagreci”, afirmou. MaisPB

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Esquizofrenia: o transtorno que levou jovem a entrar no recinto das leoas e atinge mais de 1,6 milhão de brasileiros

Na manhã do último domingo (30) um jovem de 19 anos, identificado como Gerson de Melo Machado, morreu após invadir o recinto das leoas, no Parque Zoobotânico Arruda Câmara, a Bica, em João Pessoa (PB). A família informou que Gerson tinha diagnóstico de esquizofrenia e histórico de parentes com transtornos mentais, mas nunca recebeu acompanhamento psicológico contínuo. O episódio comoveu o país e acendeu o alerta para os cuidados com a saúde mental. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), estima-se que 1,6 milhão de brasileiros sejam diagnosticados com esquizofrenia. Ainda segundo a OMS, normalmente os sintomas começam a se manifestar na adolescência, sendo a terceira maior causa de perda de qualidade de vida entre pessoas de 15 e 44 anos de idade. O neuropsicólogo da Hapvida, Samuel Cavalcanti, explica que a esquizofrenia é um transtorno mental crônico e grave que afeta a forma como uma pessoa pensa, sente e se comporta, levando a uma desconexão com a realidade. Ele afirma que o problema envolve um conjunto de fatores sociais, afetivos e clínicos que precisam ser considerados desde cedo. Segundo ele, a falta de cuidado e afeto na infância, somada à ausência de tratamento contínuo, pode favorecer comportamentos de risco e aumentar a vulnerabilidade de pessoas com sintomas psicóticos. Além disso, no caso específico de Gerson, que era conhecido como Vaqueirinho, havia um histórico familiar ligado à doença: a mãe e a avó eram esquizofrênicas. Segundo o psicólogo, em situações assim, a chance de desenvolver o transtorno varia de 50% a 70%. O especialista explica que a esquizofrenia, quando não tratada, pode levar a perda de noção de realidade e a inserção da pessoa em um mundo fantasioso, diminuindo a percepção de consequências. Preconceito – Samuel Cavalcanti também chama atenção para o preconceito persistente em relação aos transtornos mentais. “Os transtornos estão sendo demonizados. As pessoas escondem, fazem piadas, mas isso só piora. Quando a gente não fala sobre, apenas potencializamos esse transtorno. A esquizofrenia não tem cura, mas tem tratamento. Avaliar, medicar e tratar salva vidas. Quando não damos acesso a isso, estamos levando o paciente para uma morte a curto ou longo prazo”, aponta. O psicólogo também pontua que os mitos e a desinformação atrasam o acesso aos cuidados e podem levar a desfechos graves. “A doença é real, não é brincadeira, não é piada. É importante que quem conhece pessoas com sintomas esquizóides procure ajuda. Quando a gente se cala, a gente cala o outro também”, alerta. Sintomas – Os sintomas da esquizofrenia incluem sintomas psicóticos como alucinações (ouvir vozes, ver coisas que não existem), delírios (crenças falsas, como a de perseguição) e pensamento desorganizado. Também são comuns sintomas negativos, que são a perda de funções normais, como apatia emocional, falta de motivação e dificuldade na comunicação. Outros sintomas incluem déficits cognitivos (problemas de memória e atenção) e comportamento motor desorganizado. Tratamento – O tratamento para a doença geralmente envolve uma abordagem combinada de medicamentos antipsicóticos, psicoterapia e suporte psicossocial (como reabilitação, terapia ocupacional e psicoeducação). Os especialistas afirmam que essa combinação terapêutica tem o objetivo de controlar os sintomas, ajudar o paciente a lidar com a doença, desenvolver habilidades e promover a autonomia e reintegração social. O tratamento deve ser acompanhado por profissionais de saúde e é um processo contínuo.

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4 alimentos que aumentam a pressão sanguínea (além do sal)

A hipertensão arterial atinge mais de um bilhão de pessoas no mundo todo, segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde). Ela é um dos principais sinais de que uma pessoa está desenvolvendo uma doença cardíaca. A pressão sanguínea alta, ou hipertensão arterial, diz respeito ao movimento de bombeamento do sangue feito pelo coração. A hipertensão arterial atinge mais de um bilhão de pessoas no mundo todo, segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde). Ela é um dos principais sinais de que uma pessoa está desenvolvendo uma doença cardíaca. Por isso, se não for tratada da maneira correta, ela pode gerar graves complicações, como AVC (Acidente Vascular Cerebral) ou infarto. Pessoas que possuem problema de pressão, ou convivem com quem possui, já sabem que o excesso de sal, por exemplo, eleva bastante a pressão, sendo algo muito prejudicial, principalmente para quem já possui esse problema.

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Anvisa pode aprovar vacina do Butantan contra a dengue neste mês

A vacina contra a dengue produzida pelo Instituto Butantan pode ser aprovada a partir do final da semana que vem pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). O anúncio foi feito nesta sexta (7), em coletiva de imprensa que tratou sobre a necessidade de acelerar as filas para aprovação de medicamentos sintéticos e produtos biológicos. “A vacina de dengue do Butantan é um processo prioritário para a agência”, afirmou o diretor da Anvisa Daniel Pereira. Ele explicou que, na semana passada, houve uma reunião com o comitê de especialistas para suprir dúvidas que ficaram em relação à vacina. “A nossa expectativa é que, na primeira quinzena de novembro ainda, ou alguns dias a mais, a gente já tenha uma conclusão por parte da Anvisa, para a gente autorizar o registro”, explicou. Pereira acrescentou que essa análise demandou “muitas horas” de discussão técnica com especialistas externos que apoiaram a decisão. Segundo a Anvisa, não houve solicitações de registro de outros imunizantes por parte dos demais laboratórios. Inteligência artificial Na reunião com a imprensa desta sexta, diretores da Anvisa ainda explicaram que a agência pretende utilizar ferramentas de inteligência artificial para acelerar em pelo menos 50% o tempo de análise de medicamentos. O presidente da Anvisa, Leandro Safatle, contextualizou que há um aumento constante, de aproximadamente de 10%, de petições de novos registros junto à agência. Isso faz com que análises cheguem a demorar até três anos. “Trata-se de um conjunto de ações que estão sendo pensadas que, em conjunto, tende a reduzir os prazos de análise que estão tendo na Anvisa”, afirmou Safatle. Segundo o presidente da Anvisa, as ferramentas de inteligência artificial estão sendo muito utilizadas em todas as agências reguladoras. “É um instrimento que pode ajudar muito no processo de otimização de análise e no processo de aumento da produtividade”, disse Safatle. O diretor da Anvisa Daniel Pereira informou que a agência tem hoje na fila aproximadamente 1,1 mil medicamentos sintéticos e cerca de 100 produtos biológicos para a análise. Com as propostas para acelerar as avaliações, a ideia é que, até dezembro do ano que vem, a Anvisa consiga atender aos prazos legais de um ano de fila para análise em todas as áreas. “A gente já tem uma série de instrumentos sendo desenvolvidos na parte de inteligência artificial dentro da Anvisa. Tem uma área específica que está cuidando muito desse tema aqui dentro”, afirmou Safatle. Aporte de recursos O ministro da saúde, Alexandre Padilha, que está na África do Sul com autoridades da saúde dos 20 países mais ricos do mundo, anunciou, por vídeo, durante a reunião, o investimento de R$ 25 milhões para que a Anvisa possa ampliar ferramentas de inteligência artificial e, assim, reduzir o prazo de análise dos pedidos. Padilha defendeu, na gravação, que uma das questões principais para liderar a atração de investimentos para a inovação e produção de medicamentos no Brasil é acelerar os registros, que dão acesso o mercado brasileiro. “Acreditamos que isso vai reduzir, dar mais qualidade à análise, reduzir o tempo para os projetos de inovação e, com isso, fazer com que medicamentos novos cheguem mais rápido à nossa população”, disse o ministro. Outra iniciativa é a criação de um comitê de acompanhamento do plano envolvendo o setor. Na reunião com ministros da saúde do G20, ele divulgou que foram feitas parcerias com empresas da África do Sul e Indonésia para acelerar a produção de vacina para tuberculose no nosso país. Tribuna do Norte/Agência Brasil

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Câncer de próstata mata 48 homens por dia no Brasil, apesar de alta chance de cura

Em 2024, o câncer de próstata matou 48 homens por dia no Brasil, segundo levantamento da SBU (Sociedade Brasileira de Urologia), totalizando 17.587 óbitos naquele ano, mesmo sendo altamente curável se identificado precocemente, segundo especialistas. Os dados são do painel de monitoramento de mortalidade do Ministério da Saúde. Já entre 2015 e 2024, houve aumento de 21% no número de mortes no país, saindo de 14,9 mil para 17,5 mil óbitos. Nesse período, o país registrou mais de 159 mil vidas perdidas para a doença. A região Centro-Oeste teve o maior crescimento (26,1%) nos últimos dez anos, seguida pela região Sul (24,1%), Sudeste (21%), Nordeste (19,7%) e Norte (19,5%). Apesar de ser o segundo tumor mais frequente em homens, ficando atrás apenas do câncer de pele não melanoma, o câncer de próstata ainda é cercado por preconceito, o que afasta os homens dos consultórios. ‘Ainda existe um certo tabu em relação ao toque retal, porque evidentemente não é um exame confortável, mas é um exame simples, barato e muito importante para o diagnóstico da doença’, diz Marco Arap, urologista do hospital Sírio-Libanês. Segundo Arap, quando o PSA (Antígeno Prostático Específico) —geralmente o primeiro exame feito para detectar alterações na próstata— fica estável ou numa faixa ‘normal’, é o toque retal que pode garantir um diagnóstico mais claro. Existem outros exames que complementam a investigação do câncer de próstata. O principal deles é a ressonância magnética, que avalia não só a zona periférica da próstata, mas também toda a região próxima. ‘A ressonância é um exame muito sensível e específico, mas infelizmente é caro. Portanto, não deve ser indicado para todo mundo em substituição ao toque retal. Ele é indicado quando o PSA e ou o toque retal têm algum tipo de alteração. Aí sim a gente prolonga a investigação com a ressonância, que vai definir se esse paciente deve ser submetido a uma biópsia para a confirmação’, afirma Arap. Por não apresentar sintomas em estágios iniciais, exames regulares são fundamentais para detecção da doença. O rastreamento deve começar aos 50 anos ou aos 45 em caso de fatores de risco, como histórico familiar, obesidade ou pessoas negras —população com risco duas vezes maior de desenvolver o tumor e com mortalidade mais alta. ‘O câncer de próstata é silencioso e não apresenta sintomas na fase inicial. Muitos pacientes só descobrem a doença em estágios avançados, quando as chances de cura diminuem drasticamente. Prevenção é atitude de responsabilidade’, afirma Luiz Otávio Torres, presidente da SBU. Em estágios avançados, o câncer de próstata pode provocar dificuldade para urinar, o jato urinário fraco ou interrompido, sensação de urina residual na bexiga, sangramentos e dor nas costas, especialmente quando há obstrução do ureter. Em casos de metástases —quando o câncer se espalha para outros órgãos— podem ocorrer dores ósseas intensas, perda de peso e anemia. No entanto, a presença desses sintomas não significa necessariamente que o paciente tenha câncer de próstata. Eles podem estar associados a outras condições comuns, como infecções urinárias, cálculo renal ou hiperplasia prostática benigna, que não são malignas. ‘Todos esses sinais, quando detectados, devem motivar o paciente a procurar auxílio médico. Sejam eles graves ou não, esses sintomas devem ser investigados e tratados, desde uma simples infecção urinária até um problema mais grave como um tumor’, diz Arap. Além disso, nem todo câncer de próstata exige tratamento imediato. Em muitos casos, especialmente quando o tumor é de baixo risco e tem crescimento lento, a conduta recomendada é a vigilância ativa, que consiste em um acompanhamento clínico rigoroso sem intervenção imediata. ‘Às vezes esse tumor é tão lento, tão lento, que o tratamento pode ser mais agressivo que o próprio tumor. Nesses casos, o paciente é incluído num protocolo de vigilância ativa’, afirma Arap. ‘O risco é que o paciente abandone o acompanhamento ou que o tumor se torne agressivo em ritmo mais acelerado, o que pode levar à perda da janela de cura.’

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Como deve ser o atendimento médico na rede pública?

O atendimento na rede pública deve ser humanizado, acolhedor e eficaz, com respeito à dignidade do paciente. Os médicos devem realizar escuta ativa, comunicação clara e transparente, e atuar em benefício do paciente em todas as situações. O atendimento é organizado por níveis de complexidade (atenção primária, especializada, urgência e emergência) e usa protocolos como o de triagem por cores para priorizar os casos.Princípios do atendimentoAcolhimento e humanização: O atendimento deve ser humanizado, sem discriminação, com escuta empática e ambiente acolhedor.Benefício do paciente: O médico deve sempre agir em benefício do paciente, usando seus conhecimentos para ajudar e nunca para causar sofrimento.Comunicação: A comunicação deve ser clara e objetiva, com informações transparentes sobre o diagnóstico e tratamento.Respeito: É fundamental respeitar a dignidade e a integridade do ser humano em todas as circunstâncias.Organização do sistemaAtenção Primária (UBS): É a porta de entrada do SUS. Médicos generalistas e especialistas em saúde da família devem atender os usuários, considerando o contexto familiar e social.Triagem por cores: Em pronto-socorros, a triagem por cores (vermelho, amarelo, verde e azul) define a ordem de atendimento com base na gravidade da situação.Atenção às Urgências: A rede deve ser articulada para atender casos urgentes e de emergência, com fluxos claros entre os pontos de atendimento.Encaminhamento (Referência): Quando um serviço não está disponível localmente, o paciente é encaminhado para outra localidade por meio do sistema de referência, com fluxos de acesso definidos.Papel do médico na Atenção PrimáriaVisão integral: O médico deve ter um compromisso com o indivíduo e sua família, considerando o contexto biopsicossocial, e não apenas com doenças específicas.Prevenção e promoção: A atuação não deve se restringir a problemas de saúde, mas incluir ações de promoção da saúde e prevenção.Vínculo: A convivência contínua permite ao profissional conhecer melhor o paciente, aprofundando o vínculo de responsabilidade pela sua saúde.Uso da tecnologiaProntuário Eletrônico: A informatização, com a criação do Prontuário do Cidadão (PEC) e do Registro Eletrônico de Saúde (RES), auxilia no atendimento, facilita o acesso ao histórico do paciente e melhora a gestão.Sistemas de gestão: A tecnologia auxilia na organização do fluxo de pacientes, na gestão e na agilidade dos serviços.

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Pernambuco investiga dois novos casos e duas mortes por suspeita de intoxicação com bebidas adulteradas

A Secretaria Estadual de Saúde de Pernambuco (SES-PE) informou, nesta sexta-feira (31), a notificação de dois novos casos e dois óbitos, um no Recife e outro em Águas Belas, relacionados ao consumo de bebidas alcoólicas supostamente adulteradas com metanol. Os registros mais recentes elevam para 100 o total de notificações desde o início do monitoramento, sendo 96 em Pernambuco e quatro provenientes de outros estados. De acordo com o boletim divulgado pela SES-PE, os novos casos estão em investigação, assim como as mortes. A pasta reforça que as equipes de vigilância em saúde continuam acompanhando a situação em conjunto com as autoridades sanitárias municipais e o Instituto de Criminalística (IC) para identificar a origem e composição das bebidas suspeitas. Entre as 96 notificações em território pernambucano, 67 foram descartadas e cinco tiveram confirmação laboratorial para intoxicação por metanol. Os demais seguem sob análise. Em relação ao quadro clínico dos pacientes, nove pessoas permanecem internadas — três delas com casos já descartados. Outras 55 receberam alta hospitalar (sendo duas confirmações e 42 descartes), enquanto 17 evoluíram para óbito (três confirmados e dez descartados). Quinze pacientes evadiram-se das unidades de saúde, dos quais 12 tiveram o diagnóstico negativo para contaminação. O metanol, também conhecido como álcool metílico, é uma substância altamente tóxica e de uso industrial, proibida em bebidas destinadas ao consumo humano. A ingestão pode causar sintomas como náusea, tontura, visão turva e, em casos mais graves, levar à cegueira ou à morte. A Secretaria de Saúde recomenda que a população evite o consumo de bebidas alcoólicas de procedência duvidosa, especialmente aquelas vendidas de forma informal ou sem rótulo, e reforce a denúncia de casos suspeitos aos órgãos de vigilância sanitária.

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