Debate sobre segurança pública na Paraíba tem embate entre Efraim e Lucas, neste domingo (9)
A segurança pública na Paraíba virou o centro das atenções e gerou intensos confrontos entre os candidatos Efraim Filho e Lucas Ribeiro durante o terceiro bloco do debate eleitoral. Em uma discussão marcada pela troca de acusações diretas, os postulantes debateram o combate a facções criminosas, a destinação de emendas parlamentares, o funcionamento das delegacias e a valorização das forças policiais no estado.
Enfrentamento ao crime organizado e divergências de verbas
Efraim iniciou o bloco questionando o avanço da violência e perguntando se o governo estadual havia desarticulado alguma organização criminosa. Lucas respondeu de forma enfática, afirmando que a gestão não tem medo do crime organizado e citou operações semanais, como a recente ação em Bayeux que culminou na prisão do número dois do Comando Vermelho.
Para além das operações, a infraestrutura das forças de segurança motivou forte atrito. Lucas criticou Efraim, alegando que o senador não destinou verbas para a área nos últimos quatro anos. A declaração gerou pronta reação de Efraim, que classificou a acusação como uma ofensa grave e garantiu ter enviado mais de R$ 10 milhões, destacando o simulador de tiro da Polícia Militar, avaliado em R$ 2 milhões, e recursos para os Centros Integrados de Comando e Controle (CICC). Lucas rebateu afirmando que a gestão estadual não recebeu esses valores.
Expansão do monitoramento e estrutura das delegacias
Lucas Ribeiro defendeu os avanços do governo, citando o equilíbrio fiscal da Paraíba e investimentos próprios em tecnologia, como o plano de dobrar o número de câmeras de monitoramento e a abertura de novos CICCs em Guarabira e Cajazeiras. Ele destacou ainda a realização do maior concurso público da história da Polícia Civil, com cerca de 1.500 vagas, e o alto índice de resolução de homicídios.
Por outro lado, Efraim apontou gargalos na cobertura policial e na valorização profissional. Ele ressaltou que 73 municípios paraibanos ainda não possuem Delegacias da Mulher e criticou o fato de que essas unidades especializadas não funcionam 24 horas para o registro de ocorrências. Ele também denunciou que a Paraíba paga o segundo pior salário para as polícias Civil e Militar, defendendo o escalonamento vertical para reestruturar a carreira.
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