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Áudio mostra denúncia contra o pastor José Carlos de Lima e divide igreja na Paraíba.

Uma grave denúncia contra o pastor José Carlos de Lima, presidente da Assembleia de Deus da Paraíba, está rendendo duras criticas no estado ao carismático líder religioso, famoso por suas pregações e falas conservadoras que se espalham pela internet.

Um áudio foi encaminhado a um assessor do pastor, gravado por uma mulher que se identifica como Roseli dos Santos Silva, filha do pastor Fernando da Silva que, durante cinquenta anos, dedicou a sua vida à Igreja Assembleia de Deus no estado, desbravando o campo, abrindo diversas congregações e se tornando um herói da fé.

Conhecido como “Príncipe”, o pastor Fernando foi amigo pessoal do pastor José Carlos de Lima durante várias décadas e o ajudou a fazer a igreja prosperar no estado.

Pai de 11 filhos, o pastor Fernando criou a família na igreja e teve uma vida profundamente entregue ao ministério, abrindo mão de todos os seus negócios seculares e vivendo exclusivamente para a obra.

De acordo com o áudio que circula em grupos de WhatsApp ligados à igreja no estado, Roseli diz que seu pai faleceu há dois anos, deixando, além da esposa viúva, um filho de quarenta anos que sofre de esquizofrenia.

No entanto, a família acusa o pastor José Carlos de ter abandonado a viúva do pastor Fernando. A igreja paga, mensalmente, o valor de R$ 1.212 reais e, ainda assim, o pagamento costuma atrasar.

Com mais de 80 anos e uma saúde extremamente comprometida, além de ter que comprar medicamentos para o filho especial, a esposa do saudoso pastor Fernando não passa dificuldades apenas porque os filhos não permitem.

Diante desse cenário, Roseli avisa no áudio que a família vai ajuizar uma ação contra a Igreja Assembleia de Deus, para que a sua mãe possa ser assistida com dignidade pela instituição, uma vez que o seu pai se doou durante meio século para ajudá-la a se tornar a potência que é hoje.

O áudio caiu como uma bomba, especialmente entre os parentes de pastores e obreiros, que temem passar pela mesma dificuldade, caso o genitor venha a falecer.

“Respeitem a história de 50 anos do nosso pai. Queremos apenas os direitos de quem trabalhou 50 anos e hoje vive de migalhas fornecidas pela Assembleia de Deus na Paraíba. Nossa mãe precisa ser respeitada e honrada. NINGUÉM VAI ROUBAR MAIS o que é DIREITO DELA!“, disse a filha.

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