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Polícia Civil investiga encontro entre prefeito de Jacaraú e secretários presos por suspeita de envolvimento na morte de vereador 

Polícia Civil investiga encontro entre prefeito de Jacaraú e secretários presos por suspeita de envolvimento na morte de vereador 

A Polícia Civil da Paraíba investiga um encontro entre o prefeito de Jacaraú, Márcio Aurélio, e dois secretários municipais que foram presos por suspeita de envolvimento no assassinato do vereador Peron Filho, ocorrido em 15 de setembro. O encontro, segundo os investigadores, teria acontecido cerca de 20 dias após o crime, e passou a ser considerado um ponto relevante para a apuração da possível participação de agentes públicos na autoria intelectual do homicídio.

Os secretários Jeferson Carvalho da Silva, responsável pela pasta de Transportes, e Antônio Fernandes Alves Bezerra, que ocupava a Secretaria de Administração, foram detidos durante uma operação realizada pela Polícia Civil em conjunto com o Ministério Público. Ambos são apontados como suspeitos de planejar o assassinato, motivado por denúncias que o vereador vinha fazendo sobre supostas irregularidades na gestão municipal.

De acordo com o delegado Sylvio Rabello, há diligências em andamento para esclarecer o objetivo do encontro entre o prefeito e os investigados. A Polícia busca identificar se a reunião teve relação com o crime ou com tentativas de alinhamento entre os suspeitos após a morte do parlamentar. Informações sobre local, duração e conteúdo da conversa permanecem sob sigilo para não prejudicar a investigação.

A morte de Peron Filho, que vinha denunciando problemas em contratos, uso de verbas públicas e questões envolvendo a frota do município, provocou forte repercussão na região. Após as prisões, os dois secretários foram exonerados, mas a Polícia segue analisando documentos, registros telefônicos e possíveis testemunhas para verificar se outras autoridades podem ter participado ou se beneficiado do crime.

Enquanto a investigação avança, o clima político em Jacaraú permanece tenso. A Polícia Civil não descarta novas fases da operação, e o prefeito poderá ser chamado a depor novamente, caso os indícios apontem necessidade de esclarecimentos adicionais.

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