Governador do Rio de Janeiro amenizou o tom das críticas feitas ao governo federal
O governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL), amenizou o tom das críticas feitas ao governo federal nesta terça-feira (28) e afirmou que foi mal interpretado ao dizer que o estado estava “sozinho” na megaoperação nos complexos do Alemão e da Penha, que deixou mais de 60 mortos. “Houve uma leitura errada da minha fala”, disse Castro. “Eu não pedi ajuda. A pergunta do repórter foi se o governo federal estava participando da operação, eu falei que não e perguntaram por quê. Nas últimas três ocasiões, pedimos blindados e a resposta foi que só poderiam ser cedidos com GLO. Como o presidente é contra [a GLO, não adiantava pedir de novo”, falou. As críticas de Castro geraram reação em Brasília. O Ministério da Justiça afirmou que não recebeu nenhum pedido relacionado à operação desta terça-feira e que mantém atuação no estado desde outubro de 2023, por meio da Operação Nacional de Segurança Pública. Na entrevista, Castro explicou que não houve comunicação prévia sobre a operação desta terça porque, segundo ele, já havia a expectativa de negativa por parte do governo federal. “O que a gente considera que é o que a gente precisa deles para a operação seria a questão dos blindados. Essa era a necessidade que nós já sabíamos, pelas outras três experiências, que não contaríamos com ajuda”, afirmou.
Receba nossas notícias por email