A PGR (Procuradoria-Geral da República) decidiu manter as negociações da delação de Vorcaro, dono do Banco Master, mesmo após a PF (Polícia Federal) rejeitar a proposta inicial apresentada pela defesa.
A decisão foi tomada, em Brasília, após a PF considerar insuficientes os relatos entregues pelos advogados do empresário. Agora, a estratégia da defesa é reformular o acordo com a equipe do procurador-geral da República, Paulo Gonet, numa tentativa de evitar o fracasso definitivo da colaboração.
A PGR (Procuradoria-Geral da República) decidiu manter as negociações da delação de Vorcaro, dono do Banco Master, mesmo após a PF (Polícia Federal) rejeitar a proposta inicial apresentada pela defesa.
A decisão foi tomada, em Brasília, após a PF considerar insuficientes os relatos entregues pelos advogados do empresário. Agora, a estratégia da defesa é reformular o acordo com a equipe do procurador-geral da República, Paulo Gonet, numa tentativa de evitar o fracasso definitivo da colaboração.
PGR mantém negociação mesmo após saída da PF
Segundo o Estadão, a avaliação dentro da PGR é que a proposta apresentada por Vorcaro contém “lacunas significativas”, mas também traz pontos considerados relevantes para o avanço das investigações. Por isso, o órgão decidiu não encerrar as tratativas e abriu espaço para que a defesa complemente os relatos.
Com a decisão, a Polícia Federal deixou a mesa de negociação da delação de Vorcaro. A partir de agora, as conversas ficarão concentradas apenas entre a defesa do banqueiro e integrantes da Procuradoria-Geral da República.
Pela legislação brasileira, um acordo de colaboração premiada pode ser firmado apenas com a PGR, sem participação da PF. O desafio da defesa será convencer Paulo Gonet de que há elementos suficientes para validar a negociação.
PF rejeitou delação de Vorcaro por falta de novidades
Investigadores da Polícia Federal entenderam que a colaboração inicial apresentada por Vorcaro não trouxe informações inéditas em relação ao que já vinha sendo apurado pela corporação.
A avaliação dos policiais é que os relatos não avançavam além do material extraído do primeiro celular apreendido com o banqueiro durante as investigações. Diante disso, a PF decidiu interromper as conversas e rejeitar o modelo inicial de delação de Vorcaro.
A proposta havia sido entregue no começo deste mês, após cerca de 45 dias de trabalho da equipe jurídica do empresário.
Defesa tenta evitar colapso do acordo
Daniel Vorcaro está preso desde março por determinação do ministro do STF (Supremo Tribunal Federal), André Mendonça, no âmbito de investigações que apuram crimes financeiros e irregularidades ligadas aos seus negócios.
Dentro da PGR, existe a preocupação de que um rompimento precoce das negociações possa passar a impressão de má-fé na condução do acordo, segundo o Estadão. Por isso, integrantes da Procuradoria avaliam que ainda há margem para tentar salvar a colaboração, desde que os advogados apresentem novos elementos considerados relevantes.
A aposta da defesa agora é concentrar esforços em uma nova versão da proposta, com informações mais robustas e capazes de garantir o aval da Procuradoria.
André Mendonça vira novo obstáculo para Vorcaro
Mesmo que a PGR aceite o novo acordo, a delação de Vorcaro ainda dependerá da homologação do ministro André Mendonça para produzir efeitos jurídicos e gerar benefícios ao banqueiro.
O magistrado já avisou aos advogados de Vorcaro que não homologará uma colaboração com omissões ou pontos considerados frágeis. O posicionamento aumentou a tensão entre o gabinete do ministro e a defesa do empresário.
O advogado José Luís Oliveira Lima chegou a afirmar que recorreria ao colegiado do STF caso Mendonça rejeitasse o acordo individualmente, numa tentativa de levar a homologação para análise da Turma da Corte.
Após o episódio, o clima entre as partes piorou. Ainda conforme o Estadão, integrantes do STF relatam que André Mendonça decidiu não receber mais pessoalmente os advogados de Vorcaro, ampliando a pressão sobre a estratégia da defesa para tentar viabilizar a delação premiada.
Fonte: ND Mais/Carolina Sott