Bombeiros do RN realizam resgates de animais no interior do Rio Grande do Norte

O Corpo de Bombeiros Militar do Rio Grande do Norte (CBMRN) atendeu, neste fim de semana, a diversas ocorrências de resgate e captura de animais no Estado. Entre os atendimentos registrados, dois ocorreram no município de Itajá – no Vale do Açu – e foram concluídos com êxito pelas equipes de serviço. Em uma das ocorrências, os bombeiros foram acionados para realizar o resgate de um cavalo que havia caído em uma vala com água. O animal encontrava-se bastante assustado, exigindo cautela e técnica por parte da guarnição. Utilizando procedimentos adequados de salvamento animal, a equipe conseguiu realizar a retirada com segurança, preservando a integridade do cavalo. Em outro atendimento, os militares foram chamados para a captura de uma jiboia que surgiu nas dependências de uma fábrica de cerâmica. A serpente foi capturada de forma segura e, após a avaliação, devidamente devolvida ao seu habitat natural, sem risco à população ou ao animal. Tribuna do Norte

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Cidade do interior registra 80 mm e lidera volume de chuvas no RN em 24 horas

A cidade de Paraná, no Oeste potiguar, foi o município que mais registrou chuva no Rio Grande do Norte no período entre as 7h do domingo (8) e as 7h desta segunda-feira (9), com 80 mm. Os dados são do boletim pluviométrico divulgado pela Empresa de Pesquisa Agropecuária do Rio Grande do Norte (Emparn). O volume elevado foi acompanhado por acumulados expressivos em outras cidades da região, como Major Sales (66 mm), Taboleiro Grande (56,4 mm) e Rafael Fernandes (54 mm). Na região Oeste, além dos maiores acumulados do período, as chuvas foram bem distribuídas e alcançaram outros municípios. José da Penha teve registros de até 51,4 mm, Marcelino Vieira marcou 44,8 mm e Antônio Martins chegou a 43,8 mm. Em Mossoró, o volume foi mais modesto, variando entre 5,8 mm e 6,4 mm. No Leste, o maior acumulado foi registrado em Parnamirim, com 73,3 mm, medidos na Base Física da Emparn. Na região, também foi contabilizado chuva em Taipu (29 mm), Montanhas (16,5 mm) e Pureza (12,4 mm). Em Natal, o registro foi de apenas 2,3 mm. Já na região Central, o destaque foi o município de São João do Sabugi, que chegou a 47 mm, seguido por Caiçara do Norte (28,2 mm), Angicos (27,2 mm) e Pedro Avelino (24,9 mm). Outras cidades como São Vicente, Fernando Pedroza e Currais Novos, registraram volumes entre 9,6 mm e 3,7 mm. No Agreste, as chuvas foram mais irregulares. Bento Fernandes liderou os registros com 21 mm, seguido por Bom Jesus (19,2 mm) e São Paulo do Potengi (17 mm). Em parte da região, os acumulados ficaram abaixo de 10 mm, com registros pontuais em municípios como Lagoa de Pedras e Santo Antônio. Tribuna do Norte

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Pix bate recorde e movimenta R$ 35,3 trilhões em 2025; 79,8 bilhões de transações foram realizadas

O Pix atingiu um novo recorde em 2025, ao movimentar R$ 35,36 trilhões, segundo dados do Banco Central. Ao longo do ano, foram realizadas 79,8 bilhões de transações, o maior volume desde a criação do sistema. Em relação a 2024, o crescimento foi expressivo: o valor movimentado subiu 33,6%, frente aos R$ 26,24 trilhões do ano anterior, enquanto o número de operações avançou de 63,5 bilhões para quase 80 bilhões. Diante do aumento do uso, o Banco Central também adotou novas regras para reforçar a devolução de valores em casos de fraude ou falhas operacionais, ampliando os mecanismos de rastreamento, já que criminosos costumam transferir rapidamente os recursos entre contas. Novidades previstas para 2026 Entre as próximas funcionalidades do Pix estão: Funcionalidades em estudo Para os próximos anos, o BC avalia a ampliação do Pix internacional, o Pix como garantia de crédito para autônomos e empresas, o Pix por aproximação offline e o Pix parcelado, voltado a pessoas sem cartão de crédito. O Banco Central afirma que o foco é ampliar a eficiência, a segurança e a inclusão financeira do sistema. BG

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Carga com 245 kg de pasta base de cocaína com destino ao RN é aprendida no Maranhão

Uma ação integrada entre a Polícia Civil do Rio Grande do Norte (PCRN), a Polícia Rodoviária Federal (PRF) e a Receita Federal resultou na apreensão de quase 250 quilos de pasta base de cocaína na manhã desta sexta-feira (6), no município de Balsas, no sul do Maranhão. Segundo a PCRN, a droga tinha como destino o Rio Grande do Norte. De acordo com as informações divulgadas, foram apreendidos aproximadamente 245,9 quilos da substância, encontrados durante uma fiscalização de rotina na BR-230. A abordagem ocorreu após análise de risco e compartilhamento de informações entre os órgãos envolvidos na operação. Durante a fiscalização, um veículo de carga foi parado e, diante de inconsistências nas informações prestadas pelo motorista, as equipes realizaram uma vistoria detalhada no semirreboque. No compartimento de carga, sob o assoalho, foram localizados seis fardos contendo 240 tabletes da substância entorpecente. O motorista foi preso em flagrante e encaminhado à Delegacia de Polícia Civil, junto com a droga apreendida e o veículo, para a adoção dos procedimentos legais cabíveis. A Polícia Civil do Rio Grande do Norte informou que a apreensão foi resultado de trabalho prévio de investigação e monitoramento, que permitiu identificar a rota do entorpecente e interceptar a carga antes que chegasse ao estado. A corporação destacou a importância da integração entre as forças de segurança no enfrentamento ao tráfico de drogas interestadual. A PCRN também reforçou que denúncias anônimas podem ser feitas por meio do Disque Denúncia 181. Tribuna do Norte

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Número de mortes violentas cresce 16,5% no Rio Grande do Norte em 2025

O Rio Grande do Norte registrou 874 mortes violentas em 2025, número que cresceu 16,53% em relação a 2024, quando houve 750 crimes. O aumento ocorreu após quatro quedas sucessivas, em cinco anos, no número de vítimas de morte violenta letal e intencional no estado. Os dados são do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP). Ainda assim, esse foi o segundo menor número de crimes violentos desde 2011 e caiu 62,6% em comparação ao ano mais violento da série histórica, 2017, quando houve 2.272 crimes. Dados do MJSP consolidados pela Secretaria de Estado da Segurança Pública e da Defesa Social (Sesed-RN) apontam que o total de crimes de homicídio doloso, feminicídio, latrocínio (roubo seguido de morte) e lesão corporal seguida de morte caiu entre 2020 e 2024. Entre 2020 e 2024, o indicador sofreu quatro quedas anuais consecutivas, saindo de 1.356 para 750, uma redução de 44,7%. O movimento de baixa intensificou-se no final do período, com 2024 apresentando a queda mais acentuada (- 21,1% frente a 2023, caindo de 950 para 750). A sequência negativa foi rompida em 2025. Para o presidente da Comissão de Segurança Pública e Política Carcerária da OAB/RN, Paulo Pinheiro, o aumento registrado nos dois últimos anos não foi tão significativo quanto a redução de crimes violentos letais e intencionais que vem sendo observada por meio de dados estatísticos. “Não acho que fuja dos parâmetros do decréscimo desses crimes ao longo dos anos. No decorrer dos anos, o crime vai passando por mutações. Esse tipo de crime é feito de maneira mais organizada, e tem o aumento também das organizações criminosas. Isso acaba refletindo, mas entendo que é uma porcentagem mínima à vista do decréscimo [observado] ao longo dos anos”, avalia. Segundo ele, a segurança pública potiguar recebeu diversos investimentos nos últimos anos, o que coíbe a prática de crimes violentos. “Tem sido feito um investimento na segurança pública, nas polícias, na infraestrutura do sistema prisional e na abertura de concursos”, aponta o secretário da Comissão Especial de Segurança Pública do Conselho Federal da OAB. Entre 2024 e 2025, cresceu o número de vítimas de feminicídio no RN, de 19 para 21 (10,52%), e homicídio doloso, de 636 para 827 (30,03%). Por outro lado, caiu o número de vítimas de latrocínio, de 23 para 15 (-34,78%), e lesão corporal seguida de morte, de 72 para 11 (-84,72%). Segundo o painel Divulgação de Indicadores de Violência e Criminalidade no RN, as ocorrências mais frequentes registradas na Polícia Civil do RN em 2025 foram estelionato (24.897), furto (21.604), ameaça (14.758), roubo (9.040) e injúria (6.419). Já a Polícia Militar do RN registrou 6.900 casos de perturbação do sossego alheio, 6.673 pedidos de policiamento, 3.727 ocorrências de violência doméstica e familiar, 2.537 ameaças e 2.332 roubos. A tendência de queda observada entre 2017 – o pico de casos no estado – e 2025 se repetiu nas duas maiores cidades potiguares. A capital, Natal, apresentou uma redução de 73,9% em relação ao seu pior ano (2013, com 579 homicídios), registrando 151 mortes em 2025. Já Mossoró alcançou a maior redução de sua série histórica iniciada em 2011, com 79 mortes violentas em 2025, um declínio de 66,8% se comparado ao pico de violência registrado no município em 2017 – ano que registrou 258 crimes. Segurança não pode ser lida só por números, diz pesquisador Francisco Augusto Cruz, especialista em segurança pública e sistema prisional, aponta que a segurança pública no RN apresentou em 2025 um cenário “de estabilização e melhora gradual quando analisado em perspectiva histórica”. O pesquisador alerta que é necessária uma análise sociológica do tema, para não reduzi-lo a números. “A violência é um reflexo de desigualdades sociais, transformações urbanas, mercado ilegal e fragilidades na proteção social. O RN ainda convive com desafios importantes, especialmente nas periferias urbanas e em territórios com menor presença de políticas públicas estruturantes”, diz. Para ele, o fato de em 2025 o estado ter o segundo menor número de crimes violentos da série iniciada em 2011 indica que houve mudanças no padrão da violência. “Houve fortalecimento da capacidade estatal de regulação do conflito violento, seja por meio da atuação policial, seja por reorganizações internas do próprio crime”, observa. “Esse dado não significa que o problema esteja resolvido. Séries históricas mostram que a violência no Brasil costuma operar em ciclos. Portanto, o resultado deve ser interpretado como um avanço importante, mas que exige manutenção de políticas consistentes para evitar retrocessos”, avalia Cruz. Tribuna do NorteFernando AzevêdoRepórter

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Banca é homologada para concurso público unificado do RN com 175 vagas

O concurso público unificado do Governo do Rio Grande do Norte deu mais um passo decisivo. A banca organizadora do certame foi homologada no Diário Oficial do Estado desta sexta-feira (6), confirmando o Instituto Avalia de Inovação em Avaliação e Seleção como responsável pela organização do concurso que ofertará 175 vagas, além de cadastro de reserva, para o Detran/RN, Ipern e Ceasa. A contratação foi formalizada por meio de extrato de contrato publicado pela Secretaria de Estado da Administração (Sead), com vigência de 36 meses. O valor do contrato é de R$ 3.315.100,00, e contempla todas as etapas do certame, incluindo elaboração, diagramação e impressão das provas, logística, aplicação, análise de recursos e processamento dos resultados. O concurso foi autorizado por meio de portaria publicada em novembro de 2025 e adotou o modelo unificado para a contratação da banca, reunindo três órgãos estaduais em um único certame, com base no princípio da economicidade. Segundo a Sead, com a banca definida, o edital deve ser publicado “nos próximos dias”. A governadora Fátima Bezerra comentou o avanço do processo e destacou a importância do concurso para o fortalecimento do serviço público estadual. “O Diário Oficial, desta sexta-feira(5), traz a homologação da banca Avalia que realizará nosso primeiro concurso público unificado, assim como tem sido feito no Governo Federal. Serão oferecidas 175 vagas para o Detran, Ipern e Ceasa, que se somarão aos mais de 15 mil servidores nomeados durante nossa gestão”, disse a gestora. Vagas e cargos Detran/RN – 80 vagas Ipern – 90 vagas Ceasa/RN – 5 vagas Tribuna do Norte

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Cidades do Nordeste dominam ranking das mais quentes do Brasil; Patos é a 3ª mais quente

Sol quente e muito calor. Você já sentiu aquele calor de “derreter”? Em algumas cidades do Brasil, o termômetro está batendo recordes e mostrando que o sol do Nordeste está especialmente forte neste começo de ano. E quando o assunto é alta temperatura, o Nordeste domina o ranking das mais quentes do país. E a semana começou quente no Nordeste, com os termômetros batendo recorde, segundo informações do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet). As cinco maiores temperaturas do Brasil foram registradas na região. A cidade de Caicó, no Rio Grande do Norte, dominou o topo do calor, com dois registros diferentes de um mesmo dia para lá de ensolarado. E um deles chegou a 40,2°C. Em terceiro lugar vem a cidade de Patos, no Sertão da Paraíba, com 39°C. A pequena cidade de Curaçá, na Bahia, registrou a quarta temperatura mais quente, com 38,6°C. Na cidade sertaneja paraibana, conhecida como a morada do sol, a temperatura tem girado entre os 37ºC e 38, graus centígrados nesses dois primeiros meses do ano. No começo do ano, Patos atingiu 38,2 graus celsius e ficou em 5º entre as cidades mais quentes do País. Depois a cidade sertaneja atingiu 39,3º e ficou em 2º no País, o que se repetiu um dia depois, com os termômetros batendo na casa dos 39,1ºC. O mês de fevereiro também tem registrado temperaturas muito elevadas na região de Patos. Os termômetros na cidade indicam temperatura, em determinados locais, que superam os 40º. Tribuna 10 com PB Agora

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RN: Banco é condenado após fraude de R$ 38 mil em financiamento de veículo

A 17ª Vara Cível de Natal condenou uma instituição financeira por falhas na liberação de um financiamento fraudulento no valor de R$ 38 mil, utilizado em um golpe envolvendo a venda de um veículo na capital potiguar. A sentença foi proferida pela juíza Divone Maria Pinheiro. Conforme consta no processo, o proprietário do automóvel negociou a venda do carro por R$ 28 mil com um homem que afirmou ter financiado parte do valor por meio do banco. O vendedor recebeu R$ 22 mil via PIX, ficando o restante condicionado à liberação do financiamento. Após a confirmação inicial da operação, o veículo foi entregue. Posteriormente, o vendedor descobriu que o financiamento de R$ 38 mil havia sido contratado em nome de uma mulher que negou qualquer participação na negociação ou conhecimento do veículo. A investigação judicial também apontou que a assinatura constante no documento de transferência era falsa. Outro elemento considerado relevante foi o fato de o pagamento via PIX ter sido realizado por uma terceira pessoa, que se apresentou como vistoriador da instituição financeira e teria participado da inspeção do veículo em um shopping da cidade. Além disso, o banco repassou R$ 27 mil do financiamento a uma loja com a qual o vendedor não possuía vínculo comercial. Em razão da fraude, o automóvel permaneceu registrado em nome do vendedor, que passou a arcar com multas de trânsito e pontuação em sua Carteira Nacional de Habilitação (CNH) provisória, enquanto o veículo circulava sob posse de terceiros. Em sua defesa, o banco alegou que realizou a conferência da documentação apresentada pela suposta compradora e sustentou que o vendedor agiu de forma imprudente ao entregar o veículo antes de receber o valor integral. A instituição também afirmou que o repasse dos valores à loja fazia parte do procedimento padrão de financiamento. Ao analisar o caso, a magistrada entendeu que houve falha na prestação do serviço bancário, destacando a ausência de comprovação de verificação adequada da autenticidade dos documentos utilizados. A juíza ressaltou que as instituições financeiras respondem objetivamente por fraudes ocorridas no âmbito de suas operações, conforme o artigo 14 do Código de Defesa do Consumidor e a Súmula 479 do Superior Tribunal de Justiça (STJ). A Justiça reconheceu a existência de danos materiais e morais e condenou o banco ao pagamento de R$ 6 mil por danos materiais e R$ 3 mil por danos morais, além de determinar a regularização da situação do veículo, incluindo a quitação de débitos gerados após a fraude e a efetivação da transferência e baixa da propriedade. Tribuna do Norte

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Alta no preço do café reduz consumo em todo o país e muda hábitos no RN

O consumo de café no Brasil registrou queda de -2,31% entre novembro de 2024 e outubro de 2025 em comparação com o mesmo período anterior, de acordo com dados da Associação Brasileira da Indústria de Café (Abic) divulgados na semana passada. No Nordeste, a queda foi de -1,72%. A razão para a redução está no alto preço do produto, que registrou aumento de 5,8% entre janeiro e dezembro de 2025. Os efeitos da redução no consumo da bebida também são sentidos no Rio Grande do Norte, de acordo com a Associação dos Supermercados do Rio Grande do Norte (Assurn) e consumidores ouvidos pela reportagem da TRIBUNA DO NORTE. Mikelyson Góis, presidente da Assurn, afirma que não há dados locais disponíveis, mas aponta uma mudança no comportamento do consumidor. “Nos últimos dois anos o preço do café teve um aumento muito grande, embora nos últimos seis meses tenha havido uma pequena redução e depois uma estabilização. Nesse contexto, com o café moído muito caro, houve uma migração para o solúvel, que passou a contar com um consumo maior”, explicou Mikelyson Góis. Heraldo Paiva Júnior, proprietário de um supermercado no bairro de Nova Descoberta, na zona Sul de Natal, estima uma redução de cerca de 8% na compra do produto na loja nos últimos seis meses. “A bebida teve um aumento exponencial em meados do ano passado, saindo de cerca de R$ 10 para algo em torno de R$ 18, em média. Hoje, o preço médio é de R$ 16, mas ainda assim a gente observa essa queda na casa dos 7% ou 8%, que eu considero pequena, mas ela existe”, aponta Paiva. A faxineira Elizângela dos Santos conta que trocou o café em pó pelo solúvel desde o ano passado, diante da disparada dos preços. “Se voltar a ser como antes, quando custava R$ 9, eu volto a comprar café em pó, mas por enquanto não dá”, diz. Já a cozinheira Raimunda Maria não abre mão do café tradicional. “Não posso ficar sem. Acho até que aumentei o consumo. Pode ser o preço que for, eu compro. Café é sagrado”, contou, rindo. Conforme os dados da Associação Brasileira da Indústria de Café (Abic), no período contabilizado até outubro passado o consumo no país foi de 21,4 milhões de sacas de 60 quilos, contra 21,9 milhões em igual recorte anterior (novembro de 2023 a outubro de 2024). No Nordeste, o consumo ficou em 5,7 milhões de sacas de novembro de 2024 a outubro do ano passado; no período anterior, foram 5,8 milhões de sacas. De acordo com a Abic, o total consumido em todo o Brasil no último recorte analisado representa 37,9% da safra de 2025, que foi de 56,54 milhões de sacas, segundo a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). Já a quantidade consumida no Nordeste equivale a 10% da safra total. A Abic informou que o recorde de consumo interno do produto ocorreu em 2017, quando o número atingiu 22 milhões de sacas. Preços devem seguir em alta O economista Helder Cavalcanti avalia que a retração no consumo interno da bebida deve se manter em todo o país, uma vez que os preços irão seguir altos. “A Abic prevê uma alta de até 15% no preço do café nos próximos meses, impulsionada pela inflação de 60,85% nos últimos 12 meses e pela queda na produção devido a adversidades climáticas. Essa elevação deverá ocorrer, principalmente, por conta da oferta restrita e demanda crescente. Então, é provável que a tendência de redução de consumo no Brasil permaneça. No entanto, é importante registrar que o consumo mundial de café continua crescendo, especialmente na China e em outros países asiáticos, o que pode ajudar a manter os preços elevados”, analisa Cavalcanti. O economista afirma que mitigar o impacto da alta do preço do café no consumo é um desafio, mas algumas ações podem amenizar os efeitos. “É importante diversificar produtos, com oferta de opções de café mais acessíveis, como blends, com outras bebidas ou produtos de menor valor agregado. Também é possível incentivar o consumo consciente para aumentar a percepção de valor do café e reduzir o desperdício, além de ajustar a produção para reduzir custos e manter preços competitivos. O apoio governamental, com políticas para ajudar os produtores e incentivar a produção sustentável também é uma medida necessária”, detalha Helder Cavalcanti. Faturamento cresce A queda no consumo interno do café não significou perdas para a indústria, cujo faturamento cresceu 25,6% em 2025, somando R$ 46,24 bilhões. Segundo a Abic, esse crescimento no faturamento foi resultado principalmente do aumento do preço nas gôndolas. Ainda de acordo com a Abic, os valores dos cafés tradicionais e extraforte aumentaram 5,8% no ano passado. O preço médio dos cafés especiais sofreu alta de 4,3%. O aumento também foi percebido na categoria de café gourmet, que teve variação de 20,1% em 2025. Nos últimos cinco anos, a matéria-prima aumentou 201% na espécie conilon e 212% na arábica. No varejo, o café aumentou 116%. No último ano, a variação de preço ao consumidor do café torrado e moído foi de 5,8%. O Brasil continua sendo o maior consumidor dos cafés nacionais. Em 2023, o mercado interno foi responsável por 39,4% do consumo da produção total, enquanto que em 2024 o índice foi de 40,4% e, em 2025, de 37,9%. Tribuna do Norte

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Idosa morre após ser atingida por coice de animal no interior do RN

Uma idosa de 72 anos morreu após ser atingida por um coice de um jumento em Itajá, no Vale do Açu, no interior do Rio Grande do Norte. O fato ocorreu no último sábado (31). A idosa foi identifcada como Maria do Socorro da Cunha. Depois de ser atingida, a vítima foi para a UPA do Alto São Francisco, em Assú. A equipe médica realizou procedimentos de emergência, mas não conseguiu salvá-la. Ainda não sabe mais detalhes sobre como foi o acidente. A confirmação da Polícia Militar foi que a fatalidade ocorreu na zona rural do município de Itajá. Tribuna do Norte

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