Total de empresas inadimplentes cresce 1,5 milhão em um ano no Brasil, aponta Serasa

A inadimplência empresarial voltou a crescer em abril e atingiu o maior nível da série histórica da Serasa Experian. Pela primeira vez, o país chegou a 9 milhões de CNPJs negativados, segundo o indicador. Em 12 meses, o contingente nessa situação avançou em 1,5 milhão, ao passar de 7,5 milhões em abril de 2025 para o patamar atual. No mesmo período, o total de dívidas negativadas também bateu recorde: foram 63,7 milhões de débitos em atraso, que somam R$ 220,9 bilhões. Em média, cada empresa inadimplente tinha 7,1 contas negativadas. A dívida média por CNPJ ficou em R$ 24.665,91, com tíquete médio de R$ 3.468,99 por dívida. Segundo a economista-chefe da Serasa Experian, Camila Abdelmalack, o resultado mostra que o ambiente de crédito segue restritivo para as empresas brasileiras. “O dado de inadimplência vem sinalizando uma tendência de manutenção em um patamar bastante elevado e com potencial de quebrar novos recordes ao longo de 2026. O ambiente de juros ainda muito altos, aliado à desaceleração da atividade econômica, pressiona o faturamento das empresas e reduz a capacidade de recomposição de caixa”, afirma. Camila avalia que, mesmo com o início do ciclo de cortes da taxa de juros, o custo do crédito ainda não caiu o suficiente para aliviar de forma mais consistente a situação das companhias. “Existe hoje um quadro bastante apertado para as companhias. Mesmo com o início do ciclo de cortes da taxa de juros, o nível ainda segue elevado e insuficiente para promover uma reversão mais consistente das condições de crédito”, diz. O Indicador Serasa Experian de Inadimplência das Empresas mede o número de empresas brasileiras em situação de inadimplência. Uma empresa é considerada inadimplente quando tem ao menos um compromisso financeiro vencido e cujo não pagamento foi formalmente comunicado pelo credor. A apuração considera as notificações registradas até o último dia do mês de referência. Serviços é o principal setor O setor de serviços concentrou a maior parte das empresas inadimplentes em abril, com 55,6% do total. Em seguida aparecem comércio, com 32,4%; indústria, com 8,1%; e o setor primário, com 0,9%. Na origem das dívidas, o maior peso também ficou com o segmento de serviços, responsável por 31,7% dos débitos negativados. Depois aparecem bancos e cartões (19,4%), cooperativas (8,6%), utilities — como contas de serviços essenciais — (7%) e telefonia (5,7%). Para a economista da Serasa Experian, a composição das dívidas indica que parte relevante da inadimplência está ligada à necessidade de manter o capital de giro e as operações das empresas. — Em um ambiente de crédito restritivo e juros elevados, as companhias acabam recorrendo mais ao crédito comercial e a diferentes instrumentos de financiamento, mas enfrentam maior dificuldade para administrar esse passivo diante do acúmulo de pendências — explica Camila. Sudeste lidera Na análise regional, o Sudeste concentrou o maior volume de empresas inadimplentes em abril. O destaque foi São Paulo, com 3.076.064 CNPJs negativados. Em seguida aparecem Minas Gerais, com 881.652, e Rio de Janeiro, com 864.722. Também figuram entre os estados com maior número de empresas inadimplentes o Paraná, com 588.935, e o Rio Grande do Sul, com 518.195. Segundo a Serasa Experian, a concentração acompanha o peso econômico e a maior densidade empresarial dessas regiões. Micro e pequenas empresas são as mais afetadas As micro e pequenas empresas seguem como a maioria entre os negócios inadimplentes. Em abril, esse grupo somava 8,5 milhões de CNPJs negativados, também o maior número da série histórica do indicador. Ao todo, as micro e pequenas empresas concentravam 57,6 milhões de dívidas, que somavam R$ 191,8 bilhões. Em média, cada uma acumulava 6,8 contas negativadas, com dívida média de R$ 22.503,39 e tíquete médio de R$ 3.328,73. — As micro e pequenas empresas continuam sendo as mais vulneráveis a um ambiente de crédito restritivo, porque dependem mais de linhas de curto prazo e possuem menor capacidade de negociação — afirma Camila. Segundo ela, juros elevados e maior seletividade na concessão de crédito dificultam a recomposição do capital de giro e a administração do fluxo de caixa, o que ajuda a manter a inadimplência em patamar elevado. InfoMoney/Agência O Globo

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Laboratório da UFRN registra 19 tremores de terra no Nordeste durante o mês de maio

O Laboratório Sismológico da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (LabSis/UFRN) registrou 19 eventos sísmicos classificados para divulgação no Nordeste durante o mês de maio de 2026. Os dados constam no boletim mensal divulgado pelo laboratório, que monitora a atividade sísmica na região por meio da rede RSISNE, operada pela UFRN. De acordo com o levantamento, os tremores foram registrados em sete estados nordestinos: Bahia, Sergipe, Rio Grande do Norte, Pernambuco, Ceará, Alagoas e Paraíba. A Bahia concentrou o maior número de ocorrências, com seis registros, seguida por Sergipe, com cinco. O Rio Grande do Norte teve três eventos sísmicos no período. No RN, os tremores foram registrados em Currais Novos, Jardim de Piranhas e Lajes. O primeiro ocorreu no dia 1º de maio, em Currais Novos, com magnitude preliminar de 1.7 mR. Em Jardim de Piranhas, o evento foi registrado no dia 24 de maio, com magnitude de 1.9 mR. Já em Lajes, o tremor ocorreu no dia 27 de maio, também com magnitude de 1.9 mR. O maior evento sísmico do mês ocorreu em Casa Nova, na Bahia, no dia 17 de maio, com magnitude preliminar de 2.7 mR. Também houve registros em municípios como Lagoa do Ouro e São Caitano, em Pernambuco; Icapuí, no Ceará; Mutuípe e Jacobina, na Bahia; Itabi e Canhoba, em Sergipe; Traipú, em Alagoas; e Brejo dos Santos, na Paraíba. Segundo o LabSis/UFRN, a lista reúne os principais sismos registrados pela rede no Nordeste. As incertezas epicentrais podem chegar a 10 quilômetros. Os dados do período ainda serão revisados após três meses, com base em informações de estações que não enviam dados em tempo real e dependem de coletas periódicas em campo. O boletim também traz orientações sobre como agir durante um tremor. Entre as recomendações estão proteger a cabeça, buscar abrigo sob uma mesa, manter distância de objetos que possam cair, desligar fontes de fogo quando a agitação parar e acompanhar informações oficiais. Tribuna do Norte

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Justiça do RN condena banco após fraude em empréstimo via Pix contra cliente

O Tribunal de Justiça do Rio Grande do Norte (TJRN) condenou uma instituição financeira a anular cobranças de um empréstimo realizado sem autorização, devolver em dobro os valores descontados e indenizar uma cliente por danos morais após a identificação de fraude envolvendo a modalidade de Pix parcelado. A vítima foi uma mulher de Santo Antônio, que teve a contratação de dois empréstimos no valor de R$ 3.410. Segundo o processo, a mulher foi surpreendida com as contratações em sua conta, sem autorização. Mesmo após tentar contestar as transações junto ao banco, não conseguiu resolver o problema e passou a ter parcelas descontadas automaticamente, acumulando prejuízo de R$ 1.837. Após a negativa da instituição, a cliente recorreu à Justiça pedindo a anulação dos contratos, a devolução em dobro dos valores e indenização por danos morais. Em sua defesa, o banco alegou que os empréstimos foram contratados de forma regular, por meio eletrônico. Ao analisar o caso, a Justiça destacou que, em relações de consumo, cabe à instituição financeira comprovar a regularidade da contratação. A decisão aponta que, embora as transações digitais sejam comuns, é necessária a comprovação da manifestação de vontade do cliente, o que não ocorreu. Ainda conforme a sentença, os documentos apresentados pelo banco, como registros internos, não foram suficientes para comprovar a legalidade das operações. Diante disso, foi reconhecida a fraude e a falha na prestação do serviço. A decisão determinou a anulação das cobranças e a devolução em dobro dos valores descontados, conforme o Código de Defesa do Consumidor. A cliente também deverá ser indenizada em R$ 3 mil por danos morais. A sentença é da Vara Única da Comarca de Santo Antônio, assinada pela juíza Ana Maria Marinho de Brito, que apontou que os descontos afetaram diretamente a renda da autora, justificando a compensação pelos danos sofridos. Tribuna do Norte

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RN registra mais de 81 mil crianças com excesso de peso

O Rio Grande do Norte registrou 81 mil casos de excesso de peso entre crianças de 0 a 9 anos em 2025, de acordo com os dados do Sistema de Vigilância Alimentar e Nutricional (SISVAN), do Ministério da Saúde. O relatório mostra que 39% das crianças avaliadas nessa faixa etária apresentam excesso de peso, ou seja, 39 em cada 100 crianças potiguares convivem cmo algum grau de excesso de peso No Brasil, o Panorama de Obesidade Infantil e Adolescente, elaborado com base em informações do SISVAN, registrou 1,1 milhão de crianças com obesidade e outras 783 mil com obesidade grave. Os dados apontam que 8,94% das crianças de 0 a 9 anos apresentam obesidade, enquanto 5,97% convivem com obesidade grave. Apesar de a maioria das crianças brasileiras avaliadas estar dentro da faixa considerada adequada para a idade, os indicadores também acendem um sinal de alerta. Segundo o SISVAN, 8.230.705 crianças apresentavam peso adequado (eutrofia), o equivalente a 62,8% do total acompanhado. Isso significa que aproximadamente 37% das crianças avaliadas apresentam algum tipo de alteração nutricional relacionada ao excesso de peso. No dia da Conscientização contra a Obesidade Infantil, celebrado nesta quarta-feira (3), a Organização Nacional de Acreditação busca ampliar o debate sobre a prevenção da doença e estimular hábitos mais saudáveis desde os primeiros anos de vida. De acordo com o Atlas Global da Obesidade e dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), o Brasil poderá ocupar, até 2030, a quinta posição entre os países com maior número de crianças e adolescentes obesos. O levantamento aponta ainda que, sem a adoção de medidas efetivas de enfrentamento, as chances de reverter esse cenário são de apenas 2%. Para a pediatra e membro da Organização Nacional de Acreditação (ONA), Mariana Grigoletto, os números demonstram que a obesidade infantil deixou de ser um problema pontual e passou a representar um desafio coletivo. “Os dados revelam que a obesidade infantil deixou de ser uma situação isolada e se tornou um importante desafio para a saúde pública. Além de ter consequências nos primeiros anos de vida, o excesso de peso na infância pode aumentar significativamente o risco de doenças crônicas na adolescência e na vida adulta, o que reforça a importância da prevenção e do acompanhamento precoce”, destaca. Entre as principais consequências do excesso de peso na infância estão o aumento do risco de diabetes tipo 2, hipertensão arterial e doenças cardiovasculares, além de impactos emocionais e psicológicos, como baixa autoestima e maior exposição a situações de bullying. Segundo a especialista, o acompanhamento pediátrico é fundamental para identificar precocemente alterações no crescimento e no peso da criança. “É fundamental que as crianças sejam acompanhadas por um pediatra. Quando identificamos alterações no peso e nos hábitos da criança logo no início, podemos intervir antes que a situação piore. Com as orientações certas, é possível evitar que a obesidade aconteça na vida adulta e diminuir os riscos de doenças relacionadas, tornando uma vida mais saudável ao longo do tempo”, afirma. Além do acompanhamento médico, a prevenção passa pela adoção de hábitos saudáveis no cotidiano. A recomendação inclui priorizar alimentos in natura ou minimamente processados, como frutas, legumes e verduras, reduzir o consumo de ultraprocessados e bebidas açucaradas, estimular a prática regular de atividades físicas e limitar o tempo de exposição às telas. Mudanças no padrão alimentar das crianças ajudam a explicar o avanço do problema. Dados do SISVAN mostram que o consumo de alimentos ultraprocessados e bebidas açucaradas aumenta à medida que as crianças crescem, indicando uma deterioração gradual da qualidade da alimentação durante a infância. “Formar hábitos saudáveis desde cedo é um fator decisivo para evitar o desenvolvimento da obesidade e de outras doenças associadas. Embora a predisposição genética também possa influenciar no desenvolvimento da condição, os hábitos de vida e o ambiente em que a criança está inserida têm papel fundamental na prevenção e no controle da obesidade infantil”, conclui Mariana Grigoletto. Tribuna do Norte

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Entenda riscos de bactéria encontrada em lote de água Crystal contaminada

O lote de Água Mineral Crystal que a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) mandou recolher, nesta quarta-feira (3), após autoridades sanitárias do Distrito Federal detectarem a presença da bactéria “Pseudomonas aeruginosa”. A agência determinou o recolhimento voluntário do lote LZ1 VAL200127 3 P 200126. A bactéria é a mesma presente em produtos da marca Ypê, que teve a venda e o uso proibidos em abril após a agência identificar um risco biológico. São 374,4 mil garrafas de 500 ml que estariam contaminadas. Elas foram distribuídas no Distrito Federal, Goiás, Tocantins e São Paulo. Entenda os riscos da bactéria encontrada na Água Mineral CrystalA bactéria Pseudomonas aeruginosa pode ser encontrada no solo, na água e em ambientes úmidos, como pias, sanitários, piscinas mal tratadas e superfícies, segundo informações do Manual MSD. Em indivíduos saudáveis, ela pode estar presente sem apresentar sintomas. O grupo de maior risco são os portadores de diabetes, fibrose cística, quem tem baixa imunidade ou que utilizam medicamentos imunossupressores. Outro motivo de atenção é que algumas cepas do agente biológico são mais resistentes ao tratamento com antibióticos. As infecções provocadas pela Pseudomonas aeruginosa podem atingir válvulas cardíacas, correntes sanguíneas, ouvidos, pulmões, olhos, ossos, articulações e trato urinário. Quando atinge a corrente sanguínea, pode haver risco de choque infeccioso. Se não tratada corretamente, a infecção pode causar a morte. Em quadros externos leves, os sintomas podem incluir coceira, dor, irritações na pele e secreção. Já os quadros graves podem evoluir pneumonia hospitalar, especialmente em pacientes internados que utilizam respiradores mecânicos. CNN/Maria Paula Giacomelli, colaboração para a CNN Brasil

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PF faz operação contra grupo investigado por tráfico internacional no RN; bloqueios e sequestros somam R$ 65 milhões

A Polícia Federal, com apoio da Receita Federal, deflagrou nesta terça-feira (2) uma operação para desarticular uma organização criminosa transnacional investigada por tráfico internacional de drogas e lavagem de dinheiro. A ação teve como foco um grupo que, segundo as investigações, utilizava a estrutura portuária do Rio Grande do Norte para enviar cargas de entorpecentes à Europa. Foram cumpridos 28 mandados de busca e apreensão e 14 mandados de prisão preventiva nos estados do Rio Grande do Norte, Pernambuco, Pará, São Paulo e Rio de Janeiro. Até o momento, a PF confirmou quatro prisões no Rio Grande do Norte, uma no Rio de Janeiro e duas em São Paulo. Além de combater o tráfico internacional por via marítima, a operação busca enfraquecer financeiramente a organização criminosa. De acordo com a Polícia Federal, o esquema investigado envolvia fraudes documentais em operações de comércio exterior, uso de empresas de fachada e a utilização de terceiros para ocultar a origem ilícita dos recursos. Como parte das medidas determinadas pela Justiça, foram bloqueados aproximadamente R$ 30 milhões em contas bancárias e sequestrados cerca de R$ 35 milhões em bens vinculados aos investigados, totalizando R$ 65 milhões em patrimônio alvo da operação. Dentre as apreensões estão inclusos veículos, joias, dinheiro em espécie, imóveis e outros bens de alto padrão, apontados como possíveis produtos do enriquecimento ilícito obtido com a atividade criminosa. A ação foi denominada Operação Pele de Sapo e integra os esforços de combate ao tráfico internacional de drogas e à lavagem de dinheiro praticados por organizações criminosas com atuação transnacional. Tribuna do Norte

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Bombeiros capturam jibóia de dois metros após ataque a galinha no interior do RN

O Corpo de Bombeiros Militar do Rio Grande do Norte (CBMRN) realizou, na manhã desta quinta-feira (28), a captura de uma jibóia de aproximadamente dois metros no município de Bento Fernandes, no interior do estado. De acordo com a corporação, o animal foi encontrado dentro de uma residência após atacar e se alimentar de uma galinha no local. A ocorrência foi registrada por volta das 10h15. Ao chegarem à residência, os bombeiros fizeram a avaliação da situação e iniciaram o manejo seguro da serpente utilizando equipamentos adequados, como pinça e gancho, além de técnicas específicas para captura de fauna silvestre. A ação garantiu a segurança dos moradores e também do animal. Após a captura, a jibóia foi transportada e devolvida ao habitat natural, sendo solta em uma área de vegetação afastada da zona urbana e considerada apropriada para a espécie. O CBMRN orienta que, ao encontrar animais silvestres em residências ou áreas urbanas, a população não tente capturá-los ou se aproximar. A recomendação é acionar imediatamente o Corpo de Bombeiros para evitar acidentes e assegurar o manejo correto do animal. 96 FM

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RN tem 3º pior resultado do país na geração de empregos em abril, aponta Caged

O Rio Grande do Norte foi o terceiro estado com maior perda de postos de trabalho formais em abril de 2026, com saldo de -156 empregos, segundo dados do Novo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Novo Caged) divulgados nesta quinta-feira (28). O resultado ocorre após um mês positivo na geração de empregos – em março o RN criou 1.127 novas vagas com carteira assinada. No acumulado do ano, o saldo do RN é de 242, resultado de 83.142 admissões e 82.900 desligamentos. Em abril, o RN registrou 20.089 admissões e 20.245 desligamentos. Três dos cinco grupos de atividades econômicas tiveram resultado negativo no estado: agropecuária (-1.050), indústria (-152) e comércio (-354). Por outro lado, construção criou 185 novas vagas, e serviços teve saldo positivo de 1.218 postos de trabalho. Apenas três estados tiveram saldo negativo na geração de emprego em abril: RN, Alagoas (-1.505) e Rio Grande do Sul (-1.396). Em abril de 2025, o saldo do RN foi positivo, com geração de 2.686 vagas (22.687 admissões e 20.001 desligamentos) e desempenho positivo em quatro setores, com destaque para o de serviços, que terminou o mês com um saldo de 2.432 vagas. Na sequência, vêm construção (440), comércio (217) e indústria (206). O setor agropecuário apresentou saldo negativo, com -608 vagas. O Brasil gerou 85.888 postos de trabalho com carteira assinada em abril de 2026: 2.268.655 admissões e 2.182.767 desligamentos. No acumulado do ano, foram gerados 699.762 postos de trabalho, representando um crescimento de 1,5% em relação ao estoque de dezembro de 2025. Por outro lado, a criação de empregos caiu 63,9% em comparação a abril do ano passado, pressionada pelos juros altos e pela desaceleração da economia. Em abril de 2025, o País havia registrado a criação de 238.216 postos de trabalho, nos dados com ajuste, que consideram declarações entregues em atraso pelos empregadores. Já em relação aos meses de abril desde 2020, esse é o segundo resultado mais baixo da série. O pior resultado foi registrado no mesmo mês de 2020, que registrou o fechamento de 981.342 postos, no início da pandemia de covid-19. O Ministério do Trabalho e Emprego afirma que, nos últimos 12 meses (maio/2025 a abril/2026), o saldo de empregos gerados chegou a 1.059.860 postos de trabalho, um crescimento de 2,3% no período. O maior crescimento do emprego formal ocorreu no setor de serviços, que gerou 69.601 postos de trabalho (+0,3%). Em seguida, vêm construção, com saldo positivo de 23.525 empregos (+0,8%), e indústria, com saldo de 9.256 novas vagas de trabalho (+0,1%). No mês, foram registrados saldos positivos em 24 estados. Os maiores saldos foram verificados em São Paulo (+20.202), Rio de Janeiro (+11.741) e Minas Gerais (+8.991). Na comparação regional, o Sudeste liderou a criação de vagas, com 44.545 postos. Em sequência, vêm os resultados de Nordeste (18.714), Centro-Oeste (10.890), Norte (6.651) e Sul (4.449). Tribuna do Norte

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Petrobras anuncia reajuste nos preços da gasolina para as distribuidoras

A Petrobras anunciou no início da tarde desta quinta-feira (28) que o preço da gasolina A vendida às distribuidoras de combustíveis terá aumento de R$ 0,04 por litro a partir de sexta-feira (29). O preço médio passará de R$ 2,57 para R$ 2,61 por litro. O reajuste será atenuado pela subvenção econômica instituída pelo governo federal nos termos da Medida Provisória nº 1.358, de 13 de maio de 2026, do Decreto nº 12.984 e da Portaria MF nº 1.496, de 25 de maio de 2026. O valor efetivo do reajuste será de R$ 0,48 por litro, mas haverá o desconto de R$ 0,44 previsto pelas medidas anunciadas pelo governo federal. A gasolina A vendida pela Petrobras para as distribuidoras recebe a mistura obrigatória de etanol anidro (30%) para compor a gasolina C, que é a comercializada aos motoristas nos postos de combustíveis. O preço pago pelo consumidor final também inclui impostos e as margens de lucro das distribuidoras e dos revendedores. Com o aumento anunciado nesta quinta, a parcela da Petrobras na composição do preço final passará dos atuais R$ 1,80 para R$ 1,83 por litro. A estatal destaca que esse valor é 27,6% menor que o praticado em 31 de dezembro de 2022. Fonte: 98 FM Natal/Agência Brasil

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“Extrema má-fé”: como o Itaú escondeu cobranças indevidas em cartões de clientes

Pequenos valores cobrados todos os meses na fatura de cartões de crédito de centenas de milhares de clientes. E mais: por serviços não contratados ou sequer solicitados pelos correntistas. Foi essa a prática que o Itaú admitiu adotar ao longo dos últimos 14 anos ao assinar acordo com o Ministério Público de Minas Gerais (MPMG). Os métodos utilizados pelo Itaú para ludibriar os clientes, impor as cobranças e dificultar o cancelamento destas foram descritos na ação civil coletiva que deu origem ao acordo, revelado pelo Metrópoles, na coluna Manoela Alcântara. O documento também expõe a dimensão da prática, classificada como de “extrema má-fé”, ao alcançar correntistas do Itaú e clientes de cartões parceiros do banco, como os oferecidos por lojas de departamento. “A cobrança indevida de um serviço/produto não autorizado/solicitado pelo consumidor não corresponde a um equívoco, mas a uma prática que vem sendo perpetrada há anos, de forma reiterada, contra milhares de consumidores, o que evidencia a sua extrema má-fé”, afirma a ação assinada pelo promotor de Justiça Lindolfo Barbosa Lima. A ação revela que as cobranças “aparecem” nas faturas com diferentes nomes. Entre os citados, estão: “Seguro de AP Premiado, Acidentes Pess Prem, Seguro Proteção Especial, Super/Seguro Tranquilidade Total, Lig Bloqueio, Seguro Perda/Roubo 96 horas, Seguro Renda Premiada, Renda Premiada Master, Seguro Super Renda, Seguro Cred Vida Plus, Proteção Perda e Roubo”. Nomes que dificultam que o cliente identifique a origem da cobrança não solicitada e fazem parte da estratégia para esconder a prática. Os nomes genéricos lançam os correntistas em complicada busca pela empresa responsável pelo serviço que está sendo cobrado indevidamente. Assim, fica mais difícil contestar e interromper os descontos irregulares. Para tornar a estratégia ainda mais cruel, a ação aponta que muitas vezes os correntistas se sentem obrigados a pagar pela cobrança indevida com medo de punições por não quitar o valor total da fatura do cartão de crédito. “Como se pode ver o valor produto/serviço não solicitado/autorizado é incluído na fatura do cartão de crédito, de modo que o consumidor fica compelido a pagar o valor total da fatura, sob pena de ser cobrado, na próxima fatura, por encargos de financiamento (juros, multa e outros encargos financeiros) também indevidos”, diz trecho da ação. Quem identifica a cobrança indevida e a origem dela enfrenta, ainda, a burocracia do Itaú. A ação reúne relatos e documentos apresentados por correntistas que pediram o cancelamento, mas não foram atendidos. Em um dos casos documentados, o Itaú se comprometeu a interromper as cobranças, mas o valor continuou aparecendo nas faturas dos meses seguintes. A irregularidade se estende a cartões que sequer foram solicitados pelos clientes e que permanecem bloqueados e nunca foram utilizados, mas que ainda assim recebem lançamentos de cobranças por seguros e outros serviços. “A prática perpetrada é corriqueira e disseminada contra todos os consumidores que possuem os cartões de crédito emitidos/administrados pelo Banco Itaucard que, ressalte-se, resistiu em modificar sua conduta abusiva”, diz a ação. O esquema também fez vítimas que nem mesmo são correntistas do Itaú. Isso porque o banco administra cartões de outras empresas, como lojas varejistas. A ação lista: “Ipiranga, Fiat, Volkswagen, Ford, TAM, Azul, Mit, Vivo, TIM, Livraria Cultura, Extra, Walmart, Sam’s, Magazine Luiza, Ponto Frio, Brastemp, e IAS (Instituto Airton Senna)”. Eram, em 2016, época da denúncia, 133 tipos de cartões de diferentes bandeiras. O acordo O acordo assinado pelo Itaú, 10 anos após o início da tramitação da ação civil coletiva, traz exigências que, na prática, inviabilizam o ressarcimento dos clientes lesados. Conforme também revelado pela coluna Manoela Alcântara, do Metrópoles. Para ter direito à devolução dos valores, o consumidor deve atender simultaneamente aos seguintes critérios: Assim, só poderão reaver os valores clientes que tenham denunciado a cobrança irregular a canais oficiais de atendimento até dezembro de 2025. Ou seja, se o cliente leu o acordo do MP com o Itaú, pesquisou e viu somente em 2026 que foi lesado, ele não poderá ter seu dinheiro de volta. Outra imposição é de que o próprio cliente comprove que não pediu os serviços pelos quais foi cobrado. Dessa forma, apesar de o banco ter admitido a prática, quem terá de demonstrar que não foi responsável pela cobrança é o titular do cartão. Metropóles/Gabriella Furquim

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