MEC deve oficializar reajuste salarial de apenas R$ 18 reais para professores

A expectativa é que o MEC oficialize em 2026 um reajuste de 0,37% no piso nacional dos professores da educação básica. Na prática, isso significa um aumento de R$ 18,10 no salário. Com esse percentual, o valor atual de R$ 4.867,77 deve passar para cerca de R$ 4.885,87 na jornada de 40 horas semanais. O cenário chama atenção por indicar um dos menores reajustes desde a criação da política de valorização do magistério. A projeção de inflação para 2025 segue bem acima do índice previsto para o piso. Com isso, cresce o risco de perda real e de redução no poder de compra dos docentes. O que aconteceu e por que isso chamou atenção O reajuste projetado de 0,37% aparece em meio a um impasse entre MEC, estados, municípios e representantes da categoria. Sem acordo, a tendência é a oficialização do índice calculado pela regra vigente. O contraste com a inflação estimada para 2025 reforça a percepção de que o aumento não cobre nem as perdas do período. Esse descompasso amplia a pressão por mudanças no modelo. Existe ainda um prazo para a formalização do índice. O MEC tem até 31 de janeiro para oficializar o reajuste. O que muda na prática para professores da educação básicaO impacto imediato é direto no salário base que serve de referência para redes públicas de ensino. Com o acréscimo de R$ 18,10, o piso vai para cerca de R$ 4.885,87 em 40 horas semanais. Quando o reajuste fica abaixo da inflação projetada, o resultado tende a ser redução do poder de compra. Isso afeta o cotidiano de profissionais que já enfrentam pressão por custos e consumo básico. O tema também mexe com a percepção de valorização da carreira, já que o piso é tratado como um sinal de política pública para o magistério. Quais são as regras, prazos e condições O cálculo do reajuste do piso é definido pela Lei nº 11.738/2008, conhecida como Lei do Piso do Magistério. A metodologia considera principalmente o crescimento do valor anual mínimo por aluno do Fundeb. O Fundeb é apontado como o principal mecanismo de financiamento da educação básica no país e influencia diretamente o índice aplicado no piso. O prazo informado para a oficialização é 31 de janeiro, quando o MEC deve formalizar o percentual previsto. Salário dos professores: Como o Fundeb passou a influenciar o índice de reajusteApós mudanças no Fundeb em 2020, cresceram os alertas sobre distorções no cálculo. Dois fatores ganharam peso nesse debate: a redução no número de matrículas na educação básica e alterações na composição do fundo. Esses elementos passaram a impactar negativamente o índice, com oscilações mais fortes entre um ano e outro. O resultado é um reajuste que pode variar muito, sem entregar previsibilidade. Esse comportamento aparece na comparação recente: em 2022 houve aumento de 33,24%, enquanto em 2024 o reajuste foi de apenas 3,62%. Pontos de atenção e dúvidas comuns Estados e municípios apontam que o modelo atual cria um vácuo legislativo, por não trazer previsibilidade orçamentária. Do outro lado, a visão dos representantes dos professores é que a fórmula deixou de garantir valorização real. O tema também ganhou peso político, já que um reajuste de 0,37% tende a gerar desgaste e debate público. Ao mesmo tempo, a regra do índice está ligada a um cálculo previsto em lei, o que limita mudanças imediatas sem revisão do modelo. Dentro do governo, existe consenso sobre a necessidade de mudança na metodologia, mas ainda sem acordo sobre qual formato adotar. Novo salário dos rofessores: O que pode acontecer a partir de agoraUm grupo de trabalho criado em 2023 reuniu MEC, Undime, Consed e CNTE para discutir alternativas. Mesmo com a participação das entidades, ainda não houve consenso. Entre as propostas debatidas, aparece a combinação da média de crescimento do Fundeb com a inflação medida pelo INPC, com divergência sobre o peso de cada indicador. Há previsão de o INPCfechar 2025 em cerca de 4,7%, acima do reajuste projetado. No Congresso, a Frente Parlamentar da Educação defende um novo modelo que una valorização docente e segurança fiscal. O deputado Rafael Brito (MDB-AL) afirma que a resposta precisa ser rápida para evitar efeitos duradouros de um reajuste muito baixo. O cenário para 2026 aponta para a oficialização de 0,37%, com aumento de R$ 18,10 e piso chegando a cerca de R$ 4.885,87 em 40 horas semanais. A diferença entre o índice e a inflação projetada reforça o risco de perda real. Sem um acordo sobre nova metodologia, a regra da Lei nº 11.738/2008 continua determinando o cálculo. A pressão por revisão cresce, com impacto direto na atratividade da profissão e na dinâmica da educação básica no país. Click Petróleo e Gás/Flavia Marinho

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No Brasil, 9 em cada 10 refugiados registrados são venezuelanos

O Brasil registra mais de 10 mil refugiados por ano, vindos de mais de 170 países. Em 2023 esse número cresceu significativamente. Naquela época, o país registrou 75.267 processos deferidos pelo Comitê Nacional para os Refugiados, o que representa um aumento histórico de 117% em aprovações, se comparado com o ano anterior (2022), quando o país registrou 5.795 refugiados. Deste total, em 2023, os venezuelanos corresponderam ao maior número de registros, alcançando os 97% de solicitações aceitas pelo governo brasileiro. Segundo levantamento realizado pela CNN, isso parece ser um padrão. Dados coletados desde 2020 mostram que a cada 10 registros de refúgio no Brasil, 9 são para pessoas vindas do país vizinho. Depois dos venezuelanos, estão as solicitações de registros vindos de Cuba e Angola principalmente, Entre 2020 e 2025, o Brasil concedeu o status de refugiado para 135.445 pessoas. Dessas, 128.810 vieram da Venezuela. O que pode explicar esse fator é o agravamento da crise econômica e social no país vizinho. Dados anteriores à 2020 mostram que a situação dos migrantes do país começou a aumentar significativamente a partir de 2015. Em geral, o fluxo maior de entrada no Brasil acontece pela fronteira no estado de Roraima. Nos últimos cinco anos, dos 128.810 refugiados venezuelanos registrados no Brasil, 92.584 entraram pelo estado que concentra os municípios de Pacaraima e Boa Vista. Em segundo lugar está o estado do Amazonas, que registrou a entrada de 20.429 venezuelanos desde 2020 até 2025. 2026 e o ataque dos Estados Unidos Com o ataque dos Estados Unidos contra a Venezuela, comandado pelo presidente Donald Trump, que capturou o presidente Nicolás Maduro, iniciou-se uma preocupação acerca do aumento do fluxo migratório. Uma portaria do Ministério da Justiça e Segurança Pública, publicada no último dia 8, autoriza o uso da Força Nacional pelo prazo de 90 dias justamente nas duas cidades de Roraima: Boa Vista e Pacaraima. O objetivo da portaria é apoiar os órgãos de segurança pública estaduais e atuar na preservação da ordem. Em entrevista à CNN, o governador de Roraima, Antonio Denarium expressou grande preocupação com o possível aumento do fluxo migratório de venezuelanos para o Brasil. “É uma preocupação muito grande. Se aumentar o fluxo de entrada de venezuelanos, o estado de Roraima não tem condições e não tem capacidade para fazer o atendimento”, alertou Denarium. No dia do ataque militar realizado pelos Estados Unidos, o ministro da Defesa, José Múcio, disse em conversa com jornalistas, no entanto, que existe muita informação “desencontrada” sobre a atual situação da fronteira e tranquilizou ao afirmar que está “tranquila”. “Nós já temos um contingente suficiente para dar tranquilidade. A fronteira está absolutamente tranquila. Nós temos um contingente já há algum tempo de homens e equipamentos e estamos aguardando que as coisas aconteçam”, disse. O repórter Pedro Teixeira, enviado especial da CNN Brasil à cidade de Pacairama (RR), relata que o fluxo na região fronteiriça é normal. “O clima neste momento é de bastante tranquilidade. Há fluxo normal na travessia, tanto para os venezuelanos que estão entrando aqui no Brasil, como também para os brasileiros que estão indo para a Venezuela”, informou o repórter diretamente da fronteira. CNN Brasil/Bianca Camargo e Manoela Carlucci, da CNN Brasil, São Paulo

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Lei estadual dobra alíquota de IPVA para carros elétricos no RN em 2026

O ano de 2026 começa com uma nova alíquota de IPVA para veículos movidos a motor elétrico no Rio Grande do Norte. Conforme a Lei nº 12.206, sancionada pela governadora Fátima Bezerra (PT) no final de 2024, os veículos elétricos, que antes eram isentos de IPVA no RN, passaram a ter uma alíquota de 0,5% em 2025 e que saltou para 1% este ano (alta de 100% em relação ao ano passado). A lei ainda prevê um novo aumento para 2027, quando a alíquota passará de 1% para 1,5%. De acordo com a Secretaria da Fazenda do RN (Sefaz), a lei não inclui os carros híbridos, estes que, por sua vez, têm a mesma alíquota dos carros a combustão (3%). Sendo assim, a alteração vale apenas para os carros 100% elétricos. Com os efeitos da lei, ao fim do escalonamento, os proprietários de veículos elétricos pagarão metade da alíquota de IPVA cobrada sobre veículos em geral (de 3%) no RN. A título de exemplo, um modelo SUV de um veículo tipo Aion, da marca GAC, como é o da comerciante Sueli Cabral, terá um IPVA num valor em torno de R$ 2.200, uma vez que o veículo custa cerca de R$ 220 mil. Para a comerciante, a isenção do IPVA era um dos principais atrativos para adesão aos modelos elétricos. Apesar de acreditar que esse tipo de veículo seguirá atrativo, ela reconhece que o custo a mais com o tributo gera certa frustração. “Acredito que o carro vai continuar com boa aceitação no mercado, mesmo com essa espécie de reajuste no valor. Mas acho que, com o aumento escalonado, essa aceitação tende a cair um pouco”, falou a comerciante. O escalonamento do imposto estadual para carros elétricos ocorre em meio à expansão das vendas do setor no Rio Grande do Norte. De acordo com dados da Associação Brasileira do Veículo Elétrico (ABVE), foram 3.485 unidades vendidas no estado em 2025, sendo 1.855 só em Natal. No ano anterior (2024), foram 2.333 veículos elétricos vendidos no RN, o que aponta para um aumento de 49,3% de um ano para o outro. Em 2020, em todo o estado esse número era de apenas 420 unidades comercializadas, o que confirma uma expansão de 729% em cinco anos. Na BYD Carmais, em Natal, as vendas bateram recorde no ano passado, disputando com a praça de Brasília a liderança do Market Share (participação de mercado) em todo o País. Para Leonardo Dall’Olio, diretor comercial do Grupo Carmais, a cobrança no RN representa um retrocesso e vai na contramão de medidas adotadas em outros estados. “Em outras unidades federativas a gente observa um movimento inverso, de isenção do IPVA para carros elétricos. O RN tinha essa prerrogativa, mas agora nós sentimos que a sustentabilidade, a inovação e a tecnologia sofreram um revés com o imposto. Nosso sentimento é de retrocesso”, frisa Dall’Olio. A Secretaria da Fazenda do RN (Sefaz) não se pronunciou sobre a implementação da cobrança ao ser contactada pela reportagem. Para ABVE, vendas não sofrerão impacto no RN Para Thiago Sugahara, vice-presidente da ABVE, a adoção do imposto para o setor não terá impacto negativo nas vendas. No entanto, ele avalia que este não seria o momento ideal para a elevação da cobrança. Ainda segundo ele, tributos como o IPVA são importantes para que o poder público consiga ofertar serviços à população, como a manutenção de rodovias, porém, o vice-presidente analisa que medidas de desoneração seriam importantes para o incentivo do setor de veículos elétricos em épocas de expansão como a atual. Para se ter uma ideia, segundo dados da ABVE, em 2020 a venda desse tipo de carro no Brasil ficou em cerca de 20 mil unidades. No ano passado, foram 224 mil. “Nós entendemos a desoneração como um fator importante enquanto política pública para estimular e acelerar a transição do carro de combustão para o elétrico. À medida que o setor se consolida, esses incentivos podem gradualmente ser revistos”, afirma Sugahara. Atualmente, os veículos eletrificados (100% elétricos, híbridos e híbridos plug-in, que são uma evolução do híbrido comum, com bateria de maior capacidade) respondem por 9% do market share brasileiro, o que aponta para um potencial de expansão. “Na Europa, os carros elétricos já representam 60% de todas as unidades comercializadas”, diz Thiago Sugahara, ao mencionar a capacidade de crescimento do setor no Brasil. Em 2025, São Paulo (60,6 mil veículos elétricos vendidos), Distrito Federal (21,6 mil) e Minas Gerais (45,1 mil) foram os estados do País com maior número de vendas no setor. “No curto prazo, a ABVE não acredita em redução de vendas, mas é importante, como eu já mencionei, a existência de políticas públicas para uma transição acelerada”, pontua Thiago Sugahara. GNV Além das regras de implantação da cobrança do IPVA para veículos movidos a motor elétrico, a Lei nº 12.206 estabeleceu a redução pela metade do tributo para carros movidos a Gás Natural Veicular (GNV) no Rio Grande do Norte. Com isso, a alíquota caiu de 3% para 1,5% no ano passado. De acordo com a Companhia Potiguar de Gás (Potigás), a medida beneficia cerca de 55 mil veículos/proprietários no estado, sendo a maioria motoristas de transporte por aplicativo da capital. Para a Potigás, a medida é positiva, porque reduz custos e garante maior competitividade. “Essa medida trouxe vantagens para o setor de GNV, pois conferiu maior competitividade ao combustível, ao reduzir o custo anual fixo com o IPVA e, assim, diminuiu o ‘custo total’ do veículo. Foi sem dúvida um sinal positivo de política pública para os motoristas”, escreveu a Potigás em nota enviada à TRIBUNA DO NORTE. Tribuna do Norte

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No RN, 144,5 mil MEIs já podem enviar declaração anual do Simples

No Rio Grande do Norte, 144,5 mil microempreendedores individuais (MEIs) ativos devem realizar a Declaração Anual do Simples Nacional do MEI (DASN-SIMEI), segundo dados do Sebrae-RN. O prazo para realizar o procedimento junto à Receita Federal foi iniciado em 1º de janeiro deste ano e segue até o próximo dia 31 de maio. O descumprimento do prazo pode gerar multas em dinheiro e pendências no CNPJ das empresas. De acordo com a contadora Rosa Diniz, gestora Contábil e Fiscal da Rui Cadete, o não envio da declaração pode fazer com que os MEIs parem na malha fiscal da Receita Federal e pode resultar no pagamento da multa de no mínimo R$ 50. Além do prazo para envio, ela chama atenção para outros cuidados que precisam ser considerados para evitar surpresas indesejadas. É o caso, por exemplo, do controle do faturamento ao longo do ano. “O MEI precisa ter atenção na questão do seu faturamento. Na declaração, é preciso registrar todas as receitas, despesas, além da informação de ter tido ou não um funcionário. É preciso ter cuidado com todas as notas fiscais que foram emitidas no decorrer do ano para que seja entregue uma declaração fidedigna com os dados exatos do que a empresa faturou”, esclarece a contadora. O DASN-SIMEI é obrigatório tanto para os MEIs que faturaram ao longo do ano, quanto para aqueles que não tiveram faturamento. Segundo Rosa Diniz, neste último caso, antes de qualquer justificativa é preciso averiguar com precisão se a empresa realmente não emitiu nota fiscal e registrou novas receitas. Para as empresas que deram baixa no SIMEI ao longo ano, é preciso que o MEI entregue uma declaração de extinção no processo de DASN-SIMEI junto à Receita Federal. Já nos casos em que o faturamento ultrapassa R$ 81 mil, valor que caracteriza o enquadramento do microempreendedor individual, é necessário realizar o desenquadramento da empresa desse nicho e registrá-la como microempresa (ME). “A empresa vai ser transformada em outra empresa e vai passar a ter novas obrigações e novos impostos”, destaca a contadora. Rosa Diniz observa ainda que o ideal é que os MEIs realizem o controle mensal do faturamento para saber se estão próximos ou não de ultrapassar o valor de R$ 81 mil no faturamento. Caso o valor esteja próximo, ela aponta que o ideal é buscar a orientação de um contador para seguir os passos necessários antes da ultrapassagem do limite do MEI. A contadora explica que a declaração anual do MEI também não exclui a necessidade da declaração do Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF). Isso significa que os MEIS que apresentam uma renda acima de R$ 5 mil, ou seja, não têm direito à isenção total do imposto, precisam realizar a declaração do IRPF. R$ 81 mil É o valor limite de faturamento anual dos Microempreendedores individuais (MEIs) Saiba como fazer a declaração do DASN-SIMEI A DASN-SIMEI pode ser realizada no site do Simples Nacional. O procedimento exige o preenchimento de algumas informações do MEI, como CNPJ, setor de atuação (ex: comércio, serviços), valor da Receita Bruta Total e se teve ou não funcionário ao longo do ano. O Governo Federal disponibiliza um Manual da Declaração Anual Simplificada para o Microempreendedor Individual (DASN-SIMEI) que pode ser acessado na página do órgão com informações sobre a declaração. Tribuna do Norte

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Master desembolsa meio bilhão em advogados e banca dos Moraes fatura milhões sem histórico ou causa relevante

O Banco Master, sob comando de Daniel Vorcaro, gastou R$ 500 milhões com escritórios de advocacia em 2025, segundo o balanço do próprio banco. Entre os contratos mais chamativos está o da família do ministro Alexandre de Moraes: R$ 129 milhões em 36 meses, com parcelas mensais de R$ 3,6 milhões. O caso impressiona porque o escritório da mulher e dos filhos de Moraes não tem histórico relevante e atuou para o Master apenas em uma causa simples de danos morais — que o banco perdeu. Oficialmente, eles teriam criado regras internas de compliance, mas os valores milionários levantam suspeitas e mexem com o mercado. Após a prisão de Vorcaro e a liquidação do banco pelo Banco Central, os pagamentos à banca dos Moraes foram interrompidos. Vorcaro, que ficou 12 dias preso por fraudes financeiras, segue em liberdade monitorada com tornozeleira eletrônica. Mesmo assim, ele mantém contratos com outros escritórios em valores próximos aos pagos à família Moraes, todos voltados à sua defesa no processo criminal. A movimentação reforça a atenção nacional sobre os repasses milionários do banco e o tamanho das operações legais em meio a investigações sensíveis. BG

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Hemonorte convoca população para doação de sangue; estoques estão em nível crítico no RN

O Hemonorte está convocando à população para doar sangue, diante do nível crítico dos estoques registrado nesta primeira semana de 2026. A situação preocupa a direção do hemocentro, já que a demanda por transfusões segue constante em hospitais e unidades de saúde do Rio Grande do Norte. De acordo com a instituição, a baixa atinge todos os tipos sanguíneos, com cenário ainda mais delicado entre os de fator Rh negativo, que historicamente contam com menor número de doadores. A redução dos estoques pode comprometer cirurgias, atendimentos de urgência e o tratamento de pacientes com doenças crônicas, como câncer e anemias graves. A direção do Hemonorte reforça que a doação de sangue é um procedimento rápido, seguro e essencial para salvar vidas. “Um único doador pode ajudar até quatro pessoas. A participação da população neste momento é fundamental para garantir o funcionamento dos hospitais”, destaca a instituição. Como o sangue não possui substituto, a doação voluntária é indispensável para manter o atendimento à população. Para doar, é necessário atender aos seguintes requisitos: Os interessados podem comparecer ao Hemonorte, localizado na Avenida Alexandrino de Alencar, nº 1.800, no bairro Tirol, em Natal, ou ao Espaço Hemonorte, no Partage Shopping, na Zona Norte da capital. Tribuna do Norte

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Em 11 meses, RN tem prejuízo de R$ 1,69 bilhão em cortes de geração de energia

O Rio Grande do Norte acumulou cerca de R$ 1,69 bilhão de prejuízo com cortes de geração de energia renovável entre os meses de janeiro e novembro de 2025, segundo dados da consultoria Volt Robotics, baseados em índices do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS). O estado repetiu, em novembro, o resultado de outubro, sendo o mais prejudicado do Brasil com os “curtailments”, como são chamados os cortes na geração determinados pelo ONS para evitar sobrecarga no sistema. Em novembro passado, o RN perdeu 28,99% da capacidade de gerar energia eólica e solar. O Ceará ficou muito próximo desse índice, com 28,81% de perdas; e Minas Gerais ficou com 25,47%. No mês anterior (novembro de 2025), o RN já havia perdido 45,99% de sua capacidade de geração. Especialistas destacam que 2025 foi um ano marcante para o setor de energias renováveis, com prejuízos bilionários para os geradores e a discussão de resoluções para o problema. A Volt Robotics aponta um prejuízo nacional de mais de R$ 6 bilhões entre janeiro e dezembro de 2025 – ao longo do ano, o País perdeu 20,6% da capacidade de gerar energia. Relatório da consultoria aponta que a maioria dos cortes ocorre no setor eólico: em novembro, 72% da energia cortada era produzida nessas usinas, e 28% em usinas solares. “Durante agosto, setembro e outubro, o Brasil viu algo inédito: três recordes consecutivos de cortes de geração renovável. […] Uma combinação de fatores estruturais (crescimento acelerado das renováveis, sobretudo da geração distribuída), operacionais (rede não foi planejada adequadamente) e conjunturais”, explica o documento “Curtailment 2025: retrospectiva e projeção”. Esse cenário, provocado por descompassos entre a demanda e a transmissão, preocupa especialistas. Os “curtailments” são determinados pelo ONS e ocorrem especialmente em dois cenários: quando a energia produzida é maior do que a consumida em determinado horário e quando as linhas de transmissão não conseguem escoar a energia que seria produzida. “Luz no fim do túnel” Para Hugo Fonseca, secretário-adjunto de Desenvolvimento Econômico do RN (Sedec), o ano passado evidenciou o problema dos cortes devido à crise do setor eólico. Segundo ele, o cenário é de pausa na venda de novos projetos, problemas de conexão e mais oferta do que demanda no mercado. “E, para agravar a situação, tem o curtailment, que impacta nos custos dos projetos que já estão em operação”, diz. Ao mesmo tempo, o secretário afirma que 2025 mostrou uma “luz no fim do túnel” para o problema dos cortes, com a realização dos leilões de linhas de transmissão. No ano passado, os certames contemplaram cinco compensadores síncronos para o RN. O Leilão nº 01/2026, previsto para março deste ano, deve incluir a licitação de dois compensadores no RN, nas subestações Ceará-Mirim II e Açu III. Ampliar as linhas de transmissão é uma alternativa aos problemas na capacidade de escoar energia e estancar essa perda de geração. No entanto, Fonseca observa que a mudança estrutural de que o setor precisa não se dará em breve. “Já vem se apontando a solução, que são os compensadores síncronos e o investimento em novas infraestruturas de transmissão. Mas a parte de infraestrutura é algo que não se resolve de um dia para a noite, porque são estruturas grandes, que demoram em média de dois a três anos [para ser instaladas]. Teremos um cenário de resolução, do ponto de vista estrutural, lá para 2029”, comenta. Há ainda um “problema econômico”: a compensação por cortes aos geradores prejudicados. Esse desafio, segundo Fonseca, deve ser resolvido em discussões no Congresso Nacional. O diretor-técnico regulatório da Associação Brasileira de Energia Eólica (ABEEólica), Francisco Silva, destaca que 2025 foi um ano “difícil para as renováveis”, após níveis recordes de cortes de geração e prejuízos bilionários para o setor. “Mais para o final do ano, a gente percebeu um movimento de muitas das empresas desistindo de alguns projetos e entregando as outorgas desses projetos em função do volume de cortes que perceberam ao longo do ano passado”, afirma. Consulta Pública De acordo com ele, o setor está dialogando com o Ministério de Minas e Energia (MME) em torno de resoluções favoráveis aos geradores, que podem ser adotadas no início deste ano. O ministério lançou, pelo período de 15 dias, uma consulta pública sobre a compensação pelos “curtailments”. Francisco Silva explica que a lei sancionada em 2025, que moderniza o marco regulatório do setor elétrico, trouxe um item relacionado a compensar os cortes do passado. O artigo 1º-B da Lei nº 10.848, incluído em 2025, reconhece a possibilidade de compensação dos custos relativos à indisponibilidade externa e ao atendimento a requisitos de confiabilidade elétrica da operação, desde 1º de setembro de 2023 até a entrada em vigor da Lei nº 15.269 (25 de novembro de 2025). Tribuna do Norte

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Bombeiros resgatam vítima presa nas ferragens em acidente no interior do RN

O Corpo de Bombeiros Militar do Rio Grande do Norte (CBMRN) atuou, na tarde desta quarta-feira (1º), no resgate de uma vítima presa às ferragens após um capotamento registrado na rodovia estadual (RN) que liga os municípios de São José do Campestre a Tangará, no Agreste potiguar. Segundo informações repassadas pela guarnição que atendeu a ocorrência, o acidente envolveu um veículo com duas pessoas. Ao chegarem ao local, os bombeiros verificaram que uma das vítimas já havia saído do automóvel por conta própria, enquanto a outra permanecia presa na estrutura do carro. Diante do cenário, a equipe iniciou imediatamente os procedimentos de salvamento veicular, com uso de técnicas de desencarceramento. A operação teve como objetivo retirar a vítima de forma segura, reduzindo riscos e evitando o agravamento de possíveis lesões. Após a retirada, a vítima foi entregue ao Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU), responsável pelo atendimento pré-hospitalar e pelo encaminhamento ao hospital de referência da região. Tribuna do Norte

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Piso do INSS sobe para R$ 1.621 com reajuste de 6,79%

Os benefícios previdenciários pagos pelo INSS terão novo valor mínimo a partir de janeiro. Com correção de 6,79%, o piso previdenciário passa a ser de R$ 1.621, acompanhando a atualização do salário mínimo em 2026. De acordo com o governo, o aumento terá impacto estimado de R$ 30,7 bilhões ao longo do ano, considerando apenas os pagamentos feitos pelo Fundo do Regime Geral de Previdência Social (FRGPS). Cada real adicionado ao valor mínimo dos benefícios representa um custo adicional de R$ 298,1 milhões. Benefícios de caráter assistencial, como o BPC/Loas, ficam fora dessa conta. Para quem recebe acima do piso, não haverá alteração imediata no valor. Esses benefícios serão reajustados conforme a inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), referente ao período entre dezembro de 2024 e dezembro de 2025. O dado oficial será divulgado pelo IBGE em 9 de janeiro. Já aposentados e pensionistas que começaram a receber seus benefícios ao longo de 2025 terão reajuste proporcional, calculado de acordo com a variação do INPC desde a concessão até o encerramento do ano. Hoje, cerca de 21,9 milhões de segurados recebem benefícios no valor de até um salário mínimo, o equivalente a 62,5% do total de 35,15 milhões de pagamentos realizados pelo RGPS. O pagamento com os valores corrigidos será feito entre os dias 26 de janeiro e 6 de fevereiro. A data exata pode ser verificada pelo número final do cartão do benefício, sem considerar o dígito verificador. As informações também podem ser consultadas pela Central 135, mediante confirmação do CPF e de dados cadastrais. Quem utiliza an internet pode acessar o portal ou o aplicativo Meu INSS, onde o extrato de pagamento e o histórico do benefício ficam disponíveis após login no sistema. Correio Braziliense/Mannu Leones

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Mega da Virada: Irmão de Bolsonaro divulga que ganhou na quadra junto com ex-presidente

O pré-candidato a deputado federal por São Paulo, Renato Bolsonaro (PL), divulgou que acertou quadra na Mega da Virada 2025 em uma aposta junto com o ex-presidente Jair Bolsonaro. Em publicação nas redes sociais, ele disse que jogam juntos todos os anos. Na publicação, Renato Bolsonaro afirmou que organiza o bolão todos os anos e não podia deixar o irmão de fora. “Todo ano a gente joga. Fazemos sempre bolão eu, meu irmão, o Mozart e um cunhado meu. Eu que organizo sempre o bolão. Ano passado a gente jogou e também ganhamos a quadra. Esse ano fizemos o bolão em 3 e não podia deixar meu irmão de fora. Dessa vez não saiu o 22, mas em 2026 pode anotar que o 22 vai ganhar” Na imagem compartilhada, é possível ver um recibo da aposta. Os irmãos Bolsonaro teriam jogado uma sequência com os números 06, 13, 21, 22, 32 e 59. A Caixa sorteou, nesta segunda-feira (1º), os números 09, 13, 21, 32, 33 e 59. A aposta faz parte das das 308.315 apostas que acertaram quatro números, com prêmio de R$ 216,76. Na data apontada pelo recibo, 20 de dezembro, Jair Bolsonaro já estava preso na Superintendência da Polícia Federal em Brasília, onde cumpre pena em regime fechado por liderar um golpe de Estado em 22022. ClickPB com informações CNN BrasilGabriella Loiola

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