AtlasIntel: Flávio Bolsonaro avança além do núcleo duro e amplia competitividade

O avanço de Flávio Bolsonaro (PL) na corrida presidencial de 2026 ocorre com mudança no perfil de sua base eleitoral. A comparação entre fevereiro e março da pesquisa AtlasIntel/Bloomberg, divulgada nesta quarta-feira (25) indica que o senador ampliou apoio em segmentos que vão além do núcleo tradicional do bolsonarismo. No agregado, Flávio passou de 37,9% para 40,1% das intenções de voto no primeiro turno. O movimento é consistente com a maior exposição de sua pré-candidatura, mas os dados mostram que o crescimento não ficou restrito ao eleitor já alinhado ao ex-presidente. Entre jovens de 16 a 24 anos, o senador avançou de 29,4% para 37,1%. O salto sugere maior penetração em um grupo que costuma responder a fatores conjunturais e tende a ser menos fiel a candidaturas estabelecidas. Esse avanço reduz uma vantagem histórica do campo progressista nesse recorte. Na faixa de 25 a 34 anos, Flávio sai de 40,5% para 41,8%, consolidando presença entre adultos jovens. Já entre 35 e 44 anos, a variação é menor, indicando que parte desse eleitorado já estava mais definida desde rodadas anteriores. O crescimento mais relevante ocorre na renda intermediária. Entre eleitores que recebem de R$ 5 mil a R$ 10 mil, Flávio sobe de 32,6% para 40,8%. O movimento sugere maior aderência em um segmento sensível a temas econômicos e percepção de desempenho do governo. Na faixa de R$ 3 mil a R$ 5 mil, também há avanço, de 41,1% para 42,8%. Entre os mais pobres, o desempenho se mantém elevado. Flávio registra 46,1% entre quem ganha até R$ 2 mil, praticamente estável em relação a fevereiro, o que indica retenção de um eleitorado que passou a dividir espaço com Lula nos últimos meses. O recorte religioso reforça essa expansão. Entre evangélicos, o senador amplia vantagem, passando de 61,2% para 65,4%. Já entre católicos, cresce de 31,9% para 35,2%, reduzindo a distância em um grupo onde Lula ainda tem desempenho superior. Regionalmente, o avanço ocorre em áreas decisivas. No Sudeste, Flávio sobe de 41,9% para 45,4%, região com maior peso eleitoral. No Nordeste, cresce de 31,8% para 34,2%, movimento que, embora insuficiente para liderar, indica redução de desvantagem em um dos principais redutos do PT. A leitura dos dados sugere mudança qualitativa no crescimento do senador. Em vez de depender apenas da transferência direta de votos do ex-presidente Jair Bolsonaro, Flávio passa a ganhar terreno em segmentos mais amplos, o que aumenta sua competitividade no segundo turno. Esse padrão reduz o risco de estagnação da candidatura e cria pressão adicional sobre Lula, que mantém liderança no primeiro turno, mas enfrenta maior disputa em grupos onde historicamente tinha vantagem mais confortável. O levantamento ouviu 5.028 pessoas entre os dias 18 e 23 de março, com margem de erro de um ponto percentual e nível de confiança de 95%. InfoMoney/Marina Verenicz

Leia Mais »

Alckmin afirma que deixará Ministério do Desenvolvimento no dia 2 de abril

O vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) afirmou que deixará o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços no dia 2 de abril para se dedicar às eleições. Ele seguirá como vice-presidente até o fim do mandato. Ainda não está definido se Alckmin seguirá como vice do presidente Lula (PT) em sua chapa à reeleição em outubro ou se irá concorrer a outro cargo, mas para disputar qualquer cargo ele precisa se desincompatibilizar da função de ministro, de acordo com a Lei Eleitoral. — Cumprindo a legislação, vice-presidência não tem desincompatibilização, mas do ministério tem. Então, a data é 4 de abril, mas dia 3 é sexta-feira santa… então provavelmente dia 2. — falou durante evento da Confederação Nacional da Indústria, em São Paulo, sobre o acordo entre Mercosul e União Europeia. Indagado sobre seu futuro político, Alckmin apenas afirmou que “o presidente define”. Na noite desta sexta, Alckmin participou da filiação de Simone Tebet ao PSB, que vai concorrer ao Senado por São Paulo. — Vamos ter, este ano, uma escolha entre quem respeita o povo e quer democracia e quem gosta de ditadura, que é mandar no povo — declarou Alckmin no evento, que ocorreu na Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp). Há algumas semanas, Lula sinalizou que Alckmin também poderia ser candidato ao Senado na chapa de Fernando Haddad (PT) na eleição paulista. O vice-presidente, porém, deseja ficar no cargo de vice-presidente. Dirigentes do PSB optaram por não rebater publicamente o assunto, mas admitem, sob reserva, que o presidente tensiona a relação e gera certa pressão e constrangimento com Alckmin. Isso porque, segundo interlocutores, o presidente nacional da sigla, João Campos, prefeito de Recife, já deixou claro a Lula que o único ponto não negociável da aliança eleitoral passa pela manutenção do vice-presidente no cargo. O partido, nesse sentido, não pretende criar empecilhos para a segunda vaga ao Senado em São Paulo, nem pela composição com Haddad, assim como se coloca à disposição para impulsionar a campanha paulista do PT. Mas, segundo afirmam essas fontes consultadas pelo GLOBO, a alternativa de Alckmin, caso seja preterido em nome de uma articulação com uma sigla do Centrão, como o MDB, seria “voltar para casa”, e não encarar as urnas para outra função pública. InfoMoney/Agência O Globo

Leia Mais »

Parlamentares denunciam relator da CPI do INSS à PF por estupro

O deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ) e a senadora Soraya Thronicke (Podemos-MS) enviaram à Polícia Federal, nesta sexta-feira, 27, pedido de investigação contra o relator da CPI do INSS, Alfredo Gaspar (PL-AL), por estupro e tentativa de suborno. A acusação foi feita enquanto Gaspar lia seu relatório final da CPI com proposta de indiciamento de mais de 200 pessoas, entre elas um dos filhos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Em resposta, o parlamentar afirmou que a acusação partiu de um caso ocorrido com um primo seu, que, aos 15 anos, teria se relacionado com uma mulher e gerado uma criança, hoje com oito anos. Ou seja, disse que a suposta acusação não tinha relação alguma com ele mesmo. “As acusações recentemente levantadas por Lindbergh Farias e Soraya Thronicke são falsas, levianas e absolutamente irresponsáveis. Trata-se de uma tentativa clara de desviar o foco das graves investigações conduzidas pela CPMI do INSS, por meio de ataques pessoais e narrativas sem qualquer respaldo na realidade”, disse Gaspar em nota. A notícia da acusação provocou tumulto na CPI e a sessão chegou a ser interrompida para que o relator pudesse se defender. A deputada Bia Kicis (PL-DF) foi uma das que se solidarizou com o relator e criticou a conduta da senadora Soraya. “Sirigaita”, disse a deputada. O deputado Paulo Pimenta (PT-RS) reclamou que o regimento não permite esse tipo de tratamento e pediu a retirada dos anais da CPI a palavra de Kicis. “Vou repetir: sirigaita, sirigaita”, insistiu a deputada. O presidente da CPI, senador Carlos Viana, determinou que a expressão fosse apagada dos registros da comissão. Lindbergh e Soraya convocaram uma entrevista, em que afirmaram ter recebido a informação sobre o suposto crime há dois dias. Afirmaram ter “fortes indícios”, mas não provas, e reforçaram que cabe às autoridades investigar. A senadora chegou a pedir para que as pessoas evitem “pré-julgamentos”. Segundo eles, o caso teria ocorrido há cerca de nove anos em Alagoas, Estado de origem do relator da CPI, e a vítima seria uma menina com 13 anos na época dos fatos. O caso veio à tona após Lindbergh chamar Gaspar de “estuprador” em discussão durante sessão realizada na manhã do mesmo dia. Em resposta, o relator se referiu ao petista como “corrupto” e “ladrão”. Além da relação sexual não consentida, o perpetrador do crime teria ainda tentado subornar familiares da vítima para evitar a oficialização de uma denúncia. Para isso teriam sido pagos duas parcelas, uma de R$ 70 mil e outra de R$ 400 mil. Gaspar procurou a mulher que, segundo ele, é a filha da vítima a que os parlamentares que o acusam se referem. Ela gravou um vídeo em que explica ser filha de um primo do parlamentar, que a reconheceu e paga pensão para a neta. Gaspar protocolou queixa formal contra Soraya e Lindbergh no Conselho de Ética. Também pediu desculpas à mulher e às filhas pelas declarações contra ele. “Graças a Deus não tenho filho fora do casamento, não tenho amante, nunca mantive relação sexual em Brasília, nem com a minha mulher porque ela vem muito pouco aqui, eu venho para o Congresso e volto para casa.” Parlamentares se solidarizaram com Gaspar e rechaçaram as denúncias. O vice-presidente da comissão, Duarte Jr. (PSB-MA), foi um deles, embora não faça parte da oposição ao governo Lula. “Inicio minha fala somando a minha solidariedade ao relator. Agora há pouco eu vi sua mãe fazendo contato, a sua esposa? E realmente a gente percebe que essa briga político-partidária tem que ter um certo limite”, disse Duarte Jr. Correio Braziliense/Agência Estado

Leia Mais »

Restrições de acesso a dados do Coaf atingem CPIs

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), estabeleceu, nessa sexta-feira, seis requisitos obrigatórios para que o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) forneça Relatórios de Inteligência Financeira (RIF) a órgãos de persecução penal e administrativa, sob pena de nulidade das provas obtidas. A partir de agora, o acesso aos RIFs só será permitido mediante a existência de um inquérito ou procedimento investigatório formalizado, com a identificação clara do investigado e a apresentação do ato de instauração. As exigências de fundamentação estendem-se também ao Poder Judiciário e às CPIs, que não podem requisitar dados para procedimentos preliminares, como “Notícias de Fato” ou sindicâncias não punitivas. Com isso, busca-se garantir que o sigilo financeiro seja quebrado apenas dentro de um contexto probatório robusto e justificado. O objetivo central é conter o uso desvirtuado desses relatórios, para fins de extorsão e constrangimento, prática descrita por autoridades como uma “epidemia” de investigações informais. “É precisamente em hipóteses dessa natureza que se impõe a atuação desta Suprema Corte, não para inviabilizar a persecução penal legítima, mas para assegurar que instrumentos de natureza excepcional não sejam convertidos em mecanismos ordinários de investigação indiscriminada”, destacou o magistrado no documento. Segundo o ministro, os RIFs não são “documentos administrativos comuns”, mas “produtos de inteligência estatal qualificada” que revelam padrões de comportamento econômico e produzem “impacto significativo na esfera da privacidade”. A autoridade solicitante deve demonstrar a necessidade concreta do acesso, ficando proibida a utilização de dados para fins genéricos ou exploratórios. A nova diretriz veda expressamente a chamada “pesca probatória” (fishing expedition), determinando que o relatório não pode ser a medida inicial ou única de uma investigação. “Determinados agentes estatais valiam-se do acesso a relatórios de inteligência financeira para identificar pessoas físicas e jurídicas com movimentação financeira relevante, instaurando, a partir daí, apurações informais ou clandestinas, desprovidas de lastro procedimental mínimo, fenômeno descrito nos autos como verdadeiras ‘investigações de gaveta’”, explicou. A urgência da liminar se fundamentou em fatos recentes revelados pela Operação Bazar. Segundo os autos, agentes estatais utilizavam RIFs à margem da lei para identificar alvos e iniciar as citadas investigações informais. Esses relatórios eram usados como instrumentos de pressão e extorsão, violando a “intimidade financeira e a autodeterminação informacional” dos cidadãos. Moraes ressaltou que o acesso indevido causa “violação irreversível”, pois não é passível de “reparação plena a posteriori”. O magistrado concluiu que a ausência de balizas claras permitiu a “normalização do uso de instrumentos de inteligência financeira como meio de prospecção patrimonial indiscriminada”. InfoMoney/Iago Mac Cord

Leia Mais »

Bolsonaro tem alta hospitalar e ficará em prisão domiciliar

O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) teve alta na manhã desta sexta-feira, 27, do hospital DF Star, em Brasília, onde ficou internado por duas semanas após ter tido febre, crises de vômito e redução significativa de oxigenação no sangue. Ele seguiu para casa para cumprir prisão domiciliar. O médico Brasil Caiado afirmou que o ex-presidente deixou a unidade pouco antes das 10h e foi para a residência dele, localizada em um condomínio fechado no bairro Jardim Botânico, na capital federal, acompanhado da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro. Por volta de 10h30, Bolsonaro desceu de uma caminhonete branca, que foi estacionada em frente à casa, com um colete à prova de balas da Polícia Penal. O ex-presidente foi diagnosticado com “broncopneumonia bacteriana bilateral de provável origem aspirativa”. Ele foi internado no último dia 13. “Não pode-se dizer que está curado. Encerrou-se a fase hospitalar”, disse o médico. Bolsonaro terá que fazer fisioterapia respiratória e exercícios físicos para reabilitação. “A evolução nesses últimos dois dias foi o que nós esperávamos, tranquila, sem nenhuma intercorrência, com a medicação totalmente adaptada, já com a transição para a medicação via oral, para ser usada em casa”, disse Caiado. No período em que Bolsonaro esteve internado, os advogados dele conseguiram com o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), a transferência do 19.º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal, a Papudinha, onde cumpria prisão em regime fechado, para a casa no condomínio Solar de Brasília. Bolsonaro ficará submetido a monitoramento 24 horas com tornozeleira eletrônica e haverá controle de todas as pessoas que acessam a casa dele. Moraes autorizou a prisão domiciliar pelo prazo inicial de 90 dias. O quadro clínico do ex-presidente será avaliado constantemente e é possível que ele ainda volte ao regime fechado. No final de abril, segundo o médico, o ex-presidente deverá voltar ao hospital para fazer uma cirurgia no ombro direito. Tribuna do Norte/Estadão Conteúdo

Leia Mais »

Caminhoneiro embriagado atropela e mata adolescente de 14 anos no interior do RN

Na noite desta, quinta-feira (26), um acidente entre uma carreta e uma motocicleta, no município de Olho d’Água do Borges, na região Oeste do RN, resultou na morte uma adolescente de 14 anos. A Polícia Militar informou que o condutor do veículo de carga apresentava sinais visíveis de embriaguez. Durante o atendimento, os policiais militares realizaram o exame exame de alcoolemia, que apontou resultado de 0,60 mg/L pelo condutor da carreta. A vítima foi socorrida e encaminhada ao hospital, porém não resistiu aos ferimentos e veio a óbito. No local, moradores tentavam agredir o condutor, mas a PM atuou para conter a ação. O caso foi devidamente encaminhado às autoridades que seguem com as medidas legais cabíveis. Tribuna do Norte

Leia Mais »

PT e Centrão operaram juntos para enterrar CPI do INSS

Parlamentares do PT e de partidos do Centrão atuaram em conjunto para chegar a um acordo que resultasse no fim da CPI do INSS nesta semana. Inicialmente a cúpula da comissão havia obtido uma vitória política com a decisão liminar do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, prorrogando os trabalhos, mas a decisão foi revertida pela maioria do STF. Integrantes da base do governo eram contra a CPI por conta dos desgastes sofridos pelo governo. As fraudes nos descontos da aposentadoria afetaram negativamente a imagem da gestão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), também atuou contra a prorrogação. Ele já havia sinalizado que não daria continuidade aos trabalhos da comissão e, por conta disso, a cúpula da CPI entrou com uma ação no STF. Em outra vitória para o governo, o empresário Fábio Luís Lula da Silva, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, não deve ter seu indiciamento pedido pelo relator da CPI, deputado Alfredo Gaspar (União-AL) Apesar disso, a primeira derrota do governo e do Centrão já começou na instalação da CPI. O acordo alinha entre a base petista e os presidentes do Senado e da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), era definir o senador Omar Aziz (PSD-AM) como presidente e o deputado Ricardo Ayres (Republicanos-TO) como relator. A articulação, no entanto, foi barrada pela oposição, que conseguiu emplacar Carlos Viana na presidência e Gaspar na relatoria. Depois disso, o governo, que em determinados momentos conseguia mobilizar para ter a maioria da CPI, passou a medir forças com a oposição Em uma dessas batalhas para medir força, Lulinha chegou a ter a quebra de sigilo aprovada pela CPI, em votação tumultuada, mas ela foi anulada posteriormente pelo STF sob alegação de erros de procedimento. – O Supremo Tribunal Federal reafirmou tudo aquilo que nós dissemos. Uma CPI que insistiu o tempo inteiro em desrespeitar o direito das pessoas, humilhar testemunhas, me atropelar direito das pessoas – declarou o deputado Paulo Pimenta (PT-RS). Por sua vez, o presidente da CPI, senador Carlos Viana (Podemos-MG), culpou o PT e os partidos do Centrão pela não prorrogação da CPI. – Eles blindaram tudo, ficou muito claro mesmo da parte do governo. Só que eles não conseguiram fazer com que a CPMI não desgastasse o governo. Desgastou. Há responsabilidade sim. A CGU não parou de descontar no Sindnapi, que é o sindicato do irmão do Lula e não parou de descontar da Contag, que era braço direito do PT do Pernambuco – declarou. — É o jogo do Centrão, que tem pessoas envolvidas. Começaram a aparecer os nomes nessa questão do Master e vão aparecer outros nomes – completou. Da mesma forma, o deputado Evair de Mello (PP-RS), da oposição, também fez uma queixa similar. – Quem conseguiu encerrar a CPMI tentou proteger alguém. Quando estávamos chegando no chamado peixe grande, rapidinho se juntaram. A base do governo trabalhou com o STF todos esses dias para que esse trabalho fosse encerrado. Mais cedo, antes do STF barrar a prorrogação. A base do governo e o comando do Senado agiram alinhados para construir uma interpretação jurídica que impedisse o adiamento dos trabalhos. A estratégia também se ancorou no prazo de 48 horas fixado por Mendonça na decisão tomada na segunda-feira liminarmente. Interlocutores dizem que o Senado considera como marco a notificação oficial entregue às 18h20 de terça-feira, mas outros dizem que as 48 horas se iniciaram às 10h do mesmo dia. O parecer da Advocacia do Senado foi apoiado pelo PT. – Nós temos aqui uma certidão da Advocacia-Geral do Senado Federal, que diz que, às 18h20, a Advogada-Geral do Senado tomou conhecimento da decisão liminar. Portanto, está escrito nesta certidão que passará a contar do dia 24, de 2026, às 18h20, horário da ciência formal do teor por essa advogada… Está aqui, tem uma certidão do Senado Federal, um documento oficial – disse Pimenta. Carlos Viana votou a prorrogação na CPI antes do prazo de 18h20, mas, com a decisão do plenário do STF, ele acatou a decisão que impediu o adiamento dos trabalhos. InfoMoney/Agência O Globo

Leia Mais »

O que é a prisão domiciliar humanitária concedida a Jair Bolsonaro

O ex-presidente Jair Bolsonaro deixou o hospital nesta sexta-feira (27) e passou a cumprir pena em regime de prisão domiciliar humanitária, após apresentar evolução clínica considerada satisfatória pela equipe médica. A flexibilização do regime de cumprimento de pena foi autorizado pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal. A decisão autorizou que o ex-presidente Jair Bolsonaro cumpra pena em prisão domiciliar por 90 dias e ocorre em meio ao quadro de saúde do ex-chefe do Executivo. Prevista no Código de Processo Penal, a prisão domiciliar humanitária é uma medida excepcional, concedida a presos em condições graves de saúde, idade avançada ou necessidades de cuidado que extrapolam as possibilidades oferecidas no regime de reclusão em presídio. Todo preso beneficiado pelo regime é monitorado 24 horas por dia por meio de tornozeleira eletrônica, para garantir sua permanência no endereço indicado. O pedido de prisão humanitária pode ser negado ou revogado se o preso apresentar risco de fuga. A decisão de Moraes ocorre após manifestação favorável da Procuradoria-Geral da República (PGR), que apontou risco à integridade física do ex-presidente e defendeu a flexibilização do regime em caráter humanitário. Jair Bolsonaro estava internado desde o dia 13 na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do hospital DF Star, em Brasília, após ser diagnosticado com broncopneumonia bilateral. Além do quadro clínico, Bolsonaro tem 71 anos, o que também o torna elegível à prisão domiciliar. Apesar de cumprir dois requisitos, a concessão do benefício exige, como regra, laudo médico que comprove a debilidade do ex-presidente. A concessão da domiciliar ocorre em um momento de pressão política e jurídica sobre o caso, com aliados intensificando pedidos por mudança de regime desde a internação do ex-presidente. A decisão também dialoga com precedentes recentes da Corte, que já autorizaram prisão domiciliar em situações de saúde consideradas graves, desde que comprovadas por documentação médica. Bolsonaro já obteve o regime de prisão domiciliar enquanto aguardava o fim do julgamento da trama golpista pelo Supremo Tribunal Federal (STF), mas perdeu o benefício em novembro, após romper a tornozeleira eletrônica durante a madrugada. O ex-presidente foi condenado pelo STF a 27 anos e 3 meses de prisão, em regime inicialmente fechado, por liderar a tentativa de impedir que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva assumisse o cargo. InfoMoney/Caio César

Leia Mais »

Honraria Máxima: Leninha Romão será condecorada com a Medalha Epitácio Pessoa na Assembleia Legislativa da Paraíba

A trajetória de dedicação e trabalho da prefeita constitucional de Uiraúna, Leninha Romão, ganha um novo e prestigioso capítulo. No dia 31 de março, a gestora receberá a Medalha Epitácio Pessoa, a mais alta comenda da Assembleia Legislativa da Paraíba (ALPB). ​Reconhecimento da Presidência. ​A indicação e o convite para a honraria partiram do Deputado Adriano Galdino, Presidente da Assembleia Legislativa. O parlamentar destacou que a medalha é um justo reconhecimento ao trabalho de Leninha Romão, que tem projetado Uiraúna no cenário estadual como um modelo de desenvolvimento e gestão eficiente. ​”Receber este convite das mãos do presidente e deputado Adriano Galdino aumenta ainda mais a responsabilidade e a alegria deste momento. É o Sertão sendo ouvido e respeitado na Casa do Povo”, destacou a prefeita. ​Conhecida pelo contato direto com as comunidades, Leninha Romão fez questão de dedicar a conquista a cada morador do município. Em um tom de profunda sensibilidade, a gestora expressou sua gratidão: ​Ao Povo de Uiraúna: “Este título pertence a cada homem e mulher da nossa terra que acredita no nosso projeto de transformação.” ​A ALPB: O agradecimento ao Presidente Adriano Galdino e aos demais deputados pelo olhar atento às demandas da região. ​Ao Legado Político: A reafirmação do compromisso em continuar trabalhando incansavelmente pelo bem-estar social e progresso econômico. Portal Nordeste

Leia Mais »

PF mira Galípolo e Campos Neto sobre possíveis omissões do BC no caso Master, diz TV

A Polícia Federal investiga possíveis omissões do Banco Central durante as duas últimas gestões, de Gabriel Galípolo e Roberto Campos Neto, envolvendo o caso do Banco Master. Segundo a CNN, o foco da investigação é avaliar se ambos os presidentes do BC tinham conhecimento da atuação irregular de servidores públicos ou do cenário envolvendo o banco de Daniel Vorcaro. A investigação contra os presidentes é motivada, principalmente, pela atuação de Paulo Sérgio Souza e Bellini Santana, servidores que atuavam em prol dos interesses de Vorcaro de dentro da autarquia durante ambas as gestões. Indicado por Jair Bolsonaro, Roberto Campos Neto comandou a autoridade monetária entre 2019 e 2024. O ex-presidente nega qualquer irregularidade ou que tenha feito vista grossa para os indícios de fraude envolvendo Daniel Vorcaro, que durante sua gestão negociou a compra de três instituições financeiras. Nesta quinta-feira, o atual presidente Gabriel Galípolo, disse que a instituição vive “um processo de luto” em virtude da identificação dos servidores possivelmente cooptados pelo esquema de Vorcaro. “Para todos os servidores do Banco Central, a ética é um valor muito caro. A casa respondeu como sempre, de maneira muito pronta e correta”, frisou em entrevista coletiva. A CPMI do INSS aprovou, no dia 19, convites Galípolo e Campos Neto para serem ouvidos pelo colegiado. Os convites apresentados pelo presidente da CPMI, senador Carlos Viana (Podemos-MG) partem do diagnóstico de que a expansão das irregularidades no crédito consignado — voltado a aposentados e pensionistas do INSS — ocorreu em meio a falhas de fiscalização e controle do sistema financeiro durante ambas as gestões. Os requerimentos citam investigações da Polícia Federal e da CGU, como a operação “Sem Desconto”, além de episódios envolvendo instituições específicas. Entre eles, o caso do Banco Master, com estimativa de mais de 250 mil contratos sob suspeita, somando cerca de R$ 2 bilhões. InfoMoney/Caio César

Leia Mais »

© 2026 Todos os Direitos Reservados | TV Interativa